O que é preciso fazer de verdade para emagrecer?

Pedimos a um time de especialistas que traduzisse as recomendações nutricionais em conselhos rápidos e práticos


mulher bebendo água
Não é fácil seguir à risca os conselhos para perder peso, mas veja essas dicas para levar a vida mais leve

Recomendações gerais de uma dieta, como obedecer à pirâmide dos grupos alimentares, comer de 3 em 3 horas e beber 2 litros de água por dia, não podem ser deixadas de lado. Mas para emagrecer na vida real é preciso mais do que isso, já que as tentações são muitas.

Assuma a paixão pela carne
"Caso você compare a quantidade de gordura de um bife de filé-mignon com a de um filé de peito de frango, se surpreenderá: o teor é quase o mesmo, com a diferença de que a carne bovina tem mais zinco, ferro e vitamina B12", afirma a americana Catherine Friend, autora de The Compassionate Carnivore (inédito no Brasil). A recomendação de ingestão de proteína para mulheres saudáveis é de 0,8 a 1 g por quilo de peso corporal. Lembre-se: uma porção de 30 g de carne é semelhante ao tamanho da palma da mão de uma mulher adulta.

E cultive o lado vegetariano
"Para preservar a cintura fina, vegetais devem estar presentes nas refeições", afirma Mark Bittman, autor de Tudo e Mais um Pouco (Ed. Leya). Proteínas de origem vegetal, como feijão, lentilha, soja, grãode- bico, amêndoa e noz, possuem teor reduzido de gordura e quantidade significativa de fibras e ômegas 3 e 6, contribuindo para a ingestão das gorduras boas de que o organismo precisa. Consuma um desses alimentos uma vez ao dia, como uma porção de feijão ou meia xícara de nozes.

Tome água antes das refeições
Uma pesquisa da Universidade Virgina Tech, nos EUA, mostrou que tomar 2 ou 3 copos de água antes de sentar à mesa enxuga até 2 kg. "Ingerir mais água e menos bebidas adocicadas é uma estratégia simples de controlar o peso", afirma Brenda Davy, coautora do estudo.

Tempere com limão espremido
"O limão é minha arma secreta", diz a americana Katie Lee Joel, autora de The Comfort Table (inédito no Brasil). A dica é simples: derrame o suco de um limão ou salpique raspas da casca sobre vegetais em vez de usar óleo, azeite, manteiga ou sal. "Prepare o espinafre sauté com 1 colher (chá) de azeite e adicione o suco do limão por cima. Você terá um prato cheio de sabor e com pouquíssimas calorias", diz Katie.

Desligue o fogo antes
Você está acostumada a ferver bastante a sopa, grelhar bem o filé de frango e deixar os legumes no vapor até ficarem molinhos. A partir de agora, apague o fogo 3 minutos antes do que está habituada. "Cozinhar os alimentos em excesso remove sabor e nutrientes", afirma Merrill Stubbs, cofundador do site Food52.com. "Mesmo que você retire o alimento do fogo, seu calor intrínseco continua cozinhando-o por alguns instantes."

Reserve espaço para os ovos
"Sempre compro uma dúzia de ovos, cozinho e como em pequenos lanches ao longo da semana", diz Katie Lee. Um ovo tem apenas 70 calorias e é fonte de proteína, vitamina D, ferro e ômega 3. Ele ainda é rico em luteína e zeaxantina, principais antioxidantes presentes nas membranas oculares. Por isso, também previne a degeneração ocular.

Peça duas entradas em vez do menu degustação
As porções dos restaurantes costumam ser enormes. Se encarar o menu degustação, então, prepare-se para ingerir mais calorias do que deve. A sugestão da nutricionista americana Lisa Drayer é pedir duas entradas ou apetitivos em vez do menu completo, que inclui entrada, prato principal e sobremesa.

