Os benefícios do consumo diário de castanha-do-pará

A castanha-do-pará afasta doenças do coração, previne câncer, retarda o envelhecimento e acelera o metabolismo. Veja como incluí-la no cardápio!

Uma unidade de castanha-do-pará contém 27 calorias

Fruto de uma enorme castanheira, árvore nativa da Floresta Amazônica, essa noz é superpoderosa. Batizada também de castanha-do-brasil (pois é assim que ficou conhecida país afora), possui nutrientes como ácidos graxos, vitaminas B e E, proteína, fibras, cálcio, fósforo e magnésio. Mas a grande estrela é o selênio, um mineral altamente antioxidante que garante longevidade. Um estudo da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, afirma que a ingestão diária de duas castanhas-do-pará eleva em 65% o teor de selênio no sangue. No entanto, as castanhas produzidas no Norte e no Nordeste do Brasil são tão ricas em selênio que bastaria uma unidade para tirar o mesmo proveito. A recomendação é de que um adulto consuma, no mínimo, 55 microgramas por dia.

O selênio combate, por exemplo, o envelhecimento das células causado principalmente pelos radicais livres e previne o aparecimento de tumores e doenças neurodegenerativas, como mal de Alzheimer e esclerose múltipla. A tireoide funciona a pleno vapor na presença do mineral: se não fosse ele, os famosos hormônios fabricados pela glândula não existiriam. Mas não vá com muita sede ao pote: "Como qualquer oleaginosa, essa noz é rica em gorduras. Cerca de 70% de sua composição é de ácidos graxos insaturados, como os ômegas 3 e 6, as chamadas gorduras do bem", explica a nutróloga Cristiane Coelho. Mesmo assim, em excesso, contribui para o aumento de peso. Uma única unidade contém 27 calorias.

Alimento que funciona

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a castanha-do-pará está na lista dos alimentos funcionais. Isso porque, além de nutrir, ela promove benefícios à saúde: o consumo de uma castanha por dia ajuda a combater doenças cardiovasculares, diabetes do tipo 2, câncer e obesidade. "O ômega 3 diminui o triglicerídeo, controla a hipertensão (já que favorece o relaxamento dos vasos sanguíneos) e é anti-inflamatório. As vitaminas do complexo B e o magnésio são essenciais para o sistema nervoso, contribuem para diminuir a ansiedade e melhorar o humor e ainda afastam a depressão", conta Cristiane.

Óleo na engrenagem

Atualmente, também é possível encontrar a castanha em óleo, cujas qualidades são as mesmas do fruto. Com gosto suave, é recomendado para temperar saladas ou dar um toque saboroso aos assados e cozidos. "Não aqueça o azeite de castanha. No fogo, suas propriedades vão embora e ele pode ganhar substâncias tóxicas", diz a especialista. Lembre-se: o óleo também tem grande valor calórico e o consumo não deve ultrapassar uma colher de sopa (90 calorias) por refeição.

Guarde bem!

Por causa do alto teor de gordura, a castanhado-pará fica rançosa facilmente. Mantida na geladeira, ela dura cerca de cinco meses. Já em locais arejados e secos, seu sabor é preservado por até três meses.

Acabe com a dor na coluna adotando as posturas certas

Adote as posturas corretas no dia a dia e livre-se dos incômodos na coluna

dor nas costas

Para dormir, a altura do travesseiro deve ser igual à distância entre seu pescoço e ombro

Sente muita dor nas costas depois de um longo dia de expediente? Adote as posturas corretas no dia a dia para as seguintes situações:

Na frente do computador


Sente-se apoiada sobre os ossos na altura do bumbum (ísquios). Assim, é possível manter as curvaturas da coluna no lugar certo. Evite cruzar as pernas e deixe os pés completamente
apoiados no chão. Os antebraços devem ficar apoiados no braço da cadeira, formando um ângulo de 90° com o cotovelo. Posicione a tela de forma que os olhos estejam no centro e a distância até a tela seja a de um braço esticado. Ao digitar um texto, ponha o material ao lado do monitor, na mesma altura.

A cadeira: o modelo ideal deve ter assento e encosto feitos de tela a fim de distribuir melhor o peso. É recomendável que a cadeira tenha rodinhas e seja regulável. Dessa forma, você ajusta a altura do encosto, assento e apoio de braços.

Para dormir


Deite-se de lado, com os braços e as pernas dobrados paralelamente. Para dar mais conforto à coluna, você pode colocar um travesseiro com cerca 1,60 cm de comprimento entre braços e pernas.

O colchão: há três tipos indicados: mola ensacada e viscoelástico, látex ou 100% viscoelástico. Eles absorvem os pesos diferentes e se moldam às suas formas.

O travesseiro: a altura do travesseiro deve ser igual à distância entre seu pescoço e ombro. Se não encontrar um modelo ideal, pegue um mais baixo e adapte com uma toalha dobrada dentro da fronha.

Para tarefas domésticas


Quando estiver limpando a casa, procure não fazer os deslocamentos apenas inclinando a coluna. Lembre-se de usar os tornozelos, joelhos, pernas e quadril para se movimentar e abaixar.
Inicialmente, essa faxina pode ser mais cansativa. Porém, depois de algum tempo, esses movimentos serão automáticos.

Para dirigir


Sente-se apoiada nos ossos que ficam no bumbum. Depois, regule o encosto até ficar quase a 90º em relação ao assento e aproxime o banco do painel. Para não forçar seus músculos, tente manter as mãos da metade para baixo do volante.

Veja como se prevenir da micose e outras doenças de verão

Micose, pano branco, frieira e bicho geográfico são comuns no verão, devido ao calor e à umidade. Aprenda a se proteger desses parasitas

O calor e a umidade do verão são a causa de muitas doenças

Sim, os dias quentes são um convite ao mar e à piscina... Mas também ao calor e à umidade que muitos parasitas minúsculos adoram. Resultado? Eles atacam sem dó, podendo causar micoses e várias doenças de pele. O dermatologista Maurício Santana, do Rio de Janeiro, ensina a resolver isso.

Pano branco

· O que é?
Nome popular dado à Pitiríase Versicolor, doença que deixa manchas brancas no rosto, no peito e nas costas. É um tipo de fungo que vive no cabelo e se espalha pelo corpo após muita exposição ao sol.

· Prevenção
O uso de produtos que controlam a oleosidade capilar pode ajudar.

