Cruzeiros oferecem ioga, meditação, massagem e outras atividades zen

Relaxar numa paisagem diferente, vendo ao redor apenas o oceano ou costas paradisíacas. É o que oferecem os cruzeiros zen, no Brasil e no exterior. Conheça alguns deles e agende suas próximas férias.

Passageira pratica ioga no mar Mediterrâneo, no Yoga Cruise.
Foto: Divulgação

Embarcar em um navio e praticar ioga, pilates, meditação, além de outras atividades zen, pode ser a chance de relaxar a quilômetros da costa. No Brasil, a Costa Cruzeiros, por exemplo, organiza há 13 anos o cruzeiro Bem-estar. “Ele foi criado numa época em que pouco se falava nisso e hoje é o nosso pacote com maior índice de satisfação”, afirma Francisco Ancona, consultor de marketing da empresa. Também dá para navegar em mares mundo afora. Embora pesem mais no bolso do que os nacionais são uma ótima oportunidade para relaxar e ainda conhecer paisagens paradisíacas no exterior. O Yoga Cruise, por exemplo, percorre o mar Mediterrâneo no sul da Turquia e oferece aulas dadas pelos próprios donos do cruzeiro. O tour foi criado pelo holandês Sven, fundador de um dos primeiros estúdios da prática de Amsterdã, durante uma viagem pela costa turca em 2007. “Eu e minha parceira nos apaixonamos pelo país, pela natureza, pelas pessoas e pela deliciosa cozinha local e nasceu a ideia de combinar isso tudo com a ioga”, diz. Saiba mais sobre estes e outros cruzeiros para uma viagem relax. Quem sabe nas próximas férias?

Qualidade de Vida

Empresa: MSC Cruzeiros

Duração: 7 noites

Partida: Santos (SP)

Atividades: Aulas de ioga, meditação, alongamento, hidroginástica, caminhada e técnicas de massagem.



Aula de alongamento no Qualidade de Vida.
Foto: Divulgação

Bem-estar

Empresa: Costa Cruzeiros

Duração: 7 noites

Partida: Santos (SP)

Atividades: aulas de ioga, pilates, alongamento, nutrição, bike e circo.


Aula de ioga a bordo do Bem-estar.
Foto: Divulgação

Tampa Bay Yoga Cruise

Empresa: Royal Caribbean

Duração: 3 dias

Partida: Tampa (Estados Unidos)

Atividades: ioga, pilates, meditação e aromaterapia.



Yoga Cruise

Empresa: Yoga Cruise

Duração: 7 noites

Partida: Finike ou Fethiye (Turquia)

Atividades: aulas de ioga na costa do mar Mediterrâneo.


Aula de ioga no Yoga Cruise.
Foto: Divulgação

Canyon Ranch SpaClub

Empresa: Regent Seven Seas Cruises

Duração: o mais curto dura 7 noites e o mais longo, 136

Partida: dezenas de cidades, como Dubai (Emirados Árabes Unidos), Bangcoc (Tailândia) e Cidade do Cabo (África do Sul).

Atividades: massagem, tratamento ayurveda, reiki e sala de aromas.
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6 estratégias para se livrar dos machucados que atrapalham o treino no verão

No verão, nos exercitamos mais, mas o suor e o calor podem trazer problemas que atrapalham o treino. Algumas estratégias vão ajudá-la a se livrar dos incômodos.

Para evitar cãibras, ingira bastante água e potássio.
Foto: Getty Images

1. Assaduras

O problema: o suor em lugares onde a pele fricciona - nela mesma ou na roupa de ginástica - pode causar pontos de irritação que coçam e ardem. Se você não se controlar, eles podem se transformar em feridas.

A solução: previna a assadura com um top de ginástica de tamanho adequado (que não sobre nem aperte) e use roupas leves, como as de algodão. "Antes da ginástica, pode-se passar vaselina em pasta na parte interna das coxas e nas axilas para diminuir o atrito", aconselha Roberto Ranzini, ortopedista e médico do esporte do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Sua pele já está machucada? Para as regiões mais secas, como pernas e costas, use hidratante sem cheiro e sem cor. "Já para a área embaixo dos seios, você pode passar amido de milho, que dá uma sensação de alívio na região", diz a dermatologista Valéria Campos, da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

2. Cãibras musculares

O problema: espasmos musculares podem durar alguns - agonizantes - minutos. E no verão eles podem ser mais frequentes. "Com o suor não perdemos apenas água, mas também eletrodos, como potássio e sódio", diz Roberto Ranzini. Isso significa que há falta de nutrientes necessários para realizar uma atividade muscular adequada.

A solução: para evitar as cãibras, hidrate-se bem e consuma alimentos que repõem esses sais, como feijão, abacate, espinafre e abóbora. "Precisamos de cerca de 4 mil mg de potássio por dia. Uma boa receita é bater melão com iogurte e banana", recomenda Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia. Outra dica é não se exercitar logo após uma grande refeição. "Depois do almoço, o fluxo sanguíneo é enviado ao trato intestinal, onde acontece a digestão. Com isso, as extremidades do corpo recebem menos oxigênio, o que gera mais ácido láctico, que também é um dos responsáveis pela cãibra", explica Julio Peclat, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular.

3. Dores nas partes íntimas

O problema: posicionar o guidão da bike abaixo da altura do assento pode causar dormência e desconforto nas áreas íntimas, de acordo com uma pesquisa do periódico americano Journal of Sexual Medicine. "O trauma causado pelo banco pode gerar secreções que facilitam a ocorrência de cistite e cândida", alerta Nilcea Neder, ginecologista da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Rio de Janeiro.

A solução: alinhe o guidão com o assento e regule os pedais para que suas pernas não se estiquem totalmente. Procure também capas de gel para cobrir o assento da bicicleta. Se você ainda sentir dor, fique em pé nos pedais e estique-se enquanto se exercita, ou pare e reajuste o banco.

4. Arranhões e cortes

O problema: o céu azul do verão anima qualquer uma a aventurar-se em trilhas e passeios vestindo apenas bermuda e regata. O frescor aumenta, mas os seus membros ficam mais expostos a sérios machucados causados por quedas e tropeções.