Faça seu próprio molho de salada
Da mesma maneira que deve evitar óleo e manteiga para refogar vegetais e legumes, não use temperos prontos em saladas. "Muitos contêm alta taxa de frutose", afirma Stephen Perrine, autor de The New American Diet (inédito no Brasil). Além de calóricos, eles abusam de sal e conservantes. Uma saída clássica é fazer um molho de limão com azeite. Deixe a receita mais saborosa acrescentando mostarda, vinagre balsâmico, alho e ervas aromáticas.

Comece pela sopa
As sopas geram sensação de saciedade se tomadas antes das refeições. "Deixá-las congeladas vai ser mais prático para o seu dia a dia", afirma a nutricionista Marlise Potrick Stefani, da clínica Nutritécnica, em São Leopoldo (RS). "Aproveite sobras como ossos, pontas de carne, cabos de temperos verdes e casca de cenoura para fazer caldos de carne, galinha e legumes."

Pense antes de beber
Não basta trocar o refrigerante pelo suco de laranja ou a cerveja pelo vinho quando se quer perder medidas. "Algumas bebidas, além de apresentarem função antioxidante, são classificadas como termogênicas, ou seja, aumentam o metabolismo por apresentarem mais dificuldade de ser digeridas pelo organismo, como o chá verde", diz Heloisa Guarita, diretora técnica e nutricionista da RG Nutri Consultoria Nutricional, em São Paulo.

Limpe o fígado
Desintoxicar o fígado é peça-chave em dietas. Dois vegetais que ajudam nessa tarefa são brócolis e couve-flor. "Consuma pelo menos duas vezes por semana em forma de salada ou em ingredientes de pratos como macarrão com brócolis, couve-flor gratinada e seleta de legumes", recomenda Tarcila Beatriz Ferraz de Campos, mestre em ciências com ênfase em fisiologia endócrina pela USP.

Vire um bezerro
Fontes de cálcio reduzem o processo de lipogênese, isto é, a formação da gordura. Consuma iogurte natural, leite desnatado, queijos, peixe, agrião e avelã. Para suprir a recomendação diária de 800 mg de cálcio, Tarcila sugere meio copo de coalhada e 2 colheres (sopa) de aveia no café da manhã. No almoço, 1 filé de salmão, 1 pires de agrião, 2 colheres (sopa) de beterraba e 2 colheres (sopa) de arroz.

Vá para a cozinha
"A comida caseira é sempre mais saudável do que a servida nos restaurantes", diz Bittman. Isso porque você controla a quantidade de óleo e sal de pratos triviais como arroz e purê de batata. Maneire nas idas ao quilo, ao japonês e à churrascaria. Seu bolso e seu estômago agradecem.

Aposte em complementos naturais
Nada de manteiga ou queijo ralado para dar aquele gostinho especial à comida. Uma porção de parmesão chega a 100 calorias. Marlise recomenda acrescentar sementes de linhaça ao prato, uma maneira fácil de incluir no cardápio fibras, ômega 3 e ácidos graxos. Se não gostar do seu sabor, experimente sementes de abóbora ou girassol, fontes de fibra e gordura saudável.

Escolha a opção mais estranha do menu
"Carnes não usuais tendem a ser mais saudáveis por terem sido cultivadas organicamente ou produzidas em pequena escala, sem grandes operações que pedem fazendas cheias de pesticidas", acredita Stephen Perrine. Nesse sentido, prefira coelho, pato e avestruz a porco, carne de vaca e frango.

Polvilhe canela e orégano
"A canela regula a quantidade de açúcar no sangue e previne o Alzheimer, assim como o orégano é aliado contra o câncer", diz Keri Glassman, autora de The O2 Diet (inédito no Brasil). Salpicar canela no leite e orégano nos vegetais salteados é uma boa saída. "Ou amasse uma fruta, aqueça-a no micro-ondas e polvilhe canela e adoçante", sugere Sylvia Gracie, especialista em nutrição esportiva pela Unifesp.