· Tratamento
Antimicóticos. Mas o tom da pele só volta ao normal após semanas ou meses do contágio.

Frieira

· O que é?
Provocada por um fungo, faz a pele entre os vãos dos dedos dos pés rachar, causando ardência, dor e coceira.

· Prevenção
Seque bem a região após o banho e evite usar sapatos muito fechados.

· Tratamento
Mesmo quando os sintomas desaparecem, o fungo costuma continuar no local. Por isso, em muitos casos, deve-se usar cremes ou pomadas específicas para esse problema por um longo tempo.

Micose de virilha

· O que é?
Fungos que se proliferam por causa do uso de maiôs úmidos durante muito tempo. Podem surgir manchas vermelhas, que coçam.

· Prevenção
Não fique com o biquíni molhado após o banho de mar ou piscina. Tome uma chuveirada, seque-se bem e use sempre calcinha de algodão.

· Tratamento
Normalmente, o médico indica uma pomada tópica. Casos mais graves, porém, exigem medicação oral.

Bicho geográfico

· O que é?
Larvas presentes em fezes deixadas por cachorros na praia, que penetram na pele dos banhistas. Em geral, na sola dos pés. Elas deixam riscos parecidos com um mapa (daí o nome) e coçam.

· Prevenção
Não sente diretamente na areia (forre sempre com toalha ou canga) e evite andar descalça.

· Tratamento
O dermatologista pode indicar a aplicação de pomada ou de tratamento oral.

Manchas? Aqui, não!

A dermatologista Thereza Lucia Prata de Almeida, da Universidade Federal do Ceará, dá outras dicas para você se proteger da micose e ficar com a pele sempre bonita e saudável.

Mãos limpas
Sempre lave as mãos - parasitas adoram se instalar em sujeiras acumuladas sob as unhas.

Corpo bem sequinho
Ao se enxugar após o banho, seque bem as áreas quentes do corpo, como axilas, região da virilha e interglúteos. Tome cuidado para não deixar umidade retida também nas partes que têm a ventilação prejudicada (como embaixo das mamas, entre os dedos das mãos e dos pés e também nas dobrinhas, no caso das mais rechonchudas).

A história dos doces

Confira um inventário sobre os doces do mundo contado pela jornalista Lucrecia Zappi

Torta prática mil folhas

Torta prática mil folhas: sofisticação na hora da sobremesa
Foto: Ormuzd Alves

"Não existe conversa enxuta com um prato de brigadeiro para matar na colherinha", diz a jornalista Lucrecia Zappi, autora do livro Mil-Folhas (editora Cosac Naify), um passeio histórico e literário pela história dos doces. Vai dizer que você não concorda com ela, ou que, pelo menos um dia, um prato de brigadeiro não esticou a conversa por horas a fio? Pois é, os pratos açucarados têm esse poder. E foi esse o ponto de partida para que Lucrecia fizesse um mergulho nas tradições, significados e histórias dessas delícias. Veja a entrevista com a jornalista

Por que escreveu um livro com a temática doces, como o Mil-folhas?

A ideia surgiu de uma matéria que fiz para a Folhinha (suplemento infantil do jornal Folha de S. Paulo). Estávamos no mês de julho, portanto férias de inverno para a garotada. Tinha que ser algo que tivesse um sabor doce. O livro foi uma retomada do assunto, porém captando com mais profundidade os signos das diversas civilizações e culturas por meio do açúcar.

O livro engloba a história dos doces. Quanto tempo você demorou para concluir a pesquisa e escrever?

Levei em torno de três anos para pesquisar, mas considero que, mesmo com o livro pronto, continuo com a mesma curiosidade aguçada sobre o tema.

Pode me contar alguma curiosidade que ocorreu durante sua pesquisa ou até algo diferente e novo sobre doces?

Quando comecei o livro, estava voltada para os doces tradicionais brasileiros e os das doceiras italianas de São Paulo: meu interesse tinha um contexto autobiográfico (risos). No desdobramento da pesquisa, no entanto, os doces não apenas passaram a remeter a outros doces, como também a outras épocas, como o bolo mil-folhas em si, que teve como musa de inspiração o Baclavá, dos Otomanos, que por sua vez foi baseado no Phyllo, dos gregos. Comecei a buscar estas referências, com as terminologias e ingredientes que testemunhavam matizes das diversas mesas pelo mundo.

Lucrecia Zappi livro

Lucrecia Zappi é jornalista, mestre em Criação Literária. Tem 39 anos, é casada com um americano e mora em Nova York há cinco anos. Tem dois filhos, um de 16 anos e outro de nove. Ambos moram com ela nos Estados Unidos. Cheia de planos para o futuro: o primeiro é terminar seu primeiro romance, em produção...
Foto: Divulgação

O universo dos doces é enorme, como encontrou um foco para o livro?

Quando percebi que estava escrevendo um inventário de todos os doces da terra, resolvi fazer uma triagem: entrariam apenas os relacionados com a cana de açúcar. Isto porque, de certa forma, revelam não só a singularidade brasileira pelo gosto doce, mas também uma história de séculos de colonização que refletiu nas mesas mais abastadas da Europa, considerando que o açúcar desde que foi introduzido no Velho Continente pelos árabes era considerado uma especiaria muito rara.

Qual a importância do doce na cultura dos brasileiros? O que ele mudou em nossa vida?

O doce na cultura brasileira não é uma nota isolada na história, o ídolo distante das mesas brasileiras, dos tempos da casa grande e as casas de engenho. Ao contrário. Tornou-se o gosto pungente do nosso paladar. Gosto de acreditar que o docinho é uma extensão da nossa acolhida calorosa, de rodear o fogão, de encostar na cozinha, até porque não existe conversa enxuta com, por exemplo, um prato de brigadeiro para matar na colherinha!

E para o restante do mundo?

O mundo também ficou mais doce, o que contribuiu para a obesidade e mais doenças, Brasil incluído. Quando se consome doce hoje em dia, especialmente entre os adultos, escapa-se da esfera do imaginário e do prazer para se falar em remorso e frustração. Comer doce tornou-se um dilema. Oscila entre um caminho para a inspiração e uma droga perigosa difícil de dosar.

O que você aprendeu com o livro Mil-folhas?

Que um doce, por mais simples que pareça, é sempre uma história inacabada. Mesmo que eu não consiga explicar sua origem e seu destino, desde que passei pelo Mil-folhas, não resisto. Farejo aproximações, até porque o doce é um caso universalizante.