A solução: desequilibrou e caiu? Limpe bem a região com água e sabão para evitar infecção por estafilococos, bactérias que se proliferam em ambientes quentes e úmidos. É importantíssimo tirar toda a sujeira do machucado. "Pode-se usar uma escovinha para retirar grãos de areia e pedacinhos de asfalto", diz Valéria. Em seguida, mantenha a ferida hidratada com uma pomada cicatrizante (à base de pantenol), aplicada três vezes por dia, e cubra-a com um curativo até que a pele se recupere para evitar cicatrizes. Se na região se formar um alo vermelho que aumente de tamanho, é melhor procurar um pronto-socorro porque a ferida pode evoluir para uma erisipela (infecção mais profunda).

5. Unhas pretas

O problema: quando você se exercita durante muito tempo em um ritmo forte, as unhas dos seus pés podem bater repetidamente no interior do tênis. (Isso acontece mesmo com o calçado do tamanho certo porque o seu pé incha durante a ginástica, especialmente no calor).

A solução: um médico de pronto-socorro pode extrair - sem dor - o excesso de líquido da unha através de uma pequena incisão. Para prevenir o problema, compre um tênis de número maior que o normal para o verão - e use meias adequadas para corrida.

6. Otite externa

O problema: a água do mar ou da piscina aumenta o pH do ouvido (que é ácido) e o deixa mais vulnerável às bactérias e infecções. "O problema é que as pessoas coçam o ouvido contaminado com cotonete. Isso faz com que a pele descame e, consequentemente, a inflamação aumente", explica Godofredo Borges, diretor da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial.

A solução: para quem tem otite frequentemente, duas gotas de vinagre branco podem ajudar a regular o pH do ouvido. "Você pode pingá-lo antes de dormir porque o cheiro é forte", aconselha Osmar Mesquita Neto, otorrino da Santa Casa de São Paulo. Não adiantou? Seque seu ouvido com um secador de cabelo na intensidade baixa. Para diminuir a dor, além de tomar anti-inflamatórios, você também pode fazer compressa quente. "O calor funciona como analgésico. Esquente um pano e deixe-o encostado na orelha por 15 minutos. Espere 30 minutos e depois repita", orienta Borges. E lembre-se: nada de mar ou piscina enquanto a dor persistir. "Assim que possível, é importante que a paciente procure um médico para fazer uma limpeza do ouvido externo", alerta Neto.
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Sucos funcionais: os benefícios e os cuidados antes de entrar na nova mania

As misturas funcionais nunca estiveram tão em alta quanto agora. Mas antes de pensar em aderir à onda, vale saber mais para não cultivar falsas expectativas. Conheça melhor os sucos que misturam frutas, verduras e temperos.

Apesar de parecerem leves, os sucos podem somar muitas calorias.
Foto: Getty Images
 
A mania do momento, em particular entre interessados em perder peso, são os sucos funcionais, que misturam frutas, verduras e temperos para combater o inchaço, a celulite e até o stress e a ansiedade. A nutricionista Anita Sachs, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), enfatiza que a principal vantagem da bebida é fornecer nutrientes que, embora presentes nos alimentos, acabam não sendo ingeridos em grande quantidade no dia a dia - caso das verduras verde-escuras, que costumam ser menos fartas em nosso prato do que deveriam. Segundo a nutricionista, é esse aporte extra de vitaminas e sais minerais que faz dos sucos funcionais bons complementos alimentares. E, sim, eles podem trazer benefícios para o emagrecimento relacionados, principalmente, a melhoras na atuação do intestino.
 

Nada de só líquidos

 
A opinião é unânime entre os especialistas: uma dieta baseada apenas em líquidos não é benéfica nem tampouco ideal para perder peso - você pode até desinchar, mas isso não significa que terá menos gordura no corpo. Um dos motivos de essa dieta não ser uma boa escolha é que precisamos da mastigação para nos sentirmos satisfeitas. "Sem contar que sucos não oferecem todos os nutrientes necessários para o organismo. Falta a proteína, por exemplo", lembra Anita Sachs. E mais: apesar de parecerem leves, eles podem somar muitas calorias. Para ter uma ideia, um copo leva, em média, três porções de fruta - e, conforme o valor dos ingredientes, um cardápio de seis copos por dia pode chegar a 1,2 mil calorias, o que equivale a muita dieta rica e balanceada. Por isso, os experts recomendam . A ideia de se livrar de impurezas adotando por períodos limitados uma dieta detox é válida, mas você consegue igual efeito com uma alimentação sólida saudável, livre de comidas que provocam inflamação no organismo. "Ou seja, tire glúten, leite, carne vermelha, comida processada, embutidos e enlatados do cardápio", resume a nutricionista funcional Gabriela Pereira, da Clínica de Medicina Esportiva Integrada Care Club, em São Paulo.
 

Os superpoderosos

 
Para os experts, os chamados sucos verde e rosa  são as melhores opções de reforço para o dia a dia. O primeiro, que inclui folha verde-escura, tem ação antioxidante e desintoxicante. "É indicado para quem consome muito alimento gorduroso e industrializado", diz a nutricionista funcional Andréa Santa Rosa, do Rio de Janeiro. Já o suco rosa, com beterraba, pode aumentar a disposição e ajudar na recuperação muscular pós-exercício. "Como é fonte de nitrito, elemento que se converte em óxido nítrico e promove a dilatação dos vasos sanguíneos, a beterraba melhora também a circulação sanguínea", avisa a nutricionista Mila Moraes, da Clínica Goa Health Club, no Rio de Janeiro. A dica é tomar um copo de três a quatro horas antes da malhação. Está sempre atrasada? "Deixe o suco pronto na geladeira de um dia para o outro e tome de manhã no lugar do iogurte", sugere a nutricionista Cynthia Antonaccio, sócia-diretora da Equilibrium Consultoria, em São Paulo. Ou faça cubos de gelo e bata com água quando quiser.
 

Potencialize sua bebida

 
Laranja: antioxidante, atua na renovação do colágeno.
 
Abacaxi: favorece a digestão.
 
Vegetais verde-escuros: contêm vitaminas C e do complexo B, ferro e selênio, que promovem bem-estar e previnem o acúmulo de líquidos.
 
Gengibre: é anti-inflamatório e acelera o metabolismo.
 
Pepino: a ação diurética combate o inchaço e elimina toxinas.
 
