5 maneiras para se livrar da ansiedade

A ansiedade está dominando sua vida e você não sabe como resolver o problema? Dê o primeiro de cinco passos com atitudes que você conseguirá tomar



Está com aquela sensação de que mal viu o ano passar? Vamos tentar imaginar um típico dia na sua vida: listas do que fazer que, à noite, você nem sabe onde guardou; vontade de incluir mais exercícios na rotina sem sequer ter tempo para pesquisar preços de academias; sentimento de culpa por nunca conseguir levar os pequenos a passeios culturais; frustração toda vez que, na cama, mal beija o parceiro e logo cai no sono (ou pior: estressada, além de não conseguir dormir, ainda briga com o amado!)...

Conseguiu se identificar? Antes de qualquer coisa, respire fundo. Tudo isso é consequência da ansiedade e tem jeito! Não, o dia não ganhará mais dez horas. Mas, sem a ansiedade boicotando sua vida, dá para descobrir que há tempo de sobra no seu dia para tudo aquilo que o estresse não deixava você fazer.

1. Um estudo sueco concluiu que as pessoas se recuperam melhor do estresse quando em contato com a natureza. E tal benefício ocorreria em questão de segundos! De acordo com outra pesquisa, esta norte-americana, contemplar paisagens naturais auxiliou na reabilitação de pacientes recém-operados. Portanto, vale caminhar no parque, observar o mar, deitar na grama... O que importa é estar em contato com a natureza!

2. "Quando sorrimos ou gargalhamos, emitimos uma ordem ao cérebro para que ele aumente a produção de endorfinas, substâncias químicas com poder analgésico e que dão a sensação de bem-estar físico", afirma o clínico geral e homeopata Eduardo Lambert, autor de A Terapia do Riso (Ed. Pensamento, R$ 10*). Assim, mesmo se estiver achando a vida sem graça, esforce-se para sorrir. Alugue uma comédia, leia um romance divertido, vá ao circo, injete alegria em sua vida!

3. Solidão não precisa ser sinônimo de problema. Ficar um tempo consigo mesma é importante para entrar em contato com suas emoções e pensamentos. “Pesquisas científicas comprovam que respirar profundamente, relaxar o corpo e esvaziar a mente desacelera os batimentos cardíacos, reduz a pressão arterial e ajuda a combater o estresse, a angústia e os distúrbios psicossomáticos”, diz a terapeuta Gilda Telles, autora de O Livro das Meditações (Publifolha, R$ 24,90*).

4. Um imprevisto não é o fim do mundo. "Se você faz um roteiro na sua cabeça sobre como uma situação deve se desenvolver, termina por produzir ansiedade e frustração na sua vida", diz Jael Coaracy, autora de Vai Dar Certo (Ed. BestSeller, R$ 34,90*). Portanto, relaxe. Em vez de se preocupar, ocupe-se. Pare de pensar no que precisa fazer e faça. Aceitando que imprevistos acontecem, fica mais fácil aprender e até se divertir com eles!

5. Um estudo americano constatou que pessoas com poucos amigos tendem a morrer antes que as demais. Pois é, já que amigos podem ser considerados forças vitais, faça bom uso deles.
Desabafe, avalie alternativas, troque ideias. Observe também como aquela colega que parece estar sempre bem-humorada encara os problemas e inspire-se nela. Outra dica é conviver mais com pessoas animadas e menos com os rabugentos de plantão. Já pensou que mau humor pega?

Pintou problema: aprenda a identificar uma pinta suspeita

Ficar atenta às pintas é a melhor maneira de detectar o início de um câncer de pele. Confira algumas regrinhas de análise que podem te ajudar a prever problemas


O verão nem chegou e já estamos fazendo planos para experimentar novos esportes ao ar livre ou para conseguir aquele bronze até o Ano Novo. Mas cuidado: com a maior exposição ao sol, também aumentamos o risco de câncer de pele, doença que ocupa o primeiro lugar na lista de tumores mais incidentes na população brasileira. Entre o público feminino, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) aponta 71 novos casos de câncer de pele para cada 100 mil mulheres.

A edição de novembro de WOMEN'S HEALTH traz um especial de saúde sobre o câncer de pele e sobre os perigos do bronzeamento artificial. Mesmo na cidade, você não está à salva dos problemas. "É preciso reaplicar o protetor solar a cada quatro horas", recomenda Veridiana Pires de Camargo, do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Na praia, o ideal é aplicar o produto meia hora antes do banho de sol. E o fator de proteção deve ser a partir de 30.