Musicoterapia equilibra o organismo

Estudos comprovam os efeitos da musicoterapia na recuperação de doentes

As músicas, quando bem selecionadas pelo terapeuta, liberam endorfina, nosso analgésico natural

Alguns sons, quando bem indicados, são capazes de ajudar a mente e o corpo a se reerguer em meio a uma doença. Uma revisão assinada pela Universidade Drexel, nos Estados Unidos, atesta que sessões de musicoterapia melhoram o humor, a ansiedade e o controle sobre a dor em pessoas com câncer. Já especialistas da Universidade da Dakota do Norte, também em terra americana, notaram seu potencial na reabilitação de pacientes com derrame. E em Taiwan se observou que a técnica eleva a qualidade de vida de quem passa por tratamento contra a insuficiência renal. "Ela interfere em áreas do cérebro ligadas à depressão, ao prazer e à resposta à dor", justifica Maristela Smith, coordenadora dos cursos de musicoterapia das Faculdades Metropolitanas Unidas, em São Paulo.

Alívio pelo som

Como a musicoterapia equilibra o organismo...

Efeito sobre o cérebro
A música ativa diversas regiões da massa cinzenta, como o hipotálamo, que regula a temperatura, o apetite e o estado de ânimo, bem como o tálamo, que interpreta os sentidos, e o hipocampo, que guarda a memória. Ainda atua nos lóbulos parietal, temporal e frontal, estimulando funções cognitivas.

A sensação de bem-estar
As melodias, quando bem selecionadas pelo terapeuta, tiram o foco do problema, acionam neurotransmissores relacionados ao prazer e ainda promovem a liberação de endorfina, nosso analgésico natural.

Relaxamento total
A musicoterapia propicia uma quebra na tensão muscular que domina o corpo de quem vive ansioso ou deprimido com alguma situação ou doença. Assim, o indivíduo se sente mais disposto a seguir em frente e aceitar todo o tratamento.

Coração mais plácido
O método trabalha o ritmo da respiração, tornando-o mais cadenciado, e equilibra os batimentos cardíacos. Tudo isso auxilia a controlar o estresse que se abate sobre o organismo e incentiva a recuperação

As vantagens e desvantagens de interromper a menstruação

Cada vez mais mulheres optam por interromper a menstruação. Veja o que os médicos dizem sobre essa decisão

Parar de menstruar pode ser positivo para pacientes que sofrem de cólicas muito intensas

Hoje, muitas mulheres estão optando por interromper a menstruação. Segundo um estudo realizado pela Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista, 32,5% das mulheres gostariam de nunca mais menstruar e 40% sonham com uma simples trégua, ficando mais de um mês sem sangrar. "Essa não é uma tendência exatamente nova, mas agora a mulher se sente com mais liberdade de escolha", diz a psiquiatra Carmita Abdo, que é coordenadora do Instituto ProSex, do Hospital das Clínicas de São Paulo.

O assunto rende debates entre amigas e gera opiniões diferentes entre os próprios médicos. "Há dez anos, eu diria que suprimir a menstruação era ir contra um processo natural. Hoje, porém, os métodos estão bem mais seguros", afirma o ginecologista César Eduardo Fernandes, presidente da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo.

Afinal, menstruar pra quê?

A gente conhece esta história: todos os meses, o corpo da mulher se prepara para engravidar e, quando isso não acontece, o óvulo amadurecido é liberado junto com parte do endométrio, a parede uterina. Isso é um sinal de que o organismo feminino está saudável e que os hormônios estão cumprindo direito o seu papel. Ponto.

Para interromper o ciclo, os especialistas indicam anticoncepcionais já conhecidos. "A diferença é que a mulher continua utilizando o método sem os intervalos geralmente recomendados", explica o ginecologista Jarbas Magalhães, secretário da Comissão Nacional de Anticoncepção da Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia.

A maioria desses contraceptivos age de forma semelhante: trata-se de moléculas artificiais que agem como o estrogênio e o progestagênio, dois hormônios produzidos durante o ciclo menstrual. Ao simular essas duas substâncias, o remédio encena a fecundação que não ocorre. "O sangramento que as mulheres têm no intervalo da pílula é fruto apenas da falta do hormônio, e não uma menstruação legítima", esclarece a ginecologista Lucila Pires Evangelista, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

Existem várias alternativas para deixar de menstruar, mas alguns médicos são contra qualquer uma delas em mulheres jovens e saudáveis. "Embora esses hormônios pareçam seguros, ainda não conhecemos os efeitos no corpo a longo prazo", argumenta o ginecologista Flávio Zucchi, do Hospital Santa Catarina, em São Paulo.

A turma de jaleco só concorda em um ponto: para algumas mulheres, parar de menstruar é essencial. "Indico para pacientes que sofrem com cólicas muito intensas e endometriose, quando o tecido que reveste o útero cresce demais", completa Zucchi.

Sem o sangramento periódico, a tensão pré-menstrual, a famosa TPM, é outra chateação que dá adeus - pelo menos temporariamente. "Em alguns casos graves, em que a sensibilidade fica muito exacerbada, a supressão da menstruação pode ser mais uma arma contra a TPM, mas não podemos fazer dela o único recurso possível", opina o psiquiatra Alexandre Saadeh, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

Antes de tomar qualquer decisão, o mais importante é conversar com seu ginecologista. "É preciso avaliar o seu histórico e realizar uma bateria de exames, como o ultrassom transvaginal", recomenda o ginecologista Waldemir Rezende, do Hospital Santa Catarina. A supressão é - ou deveria ser - descartada para obesas, hipertensas e diabéticas descompensadas.

Depois de iniciado o tratamento, é importante ficar de olho no comportamento do organismo. "Até mesmo bons médicos se equivocam na escolha do método, e só o acompanhamento vai revelar se a opção foi certeira", diz César Eduardo Fernandes.

O anticoncepcional em adesivo não impede a menstruação

E a fertilidade?

Os efeitos de todos os anticoncepcionais são reversíveis. "Geralmente, indicamos que a paciente deixe de usar esses métodos três meses antes da fase em que deseja engravidar para que o útero, que estava descansando, se prepare para a gestação", explica Flávio Zucchi. Esse período de recuperação do sistema reprodutor varia de acordo com o tempo de ação de cada contraceptivo, que pode chegar a até 18 meses, no caso da injeção trimestral. Para Renate Michel, professora de psicologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, em Curitiba, a decisão de menstruar ou não precisa ser algo muito refletido. "A mulher deve se perguntar o real motivo desse desejo e decidir de maneira consciente", finaliza Renate.