Cenoura: o betacaroteno acelera o bronzeado.
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9 atitudes que afastam o câncer

Apresentamos hábitos simples que, adotados em sua rotina, fazem uma enorme diferença para afastar o câncer


Lista na geladeira


1. Durma mais cedo 

De olhos bem fechados - é assim que se cumpre a primeira medida para se ver livre de um tumor. E essa tarefa exige simplesmente que a gente adormeça. Quem deixa de lado boas noites de repouso se expõe ao câncer. Pior: a privação do descanso acelera a evolução da doença, como mostra um estudo da Universidade Federal de São Paulo a que SAÚDE! teve acesso em primeira mão. "Camundongos fêmeas com câncer e que não dormiam direito morreram mais depressa", conta o psicobiólogo Sérgio Tufik, coordenador da pesquisa. "A falta de sono prejudica o sistema imune, permitindo que o tumor se desenvolva rápido", diz. É também à noite, quando nos entregamos ao travesseiro, que a glândula pineal, no cérebro, fabrica a melatonina. "Esse hormônio regula o nosso ritmo biológico e ainda tem efeito antioxidante", diz Tufik. Ou seja, blinda o corpo prevenindo toda sorte de tumores. Mas evite o atraso na hora de ir para a cama - o pico de melatonina é por volta da uma da manhã e você precisa estar dormindo há pelo menos uma ou duas horas para obter o máximo proveito - e nunca troque a noite pelo dia. Ora, é na escuridão que se garantem as fases reparadoras do sono e, com isso, uma maior proteção. 

2. Vista a camisinha 

O conselho não é destinado apenas aos jovens. Quem se gaba de décadas de experiência entre os lençóis também deve usar o preservativo - sobretudo quando não tem um parceiro fixo. Ele ajuda a erguer uma muralha contra o papiloma vírus humano, o HPV - e são alguns tipos desse vilão os responsáveis por quase 99% dos cânceres de colo de útero. "Embora não seja totalmente eficaz, a camisinha é uma boa medida preventiva", diz o ginecologista Rogério Ramires, do Femme Laboratório da Mulher, em São Paulo. "Basta o contato entre as mucosas nas preliminares para a transmissão do vírus", afirma. De qualquer forma, o preservativo já limita a entrada de hordas de HPV, micro-organismo que é capaz de se instalar no útero e, se o código genético do hospedeiro lhe for viável, detonar ali as lesões que abrem alas a um tumor. Mas não pensem os homens que só as damas sofrem as consequências do sexo inseguro. Uma pesquisa do Instituto Nacional de Câncerrevelou uma íntima relação entre o HPV e o câncer de pênis. "Ele esteve associado a 75% dos casos da doença", conta o autor do estudo, o urologista Antonio Augusto Ornellas. E há quem diga ainda que o HPV seja gatilho para tumores de boca. 

3. Busque seu peso ideal 

Quer motivo mais nobre para ajustar as contas com a balança? Os quilos extras financiam diversos tumores. Não por acaso, esse tenebroso elo é o tema da campanha da União Internacional contra o Câncer deste ano. A entidade alerta: controlar a obesidade ainda na infância é o jeito mais seguro de erradicá-la na fase adulta e, de brinde, impedir que um câncer apareça. "O excesso de gordura acarreta uma maior concentração de substâncias que estimulam o surgimento de células precursoras de um tumor", explica o nutricionista Fábio Gomes, do Instituto Nacional de Câncer, no Rio de Janeiro. "Além disso, o tecido gorduroso produz fatores inflamatórios que, em abundância, favorecem a transformação de células saudáveis em cancerosas", arremata o especialista. Para prevenir tanto problema, a estratégia é aliar um cardápio equilibrado a um programa de atividade física - hábitos que, por si só, já botam tumores para correr. E Gomes dá um recado às mulheres que acabam de ser mãe: "Amamentar o bebê até os 6 meses de idade diminui o risco de ele ser obeso e, assim, sofrer de 
um câncer no futuro". 
Câncer na balança 
Os cientistas já têm evidências de que esta lista de tumores está associada à obesidade: 
Câncer de esôfago 
Câncer de endométrio - o tecido quereveste o útero 
Câncer de rim 
Câncer de vesícula 
Câncer de mama após a menopausa 
Câncer de pâncreas 
Câncer colorretal 

4. Passe o protetor solar (sempre!) 

Não é frescura, não. Para facilitar a vida, saiba que, no cotidiano, basta espalhar o creme pelas áreas do corpo que ficam mais expostas ao sol, como o rosto, a nuca e os braços. Não adianta cobrir toda a pele com a loção na temporada de praia e deixá-la à mercê da sorte no resto do ano. "É mais importante se proteger contra a radiação solar no dia a dia", afirma o dermatologista Sergio Schalka, diretor da Sociedade Brasileira de Dermatologia. A exposição crônica ao sol é a principal culpada pelo câncer de pele. Por isso, não se esqueça do protetor antes de caminhar no parque ou pegar aquele trânsito, por exemplo. "O produto deve ter pelo menos fator 15 e contar, ainda, com proteção contra os raios UVA", orienta Schalka. 

5. Fique longe de fumantes 

Ou, se for o seu caso, pare de fumar. Pergunte a quem estiver mais próximo o que provoca câncer. A resposta será provavelmente cigarro. "Nenhum outro poluente tem tantas substâncias químicas, e muitas delas favorecem a doença", alerta o oncologista Alexander Daudt, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Inclusive para fumantes passivos. Embora o sistema respiratório seja o principal alvo das baforadas (próprias ou alheias), hoje se sabe que elas sopram a favor de tumores em outras redondezas do corpo. A Sociedade Americana de Câncer, por exemplo, acusa o cigarro como causa do problema na bexiga. E uma revisão de estudos da Universidade de Hong Kong acaba de confirmar: a fumaça espalha o mesmo suplício no intestino. "Ao cair na circulação, os compostos nocivos se tornam fator de risco para o câncer em diversos órgãos", diz Daudt. 

