Desligue o computador e acabe com a insônia

Estudo mostrou que a luminosidade dos equipamentos eletrônicos favorece a insônia

Até a luzinha do relógio digital pode atrapalhar o sono
Quer dormir melhor? Evite ficar de olho no celular, no tablet, no computador e na televisão muito perto da hora de ir para a cama. Um estudo americano provou que a exposição por duas horas à luz emitida por esses equipamentos eletrônicos reduz em 22% a produção de melatonina, hormônio que regula o sono e depende da baixa luminosidade para ser secretado - por isso, tem pico de produção durante a noite. Pode parecer exagero, mas até a luzinha do relógio digital ou do standby da TV é capaz de atrapalhar seu descanso. Se não der para se desligar totalmente, limite o tempo diante desses aparelhos, suavize o brilho da tela e deixe-os longe da cama para diminuir o prejuízo. No dia que precisar trabalhar até tarde no computador, procure uma forma de relaxar e dê um tempo antes de deitar para não ficar fritando na cama.

Tuberculose: 5 verdades sobre a doença do cantor Thiaguinho

O cantor Thiaguinho foi diagnosticado com tuberculose, mas está bem e vai começar o tratamento

Assessoria do cantor Thiaguinho informou que ele tem tuberculose
Foto: Divulgação
1. Ela tanto pode ser pulmonar como extrapulmonar. Neste último caso, se manifesta em outros órgãos, como rins e intestinos. Em todos os casos, o tratamento é feito com antibióticos e o doente pode se curar totalmente.

2. A tuberculose mais comum é a pulmonar, que surge acompanhada de tosse por mais de 15 dias, febre noturna ou vespertina, perda de apetite e de peso.

3. A doença é transmitida pelo ar e não por contato. Por isso, quando a pessoa já foi diagnosticada e está sendo tratada, não há mais risco. Ela pode até compartilhar copos e talheres com outras pessoas. “A única orientação é manter a casa arejada, ensolarada e pedir que os familiares façam exames”, salienta o pneumologista Lúcio Souza dos Santos.

4. A vacina contra a tuberculose é a BCG, aplicada de graça, em dose única, quando nascemos. Ela é mais eficiente contra formas mais graves da doença.

5. O tratamento é gratuito e cura a doença, mas quem já contraiu tem um risco maior de recaída nos dois primeiros anos após o tratamento. “É preciso ficar atenta a quedas de imunidade, comuns em quem tem diabetes, e até a problemas emocionais, como depressão”, alerta Lúcio. 

Aprenda a aliviar a dor nas costas

A bolsa de água quente e a acupuntura podem aliviar alguns tipos de dores. Veja o que fazer quando a dor nas costas começar a incomodar

Existem soluções diferentes para a dor em cada região das costas
É raro quem nunca sentiu dor nas costas por causa de má postura, stress, tensão ou sedentarismo. As mulheres que usam salto alto com frequência e carregam bolsa pesada estão ainda mais sujeitas a esse tipo de desconforto. O que fazer quando a dor aparece? Manter a calma e tentar avaliar o nível que ela alcança. O fisioterapeuta Carlos Wiering, de São Paulo, sugere você usar uma escala de 1 a 5 (1 igual a pouca dor e 5 muita). "Se ela estiver entre 1 e 2, alongue a região e aplique compressa quente", orienta ele. "Sessões de acupuntura e massagem também trazem alívio e ajudam a prevenir novas crises” diz a acupunturista Silvia Ferreira, de São Paulo. Mas se a dor atingir o nível 3 ou mais, e persistir por mais de uma semana, procure um ortopedista para uma avaliação completa e siga o tratamento indicado.


Pescoço e ombros

O que alivia: Aplicar no local da dor uma bolsa de água quente ou toalha quente e úmida por 20 minutos. Alongar a região suavemente: leve o queixo em direção ao peito, depois no sentido de cada ombro; incline a cabeça devagar tentando encostar a orelha em um ombro e depois no outro. Repetir de três a quatro vezes por dia.


No meio das costas

O que alivia: Uma sessão de acupuntura e de massagem com uma mistura de óleos essenciais de copaíba, hortelã-pimenta, gengibre e lavanda ajudam aliviar a dor em pouco tempo.


Região lombar, próximo aos rins

O que alivia: Reforçar a alimentação com sementes (em especial, gergelim preto), recorrer a práticas como o tai chi chuan e experimentar sessões regulares de acupuntura. Um alongamento clássico, esticando o corpo e se espreguiçando levemente, sem torções, também é eficaz. Agora, se a dor for nos rins e não nas costas (o desconforto não melhora com nenhuma ação), procure um médico.
 