Qual método eu posso usar?

Saiba mais sobre seis anticoncepcionais utilizados para brecar a menstruação e se eles realmente funcionam.

Adesivo
Não impede a menstruação, exceto quando a mulher não segue o período de uma semana de descanso.

Anel vaginal
É inserido pela própria mulher e dura 21 dias. Até três anéis consecutivos podem ser usados, resultando num período de 60 dias sem menstruar.

Injeção
Dura três meses, e 60% das mulheres que a utilizam não menstruam nesse período. Pode causar retenção de líquidos.

Implante
Trata-se de uma espécie de bastonete recheado de hormônios e que é inserido no braço. Tem validade de três anos, mas pode causar sangramentos indesejados.

Diu hormonal
O dispositivo intrauterino libera uma pequena dose hormonal todos os dias por cinco anos. Não impede a menstruação, mas diminui muito o fluxo.

Pílula
Para não menstruar, deve ser tomada sem o intervalo habitual e com alterações na carga dos hormônios

Indigestão, alergia ou intoxicação alimentar?

Conheça a diferença dos três transtornos alimentares mais comuns - indigestão, alergia, intoxicação - e aprenda a evitá-los

Não passe mal nas festas de final de ano

"Não estou me sentidno muito bem." Essa é uma frase típica pós-festas de final de ano. Afinal, muita gente exagera na alimentação durante as comemorações. E as consequências desse descuido podem ser diversas: indigestão, alergia e intoxicação alimentar. Conheça então cada um desses transtornos com a explicação do gastro Stéfano Jorge e previna-se!

Indigestão e congestão

O que é
Excesso de comida parada no estômago.

Sintomas
Náuseas, sensação de mal-estar.

Cuidados
Diminua a quantidade de alimentos na hora das refeições e, principalmente, evite excesso de carne vermelha ou gordura.

Acompanhamento médico
Se, em um período de 5 a 6 horas, os sintomas ainda não tiverem desaparecido, procure um pronto-socorro.

Alergia Alimentar

O que é
Uma inflamação no estômago ou intestino.

Sintomas
Dores no abdômen, diarreia, vômito e, em alguns casos, coceiras.

Cuidados
Evite comer grandes quantidades de alimentos que nunca comeu antes. Você pode ser alérgica sem saber.

Acompanhamento médico
Se começar a sentir falta de ar, vá para o hospital mais próximo. Caso contrário, você pode esperar de 5 a 6 horas até os sintomas diminuírem.

Intoxicação alimentar

O que é
Excesso de bactérias, vírus ou toxinas no alimento ingerido.

Sintomas
Dor abdominal, enjoo, vômito, diarreia, desidratação e, em alguns casos, febre.

Cuidados
Tome bastante líquido e sempre guarde alimentos (como a maionese) na geladeira.

Acompanhamento médico
Vá ao médico se não conseguir se alimentar por causa de vômito ou tiver sonolência ou sangue nas fezes

Conheça os alimentos que combatem o envelhecimento

Você sabia que uma dieta rica em cálcio, potássio e cobre pode dar um basta no envelhecimento? Esses nutrientes combatem as dores e a falta de memória!

suco de laranja

Suco de laranja ajuda a combater a pressão arterial descontrolada

O que comemos (ou não!) pode acelerar o envelhecimento e comprometer a nossa qualidade de vida. "Em geral, o brasileiro não está acostumado a ingerir frutas, legumes, óleos de boa qualidade, peixes e verduras todos os dias. Pelo contrário, nossas refeições estão recheadas de carboidratos, gorduras trans, alimentos processados e pobres em nutrientes, que comprometem o bom funcionamento do corpo e da mente", explica o endocrinologista Wilmar Accursio, presidente da Sociedade Brasileira para Estudos do Envelhecimento.

Entretanto, a boa notícia é que podemos adotar um cardápio com o objetivo de retardar ao máximo o início das doenças que acompanham o envelhecimento. "Tal processo está diretamente relacionado com o que comemos", diz o nutrólogo Alexander Gomes de Azevedo (SP). A seguir, descubra como corrigir sua alimentação:

A memória anda preguiçosa?


VOCÊ PRECISA DE: ômega 3

· Os ácidos graxos ômega 3 e ômega 6 são tão importantes que, sem eles, os neurônios não funcionam direito, a memória falha e ainda é possível surgir a depressão. O endocrinologista Wilmar Accursio dá a dica: "consumido diariamente, o ômega 3, melhora as trocas entre as células e a velocidade de comunicação dos neurônios". Quando não conseguimos repor a deficiência desse nutriente, o nutrólogo Alexander Azevedo recomenda ingerir cápsulas de ômega 3. "Mas consulte um médico antes", alerta o especialista.

COMO DIAGNOSTICAR: faça um check-up da sua alimentação. Se diariamente você não come peixes, nozes ou semente de linhaça moída, a quantidade necessária de ômega 3 é insuficiente!

CONSUMA: 1 colher (sopa) de semente de linhaça ou 3 colheres (sopa) de abacate ou 1/2 xíc. (chá) de espinafre cozido ou 7 nozes.

As articulações estão enferrujadas?


VOCÊ PRECISA DE: cobre e manganês

· Esses minerais impedem a deterioração do colágeno, fundamental para a flexibilidade das articulações. Quando o colágeno está em ordem, as dores não aparecem nessas regiões.

COMO DIAGNOSTICAR: se as dores são constantes, procure um médico para avaliar o caso. Com um exame de sangue é possível checar se os incômodos estão relacionados com o desgaste das articulações ou se há doença inflamatória.

CONSUMA: 2 col. (sopa) de chocolate em pó + 3 fatias médias de abacaxi + 2 nozes + 4 col. (sopa) de aveia + 1/2 xíc. (chá) de espinafre cozido + 1 col. (sopa) de linhaça + 1 noz + 50 g de chocolate amargo + 200 g de fígado.

A pressão arterial vive fora de controle?