Preserve o gostinho de quero mais
Pare de comer antes de sentir a barriga cheia e pesada. Para saber o momento certo, use a regra: em uma escala de 1 a 10, você fica muito estufada com 10. Largue o garfo quando estiver no nível 8. Aos poucos, tente fazer isso na escala 6. Você vai se sentir e parecer melhor e mais saudável.

Levante e coma
"Tome um café da manhã que contenha fibra, proteína e um pouco de gordura. A combinação ativa o metabolismo e gera saciedade até a hora do almoço", diz Keri Glassman. "Minha primeira refeição do dia é uma fatia de torrada integral com pasta de amendoim ou ovos mexidos e uns morangos." Bonus: uma pesquisa mostrou que tomar café da manhã ajuda a perder peso sem sofrer do efeito ioiô.

Candidíase: tire suas dúvidas

Descubra as causas e sintomas da candidíase, um problema que atinge 75% da população feminina, e veja como se proteger


O calor e a umidade do verão são causadores da candidíase

Basta a temperatura subir para essa infecção, que causa tanto incômodo nas mulheres, surgir. Isso porque o calor e a umidade (além do biquíni molhado) - típicos no verão - criam um ambiente favorável ao seu aparecimento. Os ginecologistas Marcello Valle, da Clínica Origen, no Rio de Janeiro, e Afonso Nazário, do Hospital Bandeirantes, em São Paulo, explicam como se proteger do problema que afeta 75% da população feminina pelo menos uma vez na vida

Qual é a causa do problema?

O grande responsável é o fungo Candida albicans, naturalmente presente na flora vaginal. Em desequilíbrio, ele provoca sintomas desagradáveis como corrimento esbranquiçado, vermelhidão, coceira, queimação e inchaço na vulva.

Em que situação é mais comum aparecer?

Em caso de queda na imunidade (causada por stress ou gripe), umidade na vagina (por causa do calor e da temperatura ambiente e do uso prolongado de biquíni molhado, por exemplo) e durante a alteração hormonal típica da menstruação - todos esses fatores facilitam a multiplicação dos fungos. A doença também pode ser adquirida por meio do contato sexual, quando o parceiro está contaminado.

Quem está mais propensa?

Mulheres grávidas ou que usam pílulas anticoncepcionais (o estrogênio facilita o aparecimento dos fungos), as que estão tomando antibióticos por um período longo (esse tipo de medicamento mata também as bactérias protetoras) ou que sofram de diabetes (a doença baixa a imunidade do organismo e altera o pH genital, favorecendo o problema).

Qual é o tratamento?

Recomenda-se o uso de fungicidas na forma de creme vaginal ou óvulo e de comprimidos via oral, que tanto a mulher como o homem devem tomar. Nesse período, não é recomendável manter relações sexuais.

É possível prevenir?

Alguns cuidados são essenciais: tirar o biquíni molhado e a roupa suada da academia o quanto antes, deixar as peças íntimas secarem em lugar ventilado (e não no boxe do banheiro), trocar regularmente o absorvente interno durante a menstruação, evitar o uso de protetores diários de calcinha (eles abafam a região, deixando-a mais úmida), vestir roupas e lingerie de algodão ou outro tecido que favorece a transpiração, dormir sem calcinha (para arejar), preferir saias e vestidos em vez de calças e roupas apertadas durante o verão.

E se eu tiver candidíase no meio de uma viagem?

Recorra a banhos de assento por dez minutos, em dias alternados. Misture uma colher de sopa de bicarbonato de sódio para cada litro de água morna (fervida previamente) - o líquido deixa a vagina mais alcalina, criando um ambiente hostil para os fungos. Se você é do tipo que sempre é pega pela candidíase, peça ao seu médico uma receita para levar na viagem ou já coloque o medicamento no nécessaire.

A alimentação também pode ajudar?