Para ajudar na identificação de uma pinta suspeita, os dermatologistas ensinam quatro regrinhas que você deve seguir. É fácil, como um ABCD:

A de assimetria - a pinta tem um lado que não igual ao outro;
B de bordas irregulares - o contorno começa a deixar de ser redondo;
C de cores - a pinta ganha tonalidades diferentes, como preto, azul, marrom-escuro, cinza, entre outras cores;
D de diâmetro - é maior do que 0,6 cm.

Ah! E não se esqueça do sinal do patinho feito, quando uma pinta se torna bem distinta das demais.

Nocaute no HPV: como prevenir e tratar a doença

A menção das três letras causa calafrios, um misto de vergonha, culpa e medo de morrer. Por isso, respondemos aqui às suas principais dúvidas para que você saiba como se proteger


Como o HPV causa câncer?

O vírus se aloja na célula e altera o funcionamento dela, provocando uma lesão. Apenas quando ele leva à multiplicação celular de forma descontrolada, a ponto de invadir outros tecidos, é que se dá o câncer. Isso demora de dez a 15 anos. Se a lesão for tratada logo, evita-se a malignidade. Quinze dos mais de 120 tipos de vírus são suspeitos de provocar a doença. Os HPVs 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58 estão ligados a 90% dos casos de câncer de colo do útero. Já os de número 6 e 11 produzem 90% das verrugas genitais, que têm aparência feia, de couve-flor envelhecida, mas não representam maiores danos. Da população sexualmente ativa, 75% entram em contato com o vírus. "Menos de uma em cada 100 mulheres infectadas desenvolve lesões com potencial para se tornar câncer de colo uterino", diz a bióloga Luisa Lina Villa, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa, em São Paulo. Na maioria das vezes, o sistema imunológico elimina o vírus. Baixa resistência, fumo, múltiplos parceiros e presença de outras DSTs ampliam os riscos.

Qual é o exame preventivo?

É o papanicolau, ou exame de citologia oncótica. Células do colo uterino são analisadas ao microscópio. Se o resultado estiver alterado, faz-se a colposcopia: lentes e reagentes permitem visualizar ulcerações minúsculas. Em suspeita de HPV, uma biópsia e exames de biologia molecular descobrem se o vírus é de alto risco. O papanicolau é recomendado a todas as mulheres após o início da vida sexual. "Diante da atual realidade brasileira, o mais seguro é repeti-lo anualmente", afirma a ginecologista Maria dos Anjos Sampaio Chaves, especialista em patologia do trato genital e colposcopia do SalomãoZoppi Diagnósticos, em São Paulo. "O câncer de colo do útero castiga mais a população pobre, que tem difícil acesso aos serviços de saúde", diz Luisa Lina Villa.

A camisinha protege 100%?

Ela não impede o contato com minilesões que o homem pode ter no sacro escrotal e ao redor do ânus nem contra as apresentadas pela mulher na vulva ou na região anal. Apesar disso, se for utilizada desde o início das carícias, e não só na penetração, a camisinha diminui o risco de a pessoa sadia ser infectada por um parceiro doente. Detalhe: a camisinha feminina recobre também a área dos lábios vaginais, protegendo de forma mais ampla que a masculina.

O HPV volta a atacar anos depois?

"Sim. Mas não dá para saber se o vírus ficou latente e foi reativado ou se houve um novo contágio", explica Maria dos Anjos. É difícil descobrir qual parceiro infectou o outro e quando. A contaminação, em sexo genital, anal, oral ou simplesmente em manipulações, pode ter ocorrido em relações anteriores. Uma vez descoberta, é fundamental avisar o parceiro; ambos devem ir ao médico.

Banheira de motel, toalhas e calcinhas emprestadas podem transmitir o vírus?

A possibilidade é bem remota. Margaret Stanley, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, costuma responder a tal pergunta com uma piadinha: "Você pode pegar em assento de sanitário, mas deve ser muito desconfortável". Para o vírus infectar as mucosas, precisa haver fricção e microfissuras do tecido.

Como é o tratamento da infecção?

Não se combate o vírus. O tecido onde ele se aloja é destruído. Assim, as verrugas e lesões são removidas e a área cauterizada. Feridas cervicais, atingidas por HPV de baixo risco, podem ser combatidas pelo sistema imunológico - às vezes, o médico receita vitaminas para melhorar a resistência. As lesões colonizadas por tipos agressivos são eliminadas por ácido tricloroacético, no consultório, com anestésico para evitar ardor, ou cremes vaginais à base de imiquimod. Usa-se também cauterização elétrica ou a frio. Lesões mais graves são vaporizadas a laser ou extirpadas cirurgicamente. Mesmo que se contraia o agressivo HPV 16, é possível remover as células infectadas antes de virar câncer.