VOCÊ PRECISA DE: potássio e cálcio

· O maior problema da pressão alta é o sal em excesso na dieta diária, associado à baixa quantidade de potássio e cálcio. No organismo, quando a taxa de potássio não está adequada, o sódio em excesso entra nas células, provocando inchaço e aumento da pressão arterial. Já a deficiência de cálcio pode levar à maior pressão nas artérias, o que contribui para a hipertensão. O potássio e o cálcio também são importantes para regular os batimentos do coração. Vale lembrar que você deve dispensar o sal sempre que possível.

COMO DIAGNOSTICAR: qualquer mal-estar, como enjoo, fraqueza ou tontura, pode significar que a pressão arterial está alterada. Procure um cardiologista para orientá-la, se notar que os sintomas são recorrentes.

CONSUMA: 1 concha de lentilha + 1 copo de suco de laranja + 1 banana + 1/2 xíc. (chá) de amendoim + 100 g de sardinha assada + 1/2 xíc. (chá) de amêndoas + 1 copo de leite de soja + 2 fatias de queijo branco light.

7 passos para acabar com o estresse de final de ano

Antes de perder a cabeça com as obrigações, aprenda a acabar com o estresse típico de final de ano e curta as festas com mais tranquilidade

Antes de se desesperar, veja o tamanho real do problema

Basta dezembro chegar para a gente ficar com aquela sensação de culpa, de que não conseguiu fazer tudo o que devia (ou queria) durante o ano. Ao mesmo tempo, há um monte de tarefas domésticas a realizar. Sem falar que as pessoas ficam, em média, três vezes mais estressadas do que o normal. Nessa hora, não perca a cabeça. "O cansaço natural do fim do ano, a chegada das festas, os prazos a serem cumpridos, tudo isso contribui para que a pessoa fique mais nervosa em dezembro", aponta a psicóloga Lílian Lerner Castro, do Ambulatório de Ansiedade do Hospital das Clínicas de São Paulo. Veja como manter a sua paz.

7 dicas infalíveis para eliminar o estresse

1. Faça uma lista
Coloque no papel todas as tarefas que precisa cumprir e faça uma de cada vez. Nem mesmo uma super-heroína dá conta de fazer tudo ao mesmo tempo!

2. Estabeleça metas
Em vez de ficar se culpando pelo que não conseguiu cumprir no ano que está chegando ao fim, estabeleça metas a curto e longo prazo para o próximo ano. Mas nada de querer alcançar coisas impossíveis!

3. Reavalie seus problemas
Antes de se desesperar com os problemas que você imagina ter, reavalie a sua situação. A maior parte das vezes, as pessoas ansiosas aumentam o tamanho dos seus problemas. Dessa forma, elas não conseguem tomar uma atitude e sofrem por antecipação.

4. Programe suas compras
Aproveite as semanas que antecedem o Natal para comprar todas as lembrancinhas. Saia de casa com uma lista do que você pretende dar para cada pessoa. Assim, você não perde tempo na rua, enquanto faz as compras.

5. Durma bem
Manter o equilíbrio emocional é importante para não perder a cabeça. Coma bem e mantenha uma rotina saudável. Isso vai garantir energia extra para tudo o que você precisará fazer até o ano terminar.

6. Aprenda a respirar
Exercícios de respiração ajudam você a se acalmar nos momentos de maior tensão. Uma simples respiração profunda e lenta já ajuda a controlar a ansiedade.

7. Seja você mesma
Não tente atender às expectativas dos outros. Aproveite a passagem do ano para se autoavaliar e descobrir o que espera de si mesma nesse período.

Copie o penteado "clean" de Jessica Alba

Quer um opção rápida e fácil para variar o penteado em dias mais quentes? Copie o cabelo fresquinho de Jessica Alba!

jessica alba

Inspire-se em Jessica Alba para criar um penteado perfeito para o verão

Está sem ideias de como variar o cabelo no verão? Que tal prender a franja com trancinhas?

Segundo o cabeleireiro das estrelas, Marco Antonio de Biaggi, penteados que deixam o rosto clean são ótimos para os dias quentes. "A diva Jessica Alba apostou nesse look leve e fresh, ótima pedida para esconder a franja, que fica mais oleosa nesta época do ano", diz.

jessica alba

O penteado é ótimo porque prende a franja, que tende a ficar mais oleosa no calor
Foto: Getty Images

Confira as dicas do hairstylist para copiar o penteado:

· Primeiro, faça escova e deixe algumas pontas para dentro e outras para fora para ficar natural.

· Divida o cabelo ao meio e faça duas trancinhas saindo das têmporas.

· Prenda as tranças na parte de trás da cabeça com grampos com florzinhas.

Entenda como a fumaça do cigarro age no seu corpo

Alerta máximo: fumar socialmente não livra você da devastação causada pelo cigarro. E, sim, mesmo um cigarrinho já lhe dá o título de fumante

cigarro

A fumaça passa pela boca deixando uma película marrom sobre os dentes

Os contras de ser fumante você conhece: doenças respiratórias como enfisema e bronquite, câncer, infarto, úlcera do aparelho digestivo, trombose vascular. "Fora mau hálito, envelhecimento da pele e complicações durante a gravidez", lembra o pneumologista pediátrico João Paulo Becker Lotufo, responsável pelo Projeto Antitabágico do Hospital Universitário da USP.

Mas, se você acha que acender um cigarro quando sai com as amigas é inofensivo, precisa ler isto: dez tragadas e 5 minutos são suficientes para 4 mil substâncias químicas invadirem seus órgãos. "Não existe um número que não seja maléfico. Um cigarro já pode ser prejudicial", afirma Lotufo. O impacto das substâncias presentes na fumaça e inaladas é individual, mas todas elas são tóxicas.

Em geral, é isso que acontece no seu corpo:

0 a 10 segundos

· A fumaça passa pela boca deixando uma película marrom sobre os dentes, agride a mucosa da boca e pode levar a uma gengivite no futuro. Gases tóxicos como formaldeído e amônia colocam seu sistema imunológico em alerta, causando uma inflamação na mucosa respiratória.

· Na traqueia, a fumaça do cigarro paralisa temporariamente os cílios que limpam o muco e outras partículas invasoras do sistema respiratório. Ao mesmo tempo, a nicotina passa para a corrente sanguínea pelos milhares de capilares dos pulmões.

· Seu corpo ganha uma descarga de energia quando a nicotina atinge a glândula adrenal, liberando a adrenalina - ela aumenta a pressão sanguínea e os batimentos cardíacos, pois contrai os vasos sanguíneos. Assim, o risco de um derrame aumenta, ainda mais para quem tem predisposição genética.