Sim. Os probióticos, nutrientes contidos nos iogurtes e leites fermentados, são bons aliados contra fungos, vírus e bactérias. O ácido caprílico do coco também é um potente antifúngico, assim como os óleos ricos em ômega 3 e 6. O alho idem - ele deve ser consumido cru ou em suplementos. É bom evitar doces: o açúcar refinado serve de alimento para os fungos proliferarem.

Há risco de a candidíase evoluir para algo grave?

Não. Mas ela pode favorecer infecções secundárias na própria vagina ou se tornar um quadro crônico recorrente, que, embora não seja sério, é bastante incômodo. Quem vire e mexe apresenta esse problema deve procurar um médico para investigar se há alguma ligação com outra doença, como diabetes.

10 dicas para evitar a enxaqueca

Leve a precaução mais a sério e livre-se desse mal - ou impeça que ele se torne crônico



Tome nota das dicas dos especialistas e drible a enxaqueca definitivamente!

1. Não sofra por antecipação. Essa atitude tão comum faz com que o organismo dispare seus sistemas de defesa – e um deles é a dor.
2. Coma a cada 3 ou 4 horas. Ficar em jejum pode baixar a quantidade de açúcar do sangue, estimulando a produção de substâncias que causam as crises de enxaqueca. E não adianta exagerar
na comida depois, que o problema não vai passar mais rápido.

3. Durma direito. Uma boa noite de sono garante o bem-estar de maneira geral. Dormir pouco ou muito, demorar para pegar no sono, acordar no meio da noite, roncar, deitar ou levantar tarde... Tudo
isso tende a desencadear as dores.

4. Procure um ginecologista. Endometriose, ovários policísticos e irregularidades menstruais podem agravar o problema. Por outro lado, quando os hormônios se equilibram (com anticoncepcionais contínuos, na gravidez ou na menopausa), essas crises costumam diminuir.

5. Tente relaxar. Irritabilidade e mudanças bruscas de humor são uma combinação explosiva para dar início à enxaqueca.

6. Tome menos café. Evite também refrigerantes com cafeína e chá-preto. Até 200 mg de cafeína por dia estão liberados. Parar repentinamente também não é bom, porque ocorre a chamada crise de
abstinência, que provoca dor.

7. Adote uma dieta equilibrada. Além de fugir dos alimentos vilões, quem tem intolerância à lactose deve passar longe de leite, queijo e derivados.

8. Exercite-se. Aumente a intensidade e a frequência dos exercícios aos poucos. Durante a atividade física, o organismo libera endorfina e serotonina, neurotransmissores relacionados ao prazer e ao relaxamento, e fica mais resistente à dor.

9. Desista dos analgésicos. Eles não tratam a enxaqueca, só aliviam a intensidade e a duração das crises. Quando elas são frequentes, o uso contínuo desses remédios tende a agravar o quadro.

10. Trate o problema precocemente. O melhor é identificar a enxaqueca o quanto antes e fazer um tratamento preventivo. Isso evita que ela chegue ao estágio crônico.

Pílula anticoncepcional: ela pode acabar te surpreendendo

Fique atenta: antifúngicos, anticonvulsivantes, antibióticos e antidepressivos podem cortar o efeito da pílula


Programar sua menstruação é uma das vantagens da pílula anticoncepcional
A boa e velha pílula anticoncepcional ainda pode surpreender você com um pacote de efeitos extra - para o bem ou para o mal.
Surpresa 1: "Pele de Rycah! Essa sou eu"
A pílula anticoncepcional é um mix de hormônios. No comprimido, a dose dos andrógenos (hormônios masculinos) costuma ser leve - diferentemente do organismo de quem tem pele e cabelo oleosos. Ao tomar a pílula, o ovário é colocado para "dormir" e deixa de produzir esses hormônios. Com menos andrógenos circulando, bingo! Em alguns meses, você terá cabelo e pele bons, menos acne e oleosidade.
 