6. Pare no primeiro copo  

O álcool vive num sobe e desce quando se debatem seus efeitos sobre a saúde. Pesquisas apontam que doses moderadas são um dos ingredientes da longevidade. Por outro lado, pululam trabalhos indicando que beber em excesso contribui para o câncer. Apesar de não haver acordo sobre o limite - ele varia de pessoa para pessoa -, os médicos estão certos de que não se deve abusar de jeito nenhum. "O álcool tem relação direta com alguns tumores, como o de fígado", diz o cirurgião oncológico Luiz Paulo Kowalski, do Hospital A.C. Camargo, em São Paulo. "Também age como solvente na mucosa da boca, facilitando a ação de agentes tóxicos, como os do cigarro." Não à toa, quem fuma e bebe demais tem um risco 150 vezes maior de desenvolver um câncer ali. A Organização Mundial da Saúde recomenda aos homens não ultrapassar duas doses e às mulheres parar na primeira. 
A ameaça do abuso 
Saiba quais tipos de câncer podem vir à tona quando se exagera diariamente nas bebidas alcoólicas 
Destilados 
O consumo excessivo desencadeia tumores na boca e no fígado. 
Vinho 
Várias taças da bebida levam a tumores na garganta e na laringe. 
Cerveja 
Litros e litros diários podem contribuir para o câncer de intestino. 

7. Faça aquilo de que gosta 1 hora por dia  

Leia, jogue bola, vá ao cinema… Não importa o programa. O essencial é fazer algo que lhe dê prazer. Domar a tensão é uma estratégia valiosa para cortar o câncer. "As situações estressantes disparam alterações nervosas e hormonais que resultam numa falha do sistema imunológico", explica o psicólogo Esdras Vasconcellos, da Universidade de São Paulo. Se esses momentos são constantes e pouco contra-atacados, você há de convir que as forças de defesa do corpo amolecem. "Quando se reduz o contingente de policiais nas ruas, aumenta a criminalidade", compara Vasconcellos. "No organismo, o estresse afeta a produção de células que funcionam como agentes de patrulha", diz. "Sem uma vigilância eficaz, um câncer pode avançar sem ser destruído de cara pelas defesas." A ciência garante que o sistema imune fica bem mais alerta em quem, com disciplina férrea, reserva uma hora de lazer por dia. 

8. Mexa-se 5 vezes por semana 

Pelo menos meia hora diariamente. A atividade física já é considerada um antídoto contra certos tipos de câncer. "Estudos mostram que praticar regularmente exercícios aeróbios, como a caminhada e a corrida, diminuem entre 40 e 50% a ocorrência de tumores de cólon do intestino", conta o oncologista José Augusto Rinck Júnior, do Hospital A.C. Camargo. Os médicos acreditam que o esporte incentive o próprio intestino a trabalhar direito. "Isso reduziria o tempo de contato do órgão com substâncias tóxicas que seriam eliminadas nas fezes", explica. O câncer de mama também pode ser espantado ao custo de muito suor. A hipótese dos pesquisadores é que a atividade física auxiliaria a regular a produção do hormônio feminino, além de eliminar o excesso de gordura, fatores que alimentam a doença.

9. Coma cinco vegetais por dia 

No mínimo. Mas pode ficar à vontade para extrapolar esse número de porções. Os nutrientes que habitam verduras, legumes e frutas têm merecida fama de agentes anticâncer. Por isso, estrelam milhares de estudos ao redor do globo, que investigam como eles são capazes de prevenir e brecar tumores. Há um exército dessas substâncias, e são vários seus estratagemas para desarmar a gênese da doença. Fazem parte dele o licopeno do tomate e o betacaroteno do mamão. "Eles têm ação antioxidante, isto é, anulam os radicais livres que danificam o DNA das células", explica Thomas Ong, coordenador do Laboratório de Dieta, Nutrição e Câncer da Universidade de São Paulo. Outro pelotão é capitaneado pelo selênio, da castanha-do-pará. "Ele induz a destruição de células cancerosas, cortando o mal pela raiz", explica. Há soldados, como os isotiocianatos da couve-flor, que estimulam a atividade de genes protetores. E ainda as fibras, que formam um escudo contra tumores no intestino.
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O iogurte é seu aliado na perda de peso

Graças à presença marcante de cálcio, proteínas e bactérias do bem, o iogurte prova que tem vocação especial para manter o peso sob rédea curta.


Todo iogurte contém as bactérias Streptococcus thermophilus e Lactobacillus bulgaricus.
Foto: Alex Silva
 
Alguns nutrientes importantes aparecem no iogurte em quantidades maiores do que nos outros laticínios: o cálcio, as proteínas e doses abundantes de micro-organismos do bem. Cientistas têm atribuído a essa trinca a capacidade do iogurte de ajudar na perda de peso. Segundo os estudos, o cálcio age inibindo o processo de formação de gorduras e estimulando a quebra das mesmas. As proteínas contribuem para manter baixo o índice glicêmico, ou seja, a glicose no sangue, fazendo com que o nível de insulina não aumente abruptamente. O que é bom para diminuir o peso, já que o hormônio está relacionado ao estoque de insulina no corpo. As bactérias não sobrevivem à passagem pelo estômago, mas geram substâncias que melhoraram a flora intestinal e diminuem as inflamações provocadas pelo obesidade no corpo. Todos esses benefícios, porém, só valem quando o iogurte participa regularmente da dieta.

Leia a íntegra da reportagem abaixo.


Certos grupos de alimentos, ainda que tenham habilidades em comum, contam com um integrante especial, daqueles com maior capacidade de executar proezas memoráveis. É o caso do iogurte, que faz parte do time dos laticínios.

Ok, assim como o leite e os queijos - seus companheiros de equipe -, ele reúne cálcio, potássio, fósforo, magnésio, proteínas... "Porém, é no iogurte que alguns nutrientes aparecem em quantidades mais elevadas, como o cálcio e as tais proteínas", afirma a nutricionista Gabriela Possa, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Sem falar que cada potinho também concentra doses abundantes de bactérias celebradas por proporcionarem benefícios à saúde. Por causa delas, por exemplo, a lactose - o açúcar do leite - é transformada em ácido lático. Assim, o alimento pode ser degustado sem preocupação por quem tem intolerância a essa molécula. Que sorte.

É justamente sobre essa trinca poderosa (cálcio, proteínas e micro-organismos) que recaem as explicações sobre o porquê de o iogurte ser considerado parceiro na manutenção e até mesmo na perda de peso. Em um estudo recente, pesquisadores da Universidade Tufts, nos Estados Unidos, analisaram dados de quase 3 500 participantes que foram acompanhados por cerca de 15 anos em um projeto chamado Framingham Heart Study Offspring Cohort. Ao final da investigação, eles perceberam que as pessoas que consumiam três ou mais porções de iogurte por semana - o equivalente a 550 gramas - acumularam menos quilos e exibiram uma cintura mais enxuta do que os indivíduos que não se entregavam às colheradas.