Offline: existe vida fora da internet

Ficar conectado o tempo todo é tããão fora de moda! A nova tendência - surpresa! - é aproveitar a vida em vez de dar like no Facebook. E já existe até um nome para ela: JOMO. A sigla em inglês prega o prazer de curtir os bons momentos offline

A moda agora é cultivar o prazer fora da rede, o JOMO (joy of missing out)
Checar o Facebook e o Twitter o dia todo e bater papo no WhatsApp nas horas vagas é coisa do passado. A moda agora é o Jomo, sigla que está bombando nos Estados Unidos e significa "joy of missing out" (prazer em ficar por fora). E já desbancou a expressão Fomo, famosa por significar o oposto: "fear of missing out" (medo de ficar por fora). Aquele sentimento que temos, ao olhar a timeline, de sempre estar perdendo alguma notícia essencial ou de que a vida dos amigos é muito melhor do que a nossa. Um número cada vez maior de pessoas está descobrindo que é muito mais divertido aproveitar a própria vida do que acompanhar virtualmente a dos outros (e ter a sua acompanhada).

A foto do cachorro da amiga é fofa, mas o seu bichinho de estimação é mais. Preparar o jantar vai ser mais eficaz para matar a fome do que olhar o check-in do colega em um restaurante. E qual o sentido em ficar lendo os comentários sobre uma festa enquanto você está em outra? Ou, pior, correr o risco de perder o emprego por causa do Facebook? "As redes sociais são os vilões da produtividade. Nosso cérebro demora a retomar a concentração quando interrompido. Resultado: o desempenho cai", diz o psiquiatra Cristiano Nabuco, de São Paulo.

Os adeptos do Jomo aprenderam a usar a internet de forma mais inteligente: ler notícias, saber do trânsito, fazer transações bancárias - e até checar o Face, por que não? Mas só quando estiver com tempo livre e sozinha. "As tecnologias não são inimigas. Elas facilitam nossa vida e ajudam na comunicação. O problema é o mau uso", diz a psicóloga Rosa Maria Farah, de São Paulo. As perguntas que devemos nos fazer para descobrir se estamos acertando são: "Está me acrescentando?" e "Prejudica meu trabalho ou convívio social. À medida que as pessoas começam a fazer isso, cada vez mais gente volta a olhar para o mundo sem a interferência de uma tela.


DESCONECTANDO EM 3, 2, 1...

1. Você está num bar com os amigos e o ambiente é tão legal que não dá para parar de postar fotos.


- É exagero! - Em vez de aproveitar o tempo para contar as novidades aos amigos, fica abduzida pelo mundo virtual.

- Mas é ok - Tirar fotos. Afinal, é ótimo ter esses encontros registrados. Só não perca um tempão escolhendo o melhor filtro do Instagram para postar as imagens. Publique mais tarde, quando chegar em casa.


2. Em vez de trabalhar ou fazer o relatório da faculdade, você fica bisbilhotando seu feed do Facebook e curtindo as fotos do Instagram.

- É exagero! - Se não parar de interromper o que está fazendo, vai terminar a tarefa ainda mais tarde. Vale mesmo a pena varar a madrugada?

- Mas é ok - Estabelecer pequenas regras. Prometa focar no trabalho da faculdade e ficar pelo menos duas horas sem olhar o Facebook. Sim, você só poderá entrar depois desse tempo. Não cumpriu? Castigo. Duplique o período sem acessar.


3. Você vai ao seu show preferido e grava absolutamente TODAS as músicas pelo tablet, smartphone ou câmera.

- É exagero! - Enquanto registra tudo pela câmera, você deixa de viver a emoção do momento. Em vez de curtir o show, passa boa parte do tempo conferindo o resultado das filmagens. Neste caso, não seria mais fácil ver tudo pela TV, no conforto da sala da sua casa?

- Mas é ok - Mesmo se você estiver na área vip, sua filmagem jamais será melhor que a do DVD lançado após o show ou da sua exibição em algum canal de TV. Se pagou pelo ingresso e está lá, frente a frente com a sua banda preferida, simplesmente aproveite e dance! Existe memória melhor?

Como controlar os sintomas da asma

Mais comum nas crianças, a asma provoca falta de ar, tosse e chiado no peito. Mas é possível controlar os sintomas

Se tratada correntamente, a asma atrapalha menos
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 300 milhões de pessoas sofrem com a asma no mundo. No Brasil, ela é uma das principais causas de internação pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Falta de ar, tosse e chiado no peito são sintomas comuns do problema. Saiba um pouco mais sobre essa doença, que ataca principalmente as crianças.