· O monóxido de carbono da fumaça começa a se acumular no sangue, limitando a capacidade do corpo de transportar oxigênio para os órgãos vitais.

· A nicotina atinge o cérebro e as células nervosas respondem, liberando a dopamina, neurotransmissor que causa a sensação de bem-estar.

Depois de 5 minutos

· Conforme os níveis de dopamina voltam ao normal, seu corpo pede outro "barato". Aumenta o risco de dependência (alguns especialistas dizem que a nicotina pode ser tão viciante quanto
heroína e cocaína).

· A fumaça do cigarro já se foi, mas seu organismo continua tentando se livrar das substâncias tóxicas pelas 6 ou 8 horas seguintes.

Para sempre

· O presente de despedida do cigarro: alcatrão preto nos pulmões. Essa substância cancerígena vai se acumulando, mesmo que em níveis menores, também em quem fuma ocasionalmente.

Você na mira


Redobre os cuidados: de acordo com a psiquiatra Ana Cecília Roselli Marques, pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisa sobre Políticas para o Álcool e Outras Drogas, do Conselho
Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), as mulheres parecem ser mais vulneráveis a todos os tipos de droga e adoecem mais precocemente. "No caso do tabaco, elas apresentam hoje algumas doenças que antes eram detectadas apenas entre homens, como câncer de pulmão e infarto do miocárdio, além de taxas maiores de câncer de mama".

Açúcar ou adoçante? Descubra o mais indicado para você

A nutricionista Fabiana Marangoni mostra as diferenças entre as principais formas de adoçar. Descubra qual é a mais indicada para você!

café

Cuidado: o açúcar light é contraindicado para diabéticos!

Qual é a melhor maneira de adoçar os alimentos? A nutricionista Fabiana Marangoni aponta as principais diferenças entre as diversas variantes de açúcar e adoçante. Confira e descubra qual é a mais indicada para sua saúde!

Açúcar branco

Composição*: sacarose (açúcar da cana).

Indicação de consumo diário: duas colheres (sopa).

Atenção: contraindicado para diabéticos.

Açúcar light


Composição*: é composto de sacarose (açúcar comum) e edulcorantes, substâncias químicas artificiais responsáveis pelo sabor adocicado.

Poder de adoçar: duas vezes mais que o açúcar.

Indicação de consumo diário: varia de acordo com o edulcorante (sucralose, sacarina, ciclamato). A partir de 30 mg por 100 g ou 100 ml do conteúdo.

Atenção: contraindicado para diabéticos.

Ciclamato sódico


Composição*: sal obtido a partir de um ácido.

Poder de adoçar: 30 vezes mais que o açúcar.

Indicação de consumo diário: 11 mg para cada quilo do peso corporal.

Atenção: deixa o sabor um pouco azedo.

Acessulfame de potássio


Composição*: sal obtido a partir de um ácido.

Poder de adoçar: 150 vezes mais que o açúcar.

Indicação de consumo diário: 15 mg para cada quilo do peso corporal.

Atenção: confere gosto meio amargo.

Aspartame


Composição*: fenilanina e ácido aspártico (aminoácidos presentes em proteínas animal e vegetal).

Poder de adoçar: de 180 a 200 vezes mais que o açúcar.

Indicação de consumo diário: 40 mg para cada quilo do peso corporal.

Atenção: com sabor semelhante à sacarose, perde o poder de adoçar quando submetido a altas temperaturas.

Sacarina sódica


Composição*: substância artificial derivada do petróleo.

Poder de adoçar: 300 vezes mais que o açúcar.

Indicação de consumo diário: 5 mg para cada quilo do peso corporal.

Atenção: tem um gosto amargo e metálico.

Stevia


Composição*: formulada a partir de uma planta da família dos crisântemos.

Poder de adoçar: 300 vezes mais que o açúcar.

Indicação de consumo diário: 5,5 mg para cada quilo do peso corporal.

Atenção: em grande quantidade, fica amargo. Não pode ser usado para cozinhar.

Sucralose


Composição*: substância derivada da cana-de-açúcar.

Poder de adoçar: de 400 a 800 vezes mais que o açúcar.

Indicação de consumo diário: 15 mg para cada quilo do peso corporal.


Toda pinta é perigosa?

Aprenda a identificar alguns sinais que tornam uma pinta perigosa e exigem uma ida ao médico

Quando a pinta cresce, muda de formato ou de cor, coça ou sangra ela pode ser perigosa

Você tem alguma manchinha suspeita no corpo? Observar o surgimento de novas pintas ou alterações nas já existentes é essencial para evitar o câncer da pele, mais conhecido por melanoma. "Identificando a doença rapidamente, as chances de cura são altíssimas", diz o dermatologista Marcus Maia, coordenador da Campanha Contra o Câncer de Pele.

Raio X

Toda pinta oferece risco à saúde?
Se ela ficar igual durante anos, não.

Quando ela se torna perigosa?
Quando cresce, muda de formato ou de cor, coça ou sangra. Se você notar qualquer uma dessas alterações, é bom marcar uma ida ao dermatologista.

Como funciona o tratamento?
Se o médico achar necessário, a pinta pode ser removida no consultório mesmo, por meio de um procedimento rápido e simples. O material retirado é encaminhado a um laboratório para análise. Caso seja diagnosticado câncer de pele, o dermatologista vai conversar com você para escolher o tratamento mais adequado. Quanto antes ocorrer a remoção da pinta, menores as chances de ela se transformar em um tumor.

É possível evitar que uma pinta vire câncer de pele?
Sim. O câncer de pele é o único que pode ser realmente evitado, porque conhecemos sua causa (excesso de exposição aos raios ultravioleta) e o grupo de risco (quem tem casos da doença na família ou pele, olhos e cabelos claros). Para se prevenir, reduza o tempo de exposição ao sol, evitando o período das 9h às 15h, passe filtro solar com FPS 30 ou superior e use chapéu e camiseta.

Alterações que merecem sua atenção

1. Assimetria: A pinta deixa de ser redondinha.

2. Borda irregular: Os limites ficam imprecisos e os contornos, mal definidos.

3. Cor diferente: A pinta apresenta mudança na tonalidade ou mistura de tons (por exemplo: marrom com preto e vermelho).

4. Dimensão aumentada: A pinta cresce e fica maior do que 6 milímetros.

Açúcar ou adoçante? Descubra o mais indicado para você

A nutricionista Fabiana Marangoni mostra as diferenças entre as principais formas de adoçar. Descubra qual é a mais indicada para você!