Surpresa 2: "Querido, hoje não..."
Para algumas mulheres, a pílula pode cortar o tesão, por tornar a testosterona menos disponível. Resultado: desejo em baixa; lubrificação, idem. Antes de culpar a pílula, lembre que um namoro que caiu na mesmice ou o estresse do TCC também detonam o tesão.
 
Surpresa 3: "Gente, tô livre da TPM!"
O ciclo menstrual é como uma montanha-russa de hormônios, que mexem com as substâncias que (des)controlam o humor - fora outros efeitos colaterais, como enxaqueca, aumento da fome, insônia e cólicas. A pílula ajuda a manter os níveis hormonais sempre constantes e pode impedir que você enlouqueça na fila do supermercado.
 
Surpresa 4: "Tô gorda. E cheia de celulite"
Existem pílulas de alta dose de hormônios e as com baixa dose. Quanto mais moderna, menos hormônio ela terá. Mas, se você tiver algum problema, seu médico pode indicar uma pílula do primeiro grupo - que pode acentuar a celulite. É que o excesso de hormônios favorece a retenção de líquidos e o inchaço - um dos vilões da celulite. E, embora seja raro, a progesterona do comprimido também pode aumentar a fome.
 
Surpresa 5: "Biquíni branco. Quando eu quiser"
Programar sua menstruação é uma das vantagens da pílula anticoncepcional - basta emendar as cartelas. Desde que seu médico acompanhe! Depois de quatro ou cinco cartelas sem parar, há risco de escape, aquele sangramento fora de hora. Durante o intervalo para menstruar, você estará protegida também!
 
Surpresa 6: "Acho que posso estar grávida"
O risco é alto se você estiver tomando outros tipos de medicamento. Antifúngicos, anticonvulsivantes, antibióticos e antidepressivos podem cortar o efeito da pílula. Fique ligada e, em qualquer consulta médica, conte que está tomando anticoncepcional.

Descubra como a automedicação pode arruinar sua saúde

Entenda por que tomar remédio por conta própria pode ser um dos maiores perigos para a sua saúde




Um comprimido para dor de cabeça, outro para cólica, mais um para má digestão... Apesar do alerta de médicos, a maioria dos brasileiros toma remédio por conta própria. Agora um dado assustador:
a automedicação é responsável pela morte de 20 mil pessoas por ano no país, segundo a Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica, sendo a maior parte dos casos resultante de intoxicação e reações alérgicas.

“Medicamentos podem salvar e matar”, diz o clínico geral Antonio Sproesser, autor do livro Pergunte ao Doutor – O Guia para Solucionar suas Dúvidas mais Frequentes (Ed. Universo dos Livros). “A dosagem errada pode causar sérios problemas. Cansei de ver gente no pronto-socorro com arritmia cardíaca e falta de ar pelo uso indevido de descongestionante nasal.”

Perigo à vista

Interação medicamentosa: É o nome da reação provocada pelo uso indiscriminado de diferentes remédios consumidos ao mesmo tempo – o que pode potencializar ou reduzir o efeito de um dos medicamentos, anular o tratamento ou piorar sua saúde.

Antitérmicos e anti-inflamatórios: Se usados aleatoriamente, podem causar lesões no estômago, fígado e rins, muitas vezes irreversíveis.

Uso excessivo de antibióticos: Aumenta o risco de casos de superbactérias, que ficam resistentes aos tratamentos existentes.


Erros comuns

- Resolver na farmácia algum problema de saúde. Pior: ser atendido por um vendedor, e não pelo farmacêutico responsável.

- Ficar com preguiça de marcar consulta ou ir ao pronto-socorro e seguir orientações de pessoas não preparadas (apesar de terem boas intenções) como mãe, vizinhas e amigas. O remédio que solucionou o problema da outra não necessariamente vai solucionar o seu!

- Armazenar remédios em casa, muitas vezes sem bula e vencidos, e em locais impróprios, como banheiro e cozinha – geralmente ambientes úmidos e quentes.


O governo está de olho!