Fatores de risco

Ter familiares com asma e apresentar rinite ou dermatite atópica (eczema). Pó, mofo, pelo de animais, fumaça de cigarro, cheiros fortes e atividades físicas muito intensas podem desencadear crises.


Nos pequenos

A asma é mais frequente em crianças porque elas têm vias respiratórias menores e, consequentemente, mais chances de sofrer complicações. Na infância, o problema é mais comum nos meninos.


Cuidados

Manter a casa livre de pó e mofo, tomar remédios sempre prescritos pelo médico e vacinas ajudam a controlar a doença, mas não há cura. Com o tratamento adequado, no entanto, dá para levar uma vida normal.

Sexo com dor? Pode ser sinal de doença

A gente listou aqui cinco tipos de dores comuns que aparecem bem na hora do sexo. Identificou os sintomas? Corra pra gineco!

Procure um ginecologista de sentir dor durante a transa
Cólica intensa

Durante a penetração, você sente uma cólica mais forte que a da menstruação.

Pode ser... Um sinal de que há algo errado com o seu útero, como um acúmulo de sangue, causado por endometriose, ou cistos no ovário. Nesses casos, um anticoncepcional de efeito contínuo, que não deixa menstruar, ajuda na fase inicial. Mas em casos avançados pode ser preciso fazer cirurgia.


Lá no fundo

Uma dor latente, bem no fundo da vagina, não para de incomodar.

Pode ser... Uma DST, que provoca a inflamação das trompas. "Os tipos que têm esse sintoma são a vaginose, que traz a sensação de algo estar escorrendo, e a tricomoníase, acompanhada de um corrimento verde", diz José Riechelmann, presidente da Associação Médica Brasileira de Sexologia. Para tratar, tem que tomar antibiótico.


Tá ardendo!

O vaivém do pênis provoca uma ardência na entrada da vagina.

Pode ser... Alergia ao látex da camisinha ou ao uso de géis com sabor. Se rolar, lave bem a região e tente produtos de outras marcas. "Já se tiver corrimento, vá ao médico, pois pode haver alguma infecção", diz Luciana Taliberti, ginecologista de São Paulo.


Aperto na barriga

Ao transar, vem a sensação de pressão ou desconforto na região abdominal.

Pode ser... Simplesmente um sinal de que você está ovulando - cerca de 14 dias antes da menstruação, quando há acúmulo de líquidos e inchaço no útero. É um processo natural e não passa de um dia. Mas a dor também pode ser um sintoma inicial de infecção urinária, que precisa ser controlada com antibióticos.


Arde ainda mais!

Neste caso, o ardor vai desde a entrada até dentro do canal vaginal.

Pode ser... "Uma infecção por fungos ou bactérias, se vier acompanhada de corrimento", explica Érica Mantelli, ginecologista do Rio de Janeiro. Ou um sinal de herpes genital, uma DST que apresenta feridinhas iguais às aftas bucais. Só depois de avaliar a origem do problema o médico indicará um antibiótico oral ou em forma de creme vaginal.

5 dicas para fazer bonito no Instagram

Não encha o feed dos seus amigos com várias fotos iguais ou enfadonhas. Siga nossas dicas e se dê bem no Instagram

Angélica e Priscila Fantin vivem publicando fotos na internet

 
1. Baixe aplicativos de filtro para ter mais opções de efeito para as fotos.

2. Prefira fotografar em locais com boa iluminação. O flash deixa as pessoas pálidas e os objetos estranhos.

3. Não seja repetitiva. Fotografe temas variados em ângulos diferentes.

4. Rede social não é cardápio. Pra que clicar tudo o que come?

5. Pegue leve com as hashtags (#).

Endometriose: a doença que causa dor e pode impedir a gravidez

A dor intensa no período menstrual e nas relações sexuais é sintoma típico da endometriose. A doença, que atinge milhões de brasileiras, rouba o humor, a capacidade de trabalho e pode impedir a gravidez

Uma pesquisa indicou que mais da metade das brasileiras não sabem o que é endometriose
Ela atinge, no mínimo, 15% das brasileiras em idade fértil - ou cerca de 7 milhões. Como muitos casos ainda não foram diagnosticados, os especialistas calculam que o grupo que sofre com a endometriose por aqui seja maior, de 10 milhões. A doença causa inúmeros prejuízos, entre eles a queda da produtividade. Há uma perda, em média, de 10,8 horas semanais, porque a profissional fica de cama ou sem gás para trabalhar. A descoberta é de um estudo da Universidade Oxford, na Inglaterra, com 1.418 mulheres de dez países, incluindo o Brasil.