Cálcio

"Muitos cientistas têm atribuído ao cálcio esse efeito de barrar o ganho de peso", conta Paul Jacques, um dos autores da análise. "Além de ele estar mais concentrado no iogurte, a acidez do alimento parece aumentar sua biodisponibilidade", explica o estudioso. Mas, afinal, por que é vantajoso ter o cálcio agindo a todo o vapor no organismo? Bem, quando a dieta é cheia desse nutriente, tudo indica que há inibição da lipogênese, processo que leva à formação das gorduras. "Por outro lado, ocorreria o estímulo da lipólise, que é a degradação do tecido gorduroso", completa Gabriela. Uma combinação perfeita para evitar as dobrinhas pelo corpo.
No entanto, essa hipótese não brilha sozinha. "Estudos mostram que quanto mais caprichada a ingestão de cálcio, menor seria a absorção de ácidos graxos pelo intestino, principalmente dos saturados, tipos perigosos. Isso resultaria em maior excreção de gorduras pelas fezes", descreve a nutricionista Bárbara Peters, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP). No entanto, a especialista lembra que os experimentos dedicados a elucidar por que o cálcio tem efeito antibarriga chegaram a resultados inconclusivos. "São várias teorias. Mas nenhum mecanismo foi, de fato, comprovado", afirma.

Proteínas

Se os detalhes da participação do cálcio na jogada contra a obesidade não estão bem definidos, o mesmo não pode ser dito a respeito da ajuda proporcionada pelas proteínas, nutrientes encontrados aos montes no iogurte. "Elas contribuem para o fato de o alimento ter baixo índice glicêmico", observa a nutricionista Fernanda Serpa, diretora da Nutconsult, no Rio de Janeiro. Na prática, isso significa que, após seu consumo, o iogurte não provoca um aumento brusco da glicose no sangue. E, quanto menos intensa for a resposta glicêmica, menor a liberação de insulina na circulação. Por que você sai ganhando? "É que esse hormônio está associado ao estoque de gorduras no corpo", ensina a especialista da capital fluminense.

Tem mais motivos para comemorar o chega pra lá na insulina: quando ela entra em campo com força, a glicose logo despenca. O resultado é uma sensação precoce de fome. Daí a importância de escalar o iogurte para a dieta. "Estudos já demonstraram que as proteínas aumentam mais a saciedade do que os carboidratos ou gorduras. Com isso, há redução da ingestão calórica e, ao longo do tempo, um melhor controle de peso", resume Fernanda.

Micro-organismos

Fechando a trinca pró-cintura, temos os micro-organismos típicos do iogurte. Apesar de eles não sobreviverem à passagem pelo estômago, geram substâncias capazes de equilibrar a microbiota intestinal - ou flora, para simplificar. Seriam os pós-bióticos, um conceito novo nas rodas da ciência. "Entre outros benefícios, esses elementos diminuiriam a inflamação decorrente da obesidade", revela a farmacêutica Maricê Nogueira de Oliveira, professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP). Inclusive, em um estudo recém-concluído no Hospital das Clínicas da USP, Maricê e o gastroenterologista Ricardo Barbuti provaram que os subprodutos de bactérias detectadas no iogurte podem realmente trazer muitos pontos a favor da saúde.

Para a pesquisa, a dupla recrutou 200 indivíduos - a maioria acima do peso - que relatavam sentir náuseas, dor de estômago e outros desconfortos após as refeições e ofereceu a eles um produto semelhante a um iogurte. A ideia era ver se o alimento aliviava a situação. Só que, enquanto alguns consumiram apenas o leite fermentado por uma das bactérias do iogurte (Streptococcus thermophilus), outros ganharam uma bebida que combinava esse micro-organismo com uma bactéria probiótica - essa, sim, capaz de avançar pelas barreiras do estômago e causar benfeitorias. "Três meses depois, notamos que praticamente todos melhoraram. E rapidamente", aponta Barbuti.

Logo, até mesmo a bactéria característica do iogurte, que não resiste lá na região estomacal, se mostrou positiva - provavelmente por causa das tais substâncias parceiras derivadas dela. Outro detalhe que não pode passar batido: os voluntários apresentaram tendência à perda de peso. "Mas, para confirmar a relevância desse efeito, teríamos que analisar mais gente", pondera o médico.

Ingestão regular

Claro, se a meta é alcançar todas as benesses proporcionadas pelo iogurte - que ainda incluem controle da pressão arterial e manutenção da massa óssea -, ele precisa aparecer com regularidade na dieta. "O guia alimentar para a população brasileira recomenda três porções diárias de leite e derivados", ressalta a nutricionista Ana Beatriz Barrella, da RGNutri Consultoria Nutricional, na capital paulista. E a estrela desta reportagem deveria representar uma dessas porções. Até porque, diferentemente do leite, que costuma ser misturado ao achocolatado, e dos queijos, geralmente associados a embutidos e pães nos sanduíches, o iogurte tem as frutas e os cereais como companheiros perfeitos. E ele nem precisa ser desnatado (isto é, isento de gorduras). "Diante de tantas vantagens, vale mais adequar as calorias diárias e liberar a versão integral", opina Gabriela. Se todo o resto da dieta ajudar, o iogurte poderá bater um bolão pela sua cintura.

Do que é feito um iogurte?

Ele é resultado da fermentação do leite pelas bactérias treptococcus thermophilus e Lactobacillus bulgaricus. Inclusive, um produto só pode ser chamado de iogurte se contar com essa dupla de micro-organismos em sua composição.

Os prós e os contras de alguns tipos de iogurte

Natural
Mais azedinho e de consistência levemente firme, o iogurte natural não apresenta aditivos químicos, como corantes e aromatizantes - por isso, tem fama de ser mais saudável. Se quiser adoçá-lo, uma boa é usar geleia de frutas 100% natural ou uma mistura de açúcar mascavo com canela.

Com sabor de frutas
Quem opta por essa versão só sai no lucro por causa do gosto mesmo. Isso porque, para remeter a morango, pêssego e companhia, o produto costuma ter corantes e aromatizantes. O valor calórico, por sua vez, está mais relacionado ao teor de açúcar do que ao tipo de fruta utilizado.

Com probióticos
Assim são chamadas aquelas bactérias boas, que contribuem para o equilíbrio da flora intestinal. Mas o armazenamento adequado é essencial à sobrevivência desses micro-organismos. Para evitar seu sumiço, só coloque o produto no carrinho do supermercado ao final das compras. Em casa, eles devem ser os primeiros a migrar para a geladeira.