Na luta contra o hábito da automedicação no país, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou recentemente que estuda uma nova regulamentação para controlar a venda de medicamentos de tarja vermelha. Desde 2010, a entidade já exige a retenção de receita para antibióticos, nos moldes das drogas de tarja preta. E, como há muitos remédios expostos nas prateleiras das farmácias, controle-se! Compre apenas o recomendado pelo médico.

Sinusite: principais perguntas e respostas

Tire as principais dúvidas sobre sinusite e veja como se prevenir do problema ou então tratá-lo de maneira eficaz


Se não for tratada corretamente, há risco da sinusite se tornar crônica ou de trazer complicações mais sérias, como a extensão da infecção para o redor dos olhos

Além de gripe e resfriado, a temporada de frio também é campeã em casos de sinusite, doença que provoca grande congestão nasal e sensação de pressão na cabeça. Os otorrinolaringologistas Alessandra Zanoni, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e Julio Gil explicam como escapar dela ou, então, tratá-la de uma forma eficaz.

O que é?

A mucosa que reveste o nariz e os seios da face (cavidades ao redor do nariz, maçãs do rosto e olhos) inflama, provocando acúmulo de secreção e obstrução das vias respiratórias.

Quais são os sintomas e quanto tempo duram?

Dor ou pressão na cabeça, nariz entupido, secreção nasal amarelada, febre e tosse são os sinais mais comuns. Alteração do olfato e do paladar, mau hálito, dificuldade para dormir e ronco também podem ocorrer. Em média, a crise aguda dura até duas semanas. A sinusite se torna crônica quando os sintomas continuam por mais de três meses.

O que pode provocar o problema?

A maior parte dos casos é desencadeada por vírus. No inverno, a sinusite surge principalmente em decorrência de um resfriado ou gripe. Porém, bactérias e muito raramente fungos também podem provocar o distúrbio. De qualquer forma, mudança brusca de temperatura, baixa umidade do ar e aumento da poluição na atmosfera colaboram para a doença se instalar.

Quem está mais suscetível a essa inflamação?

Pessoas que sofrem de alergia respiratória, como rinite, ou que tenham desvio de septo e aumento da cavidade nasal. Baixa imunidade, infecções dentárias e uso prolongado de algumas medicações, como os corticoides, também são gatilhos.

Ela pode evoluir para um quadro mais grave?

Sim. Se não for tratada corretamente, há risco de se tornar crônica ou de trazer complicações mais sérias, como a extensão da infecção para o redor dos olhos, abcesso (concentração de pus) em regiões do crânio e até mesmo meningite.

Medidas caseiras ajudam?

Vale pingar soro fisiológico no nariz e fazer inalação para tornar a secreção mais fina, facilitando a eliminação. Beber bastante líquido também ajuda. Manter as narinas sempre limpas, principalmente nos resfriados, e evitar situações que desencadeiam crises de rinite, como andar descalça, dormir com cabelo molhado e ficar em ambiente fechado com pouca circulação de ar, são recomendáveis.

Qual é o tratamento?

Uso de remédios que aliviem os sintomas, como descongestionantes, analgésicos e anti-inflamatórios. No caso da sinusite bacteriana, é preciso tomar antibióticos. A acupuntura pode ajudar a reduzir o mal-estar, principalmente quando está relacionado a uma rinite alérgica.

Como prevenir?

Além de adotar um estilo de vida saudável, vale evitar mudanças bruscas de temperatura, manter as narinas limpas e umidificadas com a ajuda de soro fisiológico, tratar rinite, resfriado ou gripe assim que os sintomas aparecerem, procurar um otorrinolaringologista e evitar sempre a automedicação.

Em algum caso é preciso partir para cirurgia?

Sim, quando não há resposta satisfatória aos medicamentos. A cirurgia é indicada ainda em alguns casos de paciente com alteração anatômica, como desvio de septo ou hipertofia dos cornetos (estruturas internas do nariz), que prejudicam a saída da secreção.