A endometriose surge quando células do endométrio (tecido que reveste o útero) se fixam em outros locais do abdome, como ovários, trompas, os ligamentos que sustentam o útero, a área entre a vagina e o reto, a superfície externa do útero, a membrana que reveste a parede abdominal (peritônio). Dali, continuam a responder aos estímulos hormonais - assim, o tecido cresce todo mês e sangra. Por não ter como escoar, o sangue se acumula, causando inflamações. E elas podem provocar sofrimento incapacitante, que se manifesta como cólica menstrual, dor pélvica crônica e dor nas relações sexuais. Às vezes, as células do endométrio "grudam" em cicatrizes de cirurgias ou sobre o intestino e a bexiga, causando desconforto ou dor ao urinar e evacuar, além de infecção urinária e diarreia, sobretudo nos dias da menstruação. Segundo o ginecologista Nicolau D’Amico Filho, os focos podem ser superficiais ou profundos. Mas a intensidade da dor nem sempre é proporcional à gravidade. Mulheres com quadros profundos podem relatar pouca dor, e vice-versa. Uma minoria não apresenta sintomas. Metade das portadoras está sujeita à infertilidade. "A endometriose pode causar obstrução nas trompas, o que inviabiliza a gravidez por meios naturais", explica o ginecologista Carlos Alberto Petta, que participa de pesquisas sobre o tema. A doença também leva a alterações hormonais, bioquímicas e imunológicas que atrapalham o funcionamento do aparelho reprodutivo.

Brasileiras não conhecem a doença

Apesar de tantos estragos, a doença permanece desconhecida. Uma pesquisa da SBE (Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva), divulgada do ano passado, ouviu 5 mil brasileiras acima dos 18 anos: 55% não sabiam o que é endometriose. Pior: ainda vigora entre as mulheres - e às vezes até entre os médicos - a falsa ideia de que as cólicas menstruais são normais. "A consequência é o diagnóstico tardio", lamenta Petta. "Enquanto a mulher ouve que não tem nada, a doença avança. Com frequência, só é detectada quando tenta engravidar e não consegue." O tempo entre o início dos sintomas e o diagnóstico varia de sete a dez anos. Há prejuízo emocional: "Uma mulher cheia de dores que vai ao médico e não descobre o que tem fica desacreditada, inclusive pelos familiares, e corre risco de depressão", avisa D’Amico Filho. Para reverter a situação, 56 representantes de 34 organizações médicas e de pacientes de vários países (incluindo o Brasil) organizaram o primeiro guia internacional com diretrizes para diagnóstico e tratamento, publicado na revista científica Human Reproduction em março, mês da conscientização sobre endometriose. O documento da World Endometriosis Society (WES) destaca a importância de orientar quem sofre de cólicas e dores pélvicas a buscar ajuda médica, mesmo na adolescência.


Como surge a endometriose
A principal causa da endometriose é a chamada menstruação retrógrada: 80% das mulheres têm refluxo de parte do sangue menstrual, o que leva as células do endométrio para outros locais, diz D’Amico. "Em quem tem endometriose, o sistema imunológico falha e não destrói as células que estão fora do seu habitat." Ter parentes em primeiro grau com a doença aumenta em oito vezes o perigo de desenvolvê-la. "A exposição excessiva ao estrogênio estimula o crescimento dos focos. Por isso, menstruar cedo, engravidar tarde e ter menos filhos eleva o risco", diz a ginecologista Rosa Neme. O stress e a poluição favorecem o quadro.

O diagnóstico é feito por meio de exame ginecológico com toque vaginal - que detecta lesões no fundo da vagina, causadoras das dores na relação sexual - e métodos de imagem, como a ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e a ressonância magnética da pelve. O índice de acertos do primeiro ultrapassa 95% e do segundo fica em 70%, diz Rosa Neme.


Alívio novo

Não há cura para endometriose, mas o tratamento bem orientado produz alívio. Em casos superficiais, pode-se indicar algum anticoncepcional hormonal (pílula ou DIU, implante, anel, adesivo). Os focos que afetam o peritônio e os ovários, em geral, regridem com análogos do GnRH, remédios injetáveis à base de hormônios que interrompem a menstruação, colocando a mulher numa falsa menopausa. Mas eles causam ondas de calor e aumentam o risco de osteoporose. Podem ser adotados, no máximo, por seis meses. Uma progesterona aprovada em novembro, a dienogeste, obtém o mesmo efeito sem os inconvenientes. "De uso oral, reduz a lesão, melhora a dor e não tem tempo-limite de prescrição", informa Rosa. Porém, custa mais e provoca insônia, enjoo, mal-estar e dor de cabeça nos primeiros meses. A endometriose profunda tem indicação cirúrgica: os focos são retirados por videolaparoscopia e seu leito cauterizado. Auxiliam na recuperação dieta equilibrada, exercícios físicos, acupuntura e outros métodos para manejo do stress e controle do peso - o tecido gorduroso produz estrogênio. Se houver dificuldade para engravidar, o tratamento depende da idade. "Até 35 anos, primeiro, cirurgia de remoção dos focos; depois é melhor partir logo para a fertilização assistida", diz Petta. O principal conselho é não perder tempo. Quanto antes for feito o diagnóstico, melhor para a saúde reprodutiva.