Grego
Seu principal atrativo é a intensa cremosidade - resultado da retirada do soro do leite por um processo de drenagem. Pena que normalmente o preço da colherada perfeita seja uma quantidade extra de gorduras. Se quiser domar o peso, prefira as versões com teores reduzidos do nutriente ou maneire nas outras refeições.

O lugar do petit suisse nessa história...
Com certeza não é na categoria de iogurtes. Isso porque se trata de um queijo. Em recente análise, a Proteste (Associação de Consumidores) notou que cinco entre sete marcas de petit suisse apresentavam teores de sacarose - um tipo de açúcar - acima do recomendado. Por outro lado, a quantidade de sódio não assustou. De qualquer forma, a lição para os pais é que o item não deve ser oferecido indiscriminadamente à criançada. Um potinho como lanche já seria o suficiente.

Conheça itens que casam muito bem com o iogurte

Cereais, sementes e oleaginosas
Abastecidas de fibras, aveia, granola e chia enriquecem o iogurte. Já 2 nozes ou castanhas fornecem teores significativos de selênio, zinco, vitamina E...

Mel
Incluí-lo pode ser a solução para mascarar o azedinho do iogurte natural. Mas não abuse. Ele é lotado de frutose, um tipo de açúcar.

Frutas
O iogurte não é fonte exemplar de muitas vitaminas. Para suprir essa deficiência, basta acrescentar frutas ao pote. Morango, banana e abacate são ótimas pedidas.

Trocas inteligentes na alimentação para quem tem diabetes

Substituir o arroz branco pelo integral e o pão francês pelo de centeio são mudanças na alimentação que fazem uma boa diferença na hora de controlar o diabetes.



O diabético precisa ter cuidado ao ingerir sucos porque eles contêm mais açúcar do que uma porção da fruta.
Foto: Getty Images

Ter diabetes não significa renunciar aos alimentos que você mais gosta. Fazer as substituições certas no cardápio ajuda a manter o problema sob controle, segundo Katia Cristina Andrade, pesquisadora da área de nutrição humana e professora da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (SP).

"Recomendamos trocar a farinha branca pela integral, por exemplo, porque as fibras desta segunda versão reduzem a absorção de gordura e controlam a glicemia", explica Katia.
Se o receio é ter que consumir pratos sem graça, tranquilize-se. Receitas preparadas com ingredientes integrais ficam tão gostosas quanto as que são feitas com a versão normal. De quebra, melhoram a saúde geral porque estimulam o bom funcionamento do intestino. A seguir, veja quais alimentos evitar e como substituí-los.

Sucos

Embora saudáveis, geralmente atingem a cota das três porções de frutas que o diabético pode consumir por dia. Um simples suco de laranja tem glicose suficiente para elevar a glicemia. Então, cuidado ao ingerir a bebida. Prefira a fruta.

Açúcar e mel

Eles têm sacarose, a vilã dos diabéticos. Prefira adoçantes como estévia e sucralose, que podem ser usados em sucos, chás, vitaminas e cafés. No preparo de doces, pães e biscoitos, use versões para forno e fogão.

Arroz branco

Os carboidratos presentes neste alimento são digeridos mais lentamente pelo organismo, liberando a glicose em pequenas doses. Prefira o arroz integral, que tem fibras e ainda prolonga a sensação de saciedade.

Cereais refinados

Mais uma vez, dê preferência aos integrais, porque retardam a absorção de glicose, facilitando o controle da glicemia. O farelo de aveia e a linhaça são boas opções para incrementar sucos e vitaminas.

Leite integral

Escolha o tipo desnatado, que contém a mesma quantidade de cálcio e menos gordura.

Industrializados

Evite refrigerantes e guloseimas, pois são ricos em sódio, substância que aumenta o risco de hipertensão. Prefira alimentos naturais, como frutas e legumes, que são uma boa fonte de fibras. Mas coma com moderação!

Excesso de gordura

Evite sobretudo as de origem animal, como a manteiga. Prefira azeite de oliva extravirgem e os óleos de linhaça e canola, mais saudáveis que o de soja.

Sal

Ele aumenta as chances de desenvolver pressão alta, um dos fatores de risco para o diabetes. Escolha temperos naturais, como alho e cebola, e invista em ervas (salsa, orégano, manjericão e alecrim) para dar mais sabor.

Açaí, agora no combate ao câncer

O minúsculo fruto da Amazônia ganha cada vez mais crédito entre nutricionistas renomados. Novas pesquisas sinalizam que o açaí ajuda a prevenir contra o câncer e traz benefícios cardiovasculares.

Como o açaí já é muito calórico, fique atento aos acompanhamentos que você adiciona.
 
Cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro descobriram que o açaí pode ser eficaz na prevenção do câncer de mama. Eles suspeitam que a substância responsável pelo feito é a antocianina, que dá a coloração roxa à fruta e também é encontrada na uva, mas em quantidades menores. Embora as pesquisas sejam promissoras, não é possível garantir com 100% de certeza a eficácia da fruta contra o câncer, já que ainda não foram realizados testes em humanos.
Outros benefícios do açaí, como a proteção cardiovascular, têm sido estudados por pesquisadores da Universidade Federal do Pará, que já comprovaram seu potencial antioxidante e anti-inflamatório. Essas características explicam por que o consumo da fruta pode proteger as artérias, aumentando os níveis de colesterol bom (HDL) e mantendo estáveis os níveis de colesterol ruim (LDL) no sangue.

Leia a íntegra da reportagem abaixo.
 

O investimento parece perfeito: em mínimos 2 centímetros de diâmetro, um exemplar de açaí já começa a oferecer lucros ao organismo. Se você apostar na tigela ou em um copo de suco, então... Não bastasse proteger as artérias e o cérebro de moléculas nocivas às células, cientistas estão confirmando agora seu papel na prevenção do câncer. É o caso de um trabalho da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, que despertou o interesse de especialistas no último Congresso Nacional da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição. Ele coloca em evidência o potencial das substâncias da fruta diante de tumores de mama, os mais comuns entre as mulheres.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores cariocas submeteram células cancerosas do tecido mamário feminino a um extrato feito do açaí. Os resultados foram bem positivos. "Houve uma redução na proliferação dessas células e um aumento na ocorrência da apoptose, a morte programada das unidades que formam o tumor", conta Anderson Teodoro, professor do Laboratório de Bioquímica Nutricional da universidade. Embora sua equipe ainda não tenha identificado com precisão quais as substâncias por trás do fenômeno, há uma suspeita de que a antocianina, responsável pela coloração roxa do açaí, se destaque.