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Cuidado: o açúcar light é contraindicado para diabéticos!
Foto: Dreamstime

Qual é a melhor maneira de adoçar os alimentos? A nutricionista Fabiana Marangoni aponta as principais diferenças entre as diversas variantes de açúcar e adoçante. Confira e descubra qual é a mais indicada para sua saúde!

Açúcar branco

Composição*: sacarose (açúcar da cana).

Indicação de consumo diário: duas colheres (sopa).

Atenção: contraindicado para diabéticos.

Açúcar light


Composição*: é composto de sacarose (açúcar comum) e edulcorantes, substâncias químicas artificiais responsáveis pelo sabor adocicado.

Poder de adoçar: duas vezes mais que o açúcar.

Indicação de consumo diário: varia de acordo com o edulcorante (sucralose, sacarina, ciclamato). A partir de 30 mg por 100 g ou 100 ml do conteúdo.

Atenção: contraindicado para diabéticos.

Ciclamato sódico


Composição*: sal obtido a partir de um ácido.

Poder de adoçar: 30 vezes mais que o açúcar.

Indicação de consumo diário: 11 mg para cada quilo do peso corporal.

Atenção: deixa o sabor um pouco azedo.

Acessulfame de potássio


Composição*: sal obtido a partir de um ácido.

Poder de adoçar: 150 vezes mais que o açúcar.

Indicação de consumo diário: 15 mg para cada quilo do peso corporal.

Atenção: confere gosto meio amargo.

Aspartame


Composição*: fenilanina e ácido aspártico (aminoácidos presentes em proteínas animal e vegetal).

Poder de adoçar: de 180 a 200 vezes mais que o açúcar.

Indicação de consumo diário: 40 mg para cada quilo do peso corporal.

Atenção: com sabor semelhante à sacarose, perde o poder de adoçar quando submetido a altas temperaturas.

Sacarina sódica


Composição*: substância artificial derivada do petróleo.

Poder de adoçar: 300 vezes mais que o açúcar.

Indicação de consumo diário: 5 mg para cada quilo do peso corporal.

Atenção: tem um gosto amargo e metálico.

Stevia


Composição*: formulada a partir de uma planta da família dos crisântemos.

Poder de adoçar: 300 vezes mais que o açúcar.

Indicação de consumo diário: 5,5 mg para cada quilo do peso corporal.

Atenção: em grande quantidade, fica amargo. Não pode ser usado para cozinhar.

Sucralose


Composição*: substância derivada da cana-de-açúcar.

Poder de adoçar: de 400 a 800 vezes mais que o açúcar.

Indicação de consumo diário: 15 mg para cada quilo do peso corporal.

Entenda como o trabalho prejudica seu corpo

Trabalhar pode fazer mal para as costas, o coração, os olhos. Entenda por que e como salvar seu corpinho

mulher estressada

Algumas atitudes podem ajudar a aliviar o estresse, como programar-se para trabalhar em casa um dia da semana

Você talvez nem tenha percebido, mas aquelas horas que passa na cadeira de rodinhas com a cara enfiada no computador podem minar seu bem-estar físico e mental. As pessoas que mais investem no trabalho são ainda mais vulneráveis, diz uma pesquisa da organização canadense Centro de Vício e Saúde Mental. Eles avaliaram 2.137 pessoas e 18% delas se identificaram como "altamente estressadas", exatamente as que colocavam o trabalho como prioridade e ocupavam cargo de responsabilidade.

Como não dá para parar de trabalhar - e ninguém diz que você tem de fazer isso -, melhor saber como o trabalho afeta a saúde e como se proteger.

Costas e músculos


Tudo o que você faz repetitivamente sem pensar na postura afeta músculos e ligamentos. Pode ser a forma como senta até o movimento de dar um clique no mouse. "Os problemas mais comuns são as tendinites, miosites, lombalgias, dores nas costas e na cabeça", diz o ergonomista Marcos Domaneschi, da Associação Brasileira de Ergonomia (Abergo).

O primeiro passo para evitar a má postura é prestar atenção nela, sentar com as costas inteiras escostadas na cadeira, um apoio de pé, os olhos centrados no meio da tela do computador. O segundo é realizar exercícios preventivos ao menos uma vez por dia.

Olhos


Apesar de a má iluminação não causar danos permanentes à visão, provoca desconforto. "Ao final do dia a pessoa sente cansaço, e podem ocorrer irritação e lacrimejamento", diz o oftalmologista Elcio Sato, da Universidade Federal de São Paulo. A iluminação ideal é a natural, mas, como ela varia durante o dia, é preciso lançar mão da artificial. "Deve-se evitar fontes de luz que atinjam os olhos diretamente", diz Sato.

Coração e cérebro


Um dos principais órgãos afetados pelo estresse é o coração. Sob estresse, a pressão sanguínea sobe, a pessoa come mais e os níveis elevados dos hormônios adrenalina e cortisol aumentam a chance de ter um ataque cardíaco.

Outro que padece juntamente com o coração é o cérebro. Ele é irrigado por 640 quilômetros de pequenos vasos que levam nutrientes e oxigênio. Flutuações bruscas e constantes na química do sangue - como a elevação dos níveis de hormônio - afetam diretamente esses vasos, podendo provocar desde uma dor de cabeça até um acidente vascular cerebral (AVC).

Algumas atitudes pontuais podem ajudar a aliviar o estresse, como programar-se para trabalhar em casa um dia da semana, treinar o poder de negociação e encontrar recompensas fora da empresa. "Isso vale, inclusive, para quem sofre com a falta de reconhecimento. Se não vem do trabalho, esse reconhecimento pode ser buscado no companheiro, em uma atividade qualquer na qual você seja boa, como pintar ou cantar", diz a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da International Stress Managment Association (Isma-BR).

Tremoço Tremoço é um ótimo substituto para a azeitona Foto: Alfredo Franco/BOA FORMA Receber amigos em casa é comum no fim de ano, mas isso não sig

Pesquisam estimam que cerca de 300 milhões de pessoas já tiveram contato com vírus HPV, causador da doença

Ginecologista

Consultas anuais ao ginecologista são fundamentais para se manter saudável


Existem mais de 140 tipos de vírus chamados HPV, e alguns podem causar câncer no colo do útero, alertam os especialistas. A estimativa é que cerca de 500 mil novos casos desse câncer surgem no mundo todos os anos.