O que o ritmo do batimento cardíaco diz sobre a saúde do coração

Um batimento cardíaco firme é vital para a saúde do seu coração. Mas novas pesquisas revelam que o intervalo entre eles é a parte mais relevante

Conteúdo Women's Health
Seus batimentos cardíacos são como o compasso de uma música
A variabilidade da frequência cardíaca (VFC) é provavelmente o mais importante indicador de saúde que você desconhece - a não ser que tenha amigas cardiologistas.
Ela está relacionada a uma série de distúrbios (stress, depressão, diabetes, insônia, doenças do coração) e funciona como catalisadora e sinalizadora de enfermidades.

Variabilidade da frequência cardíaca é a variação do intervalo entre os batimentos do coração. Imagine que seus batimentos cardíacos (a quantidade de vezes que o órgão bombeia sangue por minuto) são como o compasso de uma música. A VFC é o ritmo que faz a canção acelerar ou desacelerar, mudando o tempo entre as batidas.

Medida em milésimos de segundo, a VFC é inaudível ao ouvido. Quanto maior ela for, melhor. "Ter uma variabilidade baixa é ruim e pode ocorrer em pessoas que têm doenças do coração ou não se exercitam", diz a cardiologista Denise Hachul, de São Paulo.


Siga o ritmo

Para entender como a VFC sobe e desce, é preciso olhar primeiro para o sistema nervoso autônomo (SNA), que influencia o funcionamento de todos os órgãos principais e divide-se em duas ramificações. A unidade parassimpática reduz os batimentos, enquanto a simpática os acelera. Ambas se alternam na liderança de acordo com o seu momento: relaxada, estressada. Mas, se você se expuser a um longo período de stress mental e físico, o sistema simpático fica dominante, deixando-a continuamente no modo de luta ou fuga, o que reduz a VFC. "Uma variabilidade de frequência cardíaca baixa pode sinalizar que algo vai mal antes que outros sintomas se manifestem", diz Craig McLahlan, professor da Universidade de New South Wales, na Austrália. Cada pessoa tem sua própria variabilidade ideal; logo, não há uma medida-padrão. Mas uma taxa elevada significa que seu organismo está em equilíbrio e que você vai se recuperar rapidamente de stress, dores e doenças. "A VFC é provavelmente a melhor maneira de avaliar a saúde cardíaca, o que, por sua vez, reflete o bem-estar geral", diz Emad Aziz, cardiologista da Universidade Columbia, nos EUA. A boa notícia é que aumentar a variabilidade da frequência cardíaca é relativamente simples. Adote as dicas a seguir e melhore a saúde do seu peito.


1. Exercite-se regularmente. Uma pesquisa da Universidade de Bath, na Inglaterra, revelou que 30 a 45 minutos diários de atividade moderada a intensa, como corrida, aumentou a variabilidade da frequência cardíaca dos voluntários. Além disso, o exercício cardiovascular queima a gordura visceral que reduz o índice.

2. Respire longa e profundamente. A prática acalma o sistema nervoso e eleva a variabilidade. "Sempre que se lembrar durante o dia, faça sete respirações profundas e longas", sugere a osteopata australiana Rosalba Courtney.

3. Evite a poluição do ar. Tente não circular perto de avenidas movimentadas e proteja o seu coração. Se você não puder fugir desses lugares, adicione à dieta peixes ricos em ômega 3 (salmão, arenque e sardinha). Esse ácido graxo atenua o impacto da poluição no órgão.

4. Tire do cotidiano o BPA, composto presente em plásticos. Num estudo da Universidade da Coreia do Sul, pessoas com alta concentração de BPA na urina tinham baixa VFC.

5. Aumente o consumo de vitamina B12. Uma pesquisa da Faculdade de Medicina St. John’s, na Índia, revelou que a deficiência no nutriente reduziu a variabilidade da frequência cardíaca dos voluntários, mas o índice elevou-se quando eles tomaram suplementos por três meses. Coma carne bovina e ovos para obter sua cota.