"Esse tipo de antioxidante vem sendo associado a um menor risco de câncer e de doenças cardiovasculares", ressalta a nutricionista Renata Cintra, professora do Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista, em Botucatu, no interior de São Paulo. "A antocianina também está presente em outras frutas, como a uva, mas os teores no açaí são mais significativos", completa. Na ponta do lápis, o fruto do açaizeiro leva mesmo vantagem. "Um litro do suco possui 33 vezes mais antocianina que a mesma quantidade de vinho tinto", compara o cardiologista Eduardo Costa, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Pará.

Mas não é só esse pigmento que entra na jogada: experimentos da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo coordenados pela professora Maricê Nogueira de Oliveira indicam que as propriedades anticâncer também são resultado dos ácidos graxos do fruto - caso do CLA, o ácido linoleico conjugado. Os testes foram feitos com uma mistura de açaí e iogurte dotado de probióticos. "Essa combinação apresentou maior teor de CLA", conta Maricê.

Antes de se jogar em um balde de açaí, cabe lembrar que a maior parte das pesquisas sobre seus efeitos contra o câncer foi feita em laboratório e carece de avaliação em seres humanos para confirmar 100% os resultados. Mas isso não tira o mérito do protagonista da reportagem, que, aliás, se gaba cada vez mais de sua capacidade anti-inflamatória. Essa ação recai em outro tipo de gordura abundante na tigela roxa, os ácidos graxos insaturados.

"O ácido oleico, o mesmo do azeite, tem um efeito positivo sobre as paredes das células, auxiliando a passagem dos lipídios através das membranas celulares", explica Mariana Simões Larraz Ferreira, professora da Escola de Nutrição da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Com as membranas flexíveis, os hormônios e seus receptores, por exemplo, funcionam de maneira mais adequada. "Isso ajuda a prevenir processos inflamatórios, que aceleram o próprio envelhecimento celular", esclarece. Há indícios de que, ao brecar inflamações, somamos pontos na blindagem contra o câncer. E também a favor do coração...

Investimento para os vasos

O potencial antioxidante e anti-inflamatório da frutinha é um dos fatores que ajudam a entender também seus benefícios cardiovasculares. SAÚDE obteve os dados de uma pesquisa da Universidade Federal do Pará, que mensurou essa habilidade de resguardar as artérias. Os cientistas acompanharam 346 homens acima dos 35 anos: desses, 277 tomavam suco de açaí todos os dias, enquanto os outros 69 não consumiam a bebida. No primeiro grupo, as taxas de HDL, o colesterol bom, foram muito maiores do que no segundo. Já o LDL, o tipo da gordura que desencadeia placas nos vasos, se manteve em níveis normais. Entre aqueles que não incluíram o açaí na dieta, o resultado foi o oposto.

O cardiologista Eduardo Costa, um dos autores, elucida: "Quando há lesões na parede interna das artérias, provocadas por tabagismo, hipertensão, entre outras causas, o LDL colesterol penetra na lesão e se oxida. A antocianina do açaí impediria essa oxidação, diminuindo o risco de problemas ali". Isso não significa que o alimento faz o milagre de compensar hábitos que comprometem a saúde. Mas, incluído dentro de uma rotina equilibrada, representa, sim, uma aplicação segura.

Claudine Feio, também cardiologista da Universidade Federal do Pará, engrossa o caldo em defesa do açaí. Só lembra que, por ele ser calórico, vale ficar atento aos acompanhamentos e usá-lo, se possível, após a atividade física. "Não é necessário adicionar granola, xarope de guaraná, muito menos açúcar", avisa Claudine. Feitas as ressalvas, está liberada a inclusão da fruta no seu cardápio. Ela vale, sim, o investimento.


Contraindicado?

O açaí não seria bem-vindo para quem já está em tratamento contra o câncer, sugere uma pesquisa feita com ratos pela professora Marília Seelaender, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo. "A quimio e a radioterapia fazem com que, entre outras coisas, o tumor seja reduzido por meio de um estresse oxidativo", explica Marília. E o açaí tem justamente um efeito antioxidante. Assim, poderia sabotar o plano terapêutico para exterminar as células cancerosas.

O que você encontra em 100 gramas de polpa de açaí

Energia (kcal) - 58

Proteínas (g) - 0,8

Lipídios (g) - 3,9

Gordura saturada (g) - 0,7

Gordura monoinsaturada (g) - 2

Gordura poli-insaturada (g) - 0,4

Carboidrato (g)- 6,2

Fibra (g) - 2,6

O quê, como e quanto?

Seus atributos

"O açaí tem em sua composição carboidratos, proteínas, fibras, cálcio, manganês, fósforo, magnésio, ferro, potássio, cobre, zinco e vitaminas B2 e B6", lista a nutricionista Tatiana Eto, de São Paulo.

No prato ou no copo

Prefira a maneira mais simples: na tigela ou no suco feito com polpa e água. "Ela ainda pode ser substituída pela água de coco", sugere Mariana Thomaz, nutricionista do Hospital Paulistano.

Na rotina

Para usufruir de todos os benefícios, é preciso criar o hábito de consumi-lo quase todos os dias. Experts indicam um copo de 200 ml do suco, por exemplo.

Tristeza no coração: você sabia que a depressão maltrata as artérias?