Adultas podem ser vacinadas?

Em junho, a Anvisa liberou a aplicação da bivalente em mulheres acima de 26 anos. Mas existem controvérsias sobre a eficácia. Luisa Villa defende que, mesmo quando já houve exposição ao vírus, a imunização pode ser útil: como o corpo não produz anticorpos para barrar o HPV no futuro, espera-se que a vacina impeça nova infecção.

Quais são as vacinas disponíveis?

Há duas. A bivalente (Cervarix) barra os tipos de HPV mais hostis, o 16 e o 18; a quadrivalente (Gardasil) imuniza contra ambos e ainda contra o 6 e o 11. Ambas são oferecidas em clínicas privadas, por via intramuscular, em três doses, cada uma a 300 reais, em média. Desde janeiro, elas foram aprovadas também para prevenir o câncer anal, que é raro (ocorrem de três a cinco casos por 100 mil pessoas), mas cuja incidência triplicou em mulheres nos últimos anos. A principal indicação é para as meninas a partir de 9 anos, que ainda não iniciaram a vida sexual. Alguns países, como a Austrália, oferecem também aos meninos.

Vacinas podem dispensar o exame preventivo?

Não. O rastreamento anual deve continuar, pois podem surgir lesões desencadeadas por tipos não atingidos por vacinas. Homens também devem ser examinados. "Tratar o tema com naturalidade diminui o problema, ajuda a amar com responsabilidade", diz Maria dos Anjos.

Como se prevenir contra a perigosa osteoporose

Silenciosa, a osteoporose deixa os ossos frágeis e sujeitos a fraturas. A prevenção passa por uma alimentação adequada, rica em cálcio, e doses diárias de sol

Embora seja considerada uma doença silenciosa, já que não causa dores, a osteoporose é um perigo. Isso porque, na maioria das vezes, são as fraturas que denunciam que ela se instalou. “O osso fica poroso feito casca de ovo e quebra com facilidade”, conta o reumatologista Sebastião Radominski, da Sociedade Brasileira de Reumatologia. As mulheres que passaram pela menopausa são mais vulneráveis ao mal, justamente pela baixa hormonal, que deixa o esqueleto desprotegido. Mas a genética e o estilo de vida – sedentarismo e má alimentação – também interferem.


E TUDO FICA ESBURACADO

No dia a dia, a ossatura passa por um processo constante de trocas. De um lado, células conhecidas como osteoclastos retiram cálcio dos ossos numa atividade chamada de reabsorção. Do outro, os osteoblastos tampam os tais furinhos. A osteoporose acontece quando há um desequilíbrio nesse jogo e as perdas são maiores.


ENCOLHIDA COM A IDADE

Se a osteoporose atinge as vértebras, ela provoca o desgaste desses ossos da coluna. E, se o estrago todo não for tratado, com o tempo, a pessoa corre o risco de diminuir de estatura e ficar mais baixinha.


UMA DOSE DIÁRIA DE SOL

Para prevenir a osteoporose, uma medida importante é tomar sol bem cedo ou no final da tarde. A vitamina D, vinda dos raios solares, ajuda na absorção do cálcio, o que vai impactar no seu aproveitamento pelos ossos e, claro, torná-los mais fortes.


DÁ-LHE LEITE

Os laticínios são imbatíveis em cálcio, o mineral dos ossos. Um adulto precisa de 1.000 mg do nutriente por dia e quem já passou dos 50, 1.200 mg. Veja onde encontrar:

- 1 pote de iogurte desnatado = 279 mg

- 1 copo de leite desnatado = 268 mg

- 1 fatia de queijo = 174 mg

- 1 concha de soja cozida = 138 mg

- 1 xícara de espinafre = 136 mg


VOCÊ SABIA?

Exercícios como a corrida afastam a osteoporose. Eles estimulam a produção das células responsáveis pela fixação do cálcio nos ossos.