Os sintomas do vírus não são visíveis. Assim, a mulher pode desenvolver um tumor sem perceber. "Isso dependerá da imunidade. Se estiver baixa, a pessoa ficará mais propensa às doenças sérias", diz Glauco Baiocchi, diretor de ginecologia do Hospital A.C. Camargo.

Tire suas dúvidas sobre o vírus e proteja-se:

É fácil pegar HPV?
Sim, o vírus é fácil de ser transmitido pelo sexo. Por isso, use camisinha em toda relação e faça todo ano os exames preventivos (como o papanicolau, gratuito pelo SUS).

Ter HPV significa que a pessoa seja promíscua?
Não. A mulher pode entrar em contato com um dos vírus do HPV logo na primeira relação sexual. Claro que as chances de contágio dessa (e de outras doenças sexualmente transmissíveis) aumentam se houver maior número de parceiros. "Quem é sexualmente ativa precisa se preocupar mais", diz Glauco. Até porque o câncer de colo de útero é o segundo tipo de câncer mais comum entre as brasileiras.

É possível pegar HPV em banheira de motel, vaso sanitário ou fazendo depilação?
Teoricamente você pode pegar em banheira de motel e vaso sanitário, sim. Mas isso é raro. Em relação à depilação, confira se a cera é reaproveitada, se o palito usado é descartável e se a limpeza do local é adequada para não correr riscos.

Existe prevenção?
Além da camisinha, que é importantíssima, existe a prevenção por meio de vacinas, só que elas podem custar até R$ 500. As pessoas indicadas para tomar são de ambos os sexos, de 9 a 26 anos, que ainda não iniciaram a vida sexual.

Se for detectado o HPV uma vez, terei problemas para o resto da minha vida?
Não. A lesão pode ser eliminada pelo seu corpo. Quem é diagnosticado com a doença precisa ficar com a saúde estável e não deixar a imunidade cair. O HPV pode regredir sozinho. Se isso não acontecer, é necessário fazer um tratamento e tomar remédios. Se, mesmo assim, a doença não for curada, talvez seja preciso um tratamento com laser no consultório. É o médico quem vai dizer qual é o tratamento mais adequado.

Adote petiscos mais saudáveis no cardápio

Nutricionistas Deborah Lobo e Camila Attademo ensinam a fazer substituições inteligentes

Tremoço

Tremoço é um ótimo substituto para a azeitona
Foto: Alfredo Franco/BOA FORMA


Receber amigos em casa é comum no fim de ano, mas isso não significa que você precisa sair da dieta. Confira uma série de dicas das nutricionistas Deborah Lobo e Camila Attademo e coma de maneira saudável mesmo em eventos:

No lugar do amendoim e da azeitona, a melhor solução é o tremoço que, além de menos calórico, contém muita fibra (três vezes mais do que a aveia e o trigo!). Ele ainda retém o colesterol ruim no intestino e facilita a sua eliminação. Outra alternativa, mais calórica, mas rica em ômega-3, é a castanha de caju. Ela ainda previne doenças cardíacas.

Delicioso e fácil de fazer, o queijo minas cortado em cubos e regado com azeite e orégano cai bem. Ricota com um pouco de sal também fica uma delícia. Evite sempre o queijo prato, uma opção que engorda bastante. "Frios também são bacanas e têm tudo a ver com a bebida: os mais indicados são fatias de peito de peru ou de presunto, sem a capa de gordura", diz Deborah.

Também é importante estar atenta ao alto valor calórico da cerveja: uma lata tem, em média, 150 kcal. É a mesma quantidade de um pão francês sem miolo. Opções como o vinho branco são menos calóricas - uma taça de 125 ml da versão seca da bebida, por exemplo, tem 107 calorias, segundo informações da Unifesp.

Corrimento ou secreção natural? Entenda a diferença!

Conheça as principais diferenças existentes entre corrimento e secreção natural que aparece na calcinha e aprenda a realizar a higiene íntima corretamente

Não use duchas vaginais. Lave bem a vagina, mas apenas na área externa!

É normal não estar o tempo todo com a calcinha seca. Mas fique atenta. Segundo a ginecologista Lorena Magalhães, mudanças na cor ou no cheiro da secreção vaginal ou dores podem ser sinal de problema de saúde. E, nesses casos, é preciso procurar o médico imediatamente.

A secreção natural

· É doença? Não, toda mulher tem secreções normais que deixam a vagina naturalmente úmida.

· Precisa de tratamento? Não.

· Existe uma época que pode ser mais intensa? Sim. No meio do ciclo menstrual, um pouco antes e logo após a menstruação.

· Coça? Não.

· Arde? Não.

· Dói durante o sexo? Não.

· O cheiro é muito forte? Não. Toda secreção tem um cheiro natural, que varia de mulher para mulher, mas não chega a incomodar.

· Qual é a aparência? Branca ou transparente, fluida ou similar à clara de ovo crua.

O corrimento

· É doença? Não. Mas é um indicador de doenças que podem ser sexualmente transmissíveis (ou não), como a candidíase.

· Precisa de tratamento? Sim, com medicamentos. O homem com quem você se relaciona precisa ser medicado também.

· Existe uma época que pode ser mais intensa? O seu organismo manifesta os sintomas de alguma doença com o corrimento.

· Coça? Sim.

· Arde? Sim.

· Dói durante o sexo? Sim.

· O cheiro é muito forte? Sim, e chega a incomodar.

· Qual é a aparência? Branca, amarela ou esverdeada.

A higiene íntima correta

Como fazer a higienização?
Use um sabonete neutro, lave bem entre os grandes e os pequenos lábios da vagina e depois enxágue.

É necessário usar algum sabonete específico?
Pode ser uma alternativa. Nem toda mulher se adapta aos produtos feitos para higiene íntima, mas hoje, no mercado, há diversas opções. Use-o apenas externamente - nada de tentar lavar o canal vaginal, porque isso levará as bactérias para dentro.

Devo usar absorventes diários?
Não. O absorvente diário serve apenas para abafar ainda mais uma área que já é bem propícia ao acúmulo de bactérias.

Há algum cuidado especial para o período menstrual?
Não, mas é natural que as mulheres sintam necessidade de se lavar com mais frequência, ou sempre que trocam o absorvente.