Pesquisa Sinta Seu Coração revela que as mulheres desconhecem essa perigosa relação


  O levantamento revela que 21% sentem ansiedade, 14% estão estressadas, 12% sentem fadiga e 6% vivem tristes. E o pior é que as mulheres ainda não perceberam a importância de zelar por suas emoções em prol da saúde do coração. Essa negligência é um perigo, afinal esses distúrbios psicológicos favorecem danos aos vasos. Estudos mostram que a depressão está por trás do aumento de substâncias inflamatórias na circulação. Tal mecanismo machuca o endotélio – a parede interna do vaso – e favorece a deposição de gordura, o que serve de gatilho para a formação da placa, isto é, da aterosclerose.
 Não bastasse a tendência à inflamação, quadros depressivos interferem com o sistema responsável pelo relaxamento e contração dos vasos e assim a hipertensão pode dar as caras.
Para piorar, as pacientes deprimidas não têm disposição para a prática de atividade física e não cuidam direito do próprio cardápio, o que é um prato cheio para desencadear problemas cardiovasculares
Diante de um quadro assustador como este, as sociedades médicas começaram a incluir em suas diretrizes propostas para rastrear a depressão nos consultórios, independente da especialidade.
De onde vem a tristeza sem fim?
A doença tem forte componente genético, mas existem alguns estopins capazes de facilitar seu surgimento, caso do luto, da ruína financeira ou da separação conjugal. Os hormônios também têm sua parcela de culpa e graças a eles, as mulheres têm o dobro do risco se comparadas aos homens.
Uma das maneiras de prevenir a angústia é procurar gerenciar o estresse e compartilhar as dificuldades do dia a dia. Sim, a turma do sexo feminino precisa aprender isso urgentemente. A pesquisa Sinta seu Coração mostra que 18% raramente dividem seus problemas com outras pessoas. Estimular a prática de atividade física é mais uma excelente estratégia fundamental na prevenção do problema.

Veja alguns dados da pesquisa:

Atualmente você diria que sempre...
 
 

Você acha que reconhece suas limitações, físicas ou psíquicas?
 

Sabe impor limites quando julga necessário?

Chega de beber água apenas quando a sede aparece

No calor, mais do que nunca, use e abuse do remédio mais fácil de encontrar - e que não tem contraindicação: a água.

A sede geralmente aparece quando você já perdeu 2% do seu peso total em água.

Você é o tipo de pessoa que só se hidrata quando a boca está seca? Pois este é o momento exato de rever sua atitude e passar a carregar garrafinhas para onde for. Não é à toa que a água é considerada a substância mais vital do nosso corpo. Uma quantidade adequada de H2O é a chave para manter sua digestão no caminho certo, as vias nasais úmidas e os rins dispostos. Ela também é essencial para melhorar o funcionamento dos seus principais órgãos, incluindo o cérebro. "Até mesmo quem quer ganhar massa muscular precisa consumir água durante a recuperação do músculo, que acontece em meio aquoso", diz Dafne Oliveira, nutricionista funcional do Instituto de Prevenção Personalizada, em São Paulo. Ah! E aquela queima de gordura que você tanto deseja também acontece em vias repletas de água.

Na estação mais quente do ano, o consumo de água se torna superimportante, uma vez que a transpiração é mais intensa por causa do calor. E ficar sob o sol, bronzeando-se, aumenta a perda de água. "Quando o corpo está desidratado, um dos primeiros locais de onde ele tira água é da epiderme", alerta Dafne. Então, beba água! Uma pele hidratada tem uma aparência mais saudável, macia, bonita e... conserva o efeito do bronzeado por mais tempo.

Corpo desidratado

A sede - um sinal claro de desidratação, uma vez que você não tenha comido um lanche salgado - geralmente aparece quando você perdeu apenas 2% do seu peso total de água.

Com essa carência, aparentemente minúscula, você já pode sofrer câimbras e dores de cabeça. Suas habilidades esportivas também podem falhar, já que os músculos precisam de um meio aquoso para se contrair. "E, como resultado desse estresse, seus batimentos cardíacos aceleram e a sensação de fadiga aparece", alerta o médico Lawrence L. Spriet, da Universidade de Guelph, em Ontário (Canadá).

Em pouco tempo...

... tudo começa a parecer mais difícil. Se você raramente se lembra de beber água durante o dia, cuidado: longos períodos com baixo consumo de água têm sido associados a problemas de saúde, como pedras nos rins e infecção urinária. Se você estiver grávida, também tem chance de prolongar o trabalho de parto.

Cérebro fraco

A falta de H2O pode, inclusive, afetar o cérebro de maneiras surpreendentes. Uma pesquisa sugere que uma desidratação leve - que pode não fazer você sentir sede - é capaz de interferir nas suas habilidades de concentração e aumentar o estresse e a ansiedade. Cientistas ainda estão investigando, mas há suspeitas de que a ausência de água afeta as células nervosas que controlam o humor.

É claro que ficar realmente desidratado é muito sério. "Se você perder de 5 a 6% do seu peso de água de uma só vez, pode sofrer sintomas como confusão mental e vômito", diz Stella L. Volpe, professora do departamento de nutrição da Universidade de Drexel, nos Estados Unidos. Esse tipo severo de desidratação - que usualmente afeta atletas e pessoas que vivem em temperaturas extremas - deveria ser considerado uma emergência primordial nos prontos-socorros.

Consumo inteligente

É frequente ouvir recomendações para "beber oito copos por dia". Porém isso pode não funcionar para todas as pessoas. Tudo depende do organismo e do estilo de vida de cada um. "As que nasceram em países frios precisam de mais água em regiões tropicais", explica Paulo Olzon, clínico geral e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Em geral, o Instituto de Medicina dos Estados Unidos recomenda que a maioria das mulheres tome, pelo menos, 3 litros de água por dia, embora isso inclua os fluidos ingeridos com a comida (um frango cozido, por exemplo, tem 20% da quantidade diária de água de que você necessita). "Costumo recomendar que as pessoas bebam um copo de água após ir ao banheiro", afirma Emmanuel Burdmann, nefrologista do Hospital das Clínicas, em São Paulo.

Água e atividade física

Já as atletas precisam de atenção redobrada. Exercícios físicos que envolvam grande perda de suor, como corrida, exigem a reposição de água e sais minerais, principalmente o sódio. Uma dica: pese-se antes e depois do exercício para saber a quantidade de água perdida durante a atividade. "Se a pessoa perde 600 g durante o treino, é preciso repor com 600 ml de água", exemplifica Dafne.
Mas não vale beber tudo de uma só vez. Hidrate-se devagar ao longo do dia. O corpo só consegue absorver cerca de 120 ml de uma vez. O restante é eliminado pelo rim.

Em caso de dúvida, pare e pergunte a você mesma: "Qual atividade vou fazer, por quanto tempo e em qual temperatura?" Se vai se jogar em uma atividade supertranspirante - como uma corrida longa ou uma partida de tênis -, faça intervalos para hidratar o corpo.

Você também pode controlar o consumo de água pelo xixi. "Se ele estiver amarelo bem clarinho, tudo bem. Qualquer escurecimento significa que você precisa se esforçar mais para se hidratar", explica Volpe.