Como se prevenir e tratar as temidas varizes

As veias engrossam e a circulação é prejudicada - são as varizes que aparecem e provocam problemas que vão além da estética. Saiba como se cuidar para evitá-las

“Varizes são vasos sanguíneos dilatados e tortuosos que, geralmente, aparecem nas pernas”, diz o médico Celso Bregalda Neves, secretário-geral da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular. O problema incomoda por razões que vão além da estética. “Como afeta a circulação do sangue, é comum surgirem dores e a sensação de peso”, afirma. Embora as mulheres sejam mais acometidas por razões hormonais e pela gravidez, a ala masculina não está livre da encrenca. Afinal, as veias podem inchar quando a obesidade dá as caras.


ADEUS AO TORMENTO

Para prevenir as varizes, vale manter o peso adequado, botar as pernas pra cima quando for descansar, evitar ficar horas de pé e praticar atividade física. Mas, quando o problema já se instalou e, o que é pior, compromete a qualidade de vida, o médico pode indicar a cirurgia. O procedimento retira a veia defeituosa com a ajuda de aparelhos e por meio de pequenos cortes.


MEIA ELÁSTICA, UMA ALIADA CONTRA O MAL

Sim, ela funciona. É que a compressão facilita o fluxo de sangue e evita inchaços. Mas, antes de comprar a meia, é preciso verificar, junto ao médico, a medida da panturrilha – músculo conhecido como barriga da perna. Isso evita apertos.


HORA DE DESCER DO SALTO

Será o sapato alto um vilão? A resposta é sim, mas para os modelos que têm mais de 7 centímetros. Passar muito tempo com esse tipo de calçado atrapalha a movimentação da panturrilha e isso piora o retorno do sangue dos pés para o coração. Uma dose de cautela é importante, especialmente para as mulheres com predisposição para o problema.


TEIA NAS PERNAS

Diferente das varizes, que ultrapassam 3 milímetros de calibre, os vasinhos são finos, atingem 1 milímetro. Também são mais aparentes, já que ficam na camada superficial da pele. Para se livrar deles, há injeções com substâncias que provocam reações nos vasos, daí eles secam. E não farão falta nenhuma. É que existem muitas veias nas pernas.


VARIZES CAUSAM TROMBOSE?

São dois problemas distintos. A variz se dá pela alteração das paredes das veias, o que atrapalha o fluxo sanguíneo. Já a trombose é a formação de coágulos nos vasos e isso impede a passagem do sangue. Essas bolotas – ou trombos – são perigosas, pois podem atingir os pulmões e prejudicar seu funcionamento.

Conheça os sintomas e as causas do diabetes

Segundo a Organização Mundial da Saúde, existem 347 milhões de pessoas com diabetes planeta. Entenda melhor como esse sério problema afeta a saúde

Quando há açúcar vagando pela circulação, o organismo fica arrasado. É o diabetes. “Os sinais da doença são a sede exagerada e o cansaço, mas ela também provoca danos aos olhos e rins, além de amputações e infarto”, diz o médico Sergio Atala Dib, da Universidade Federal de São Paulo. O mal se dá por falhas na produção ou na ação da insulina – hormônio vindo do pâncreas que bota a glicose dentro das células, garantindo a energia necessária para o corpo.


Açúcar é proibido?

Até doces podem entrar na dieta do diabético. Mas a liberação só vale dentro de um rigoroso controle de glicemia. O teste é feito em um aparelho, o glicosímetro, com uma gota de sangue, e revela os níveis de açúcar. Daí, após a orientação do nutricionista, o brigadeiro poderá ser saboreado.

Tudo sob controle

A doença afeta a circulação e a oxigenação e esse processo resulta em lesões nas artérias e em hemorragias nos olhos, além de infecções. Mas o mal pode ser domado. Há desde a insulina sintética até dispositivos que lançam o hormônio de maneira contínua no organismo.

DIFERENÇAS ENTRE O TIPO 1 E O TIPO 2

1- Aparece mais na infância 

Corresponde a 10% dos casos. Trata-se de uma doença autoimune. Isso significa que o organismo produz anticorpos para destruir as células produtoras de insulina. Daí ocorre a escassez desse hormônio, o que provoca o emagrecimento rápido, a indisposição e a fome além da conta.


2- Comum entre adultos

Esse tipo está ligado à obesidade. O excesso de peso e o exagero na comida obrigam o pâncreas a trabalhar muito para produzir insulina e, assim, ele se sobrecarrega. Daí vem a vontade intensa de urinar, o formigamento nos pés, a dificuldade de cicatrização e as alterações na visão.


Você sabia?

Um dos primeiros testes de diabetes foi feito com a ajuda de formigas. Elas foram atraídas pela urina doce de pacientes e isso chamou a atenção dos cientistas.