Sal em excesso é o estopim para a formação de pedra nos rins

As temidas pedras nos rins são responsáveis por dores terríveis, as chamadas cólicas renais. Tomar bastante água e ter mão leve na hora de salgar a comida são importantes medidas preventivas

Que tal reduzir as pitadas?
A cólica renal ocupa lugar de destaque no ranking das dores. E esse desconforto tem tudo a ver com cálculos ou pedras produzidas nos rins. Dependendo do tamanho – muitas ultrapassam dois centímetros! – e do local onde estacionam, nosso corpo dispara contrações para eliminá-las e lá vem o sofrimento. “O cálculo se forma a partir da aglomeração e da cristalização de partículas”, diz o nefrologista Bento Cardoso, do Hospital Albert Einstein. A genética conta muitos pontos, mas o excesso de sódio – o do sal de cozinha – é apontado como estopim para a formação de cálculo em quem já tem propensão. Que tal reduzir as pitadas?


As pedrinhas mais comuns

Estima-se que a maioria dos cálculos seja feita de cálcio ou de ácido úrico. O primeiro tipo é bem duro e compacto, já o segundo é mais mole e é quase transparente, por isso não costuma aparecer no raio X.


Dá-lhe água!

A melhor maneira de prevenir a formação de pedras é bebendo muita água. Nem espere a sede chegar! Uma sugestão é programar o relógio para avisar a cada duas horas que você tem que tomar um copo. Passados alguns dias, para se acostumar sem o alarme, cada vez que fizer xixi, reponha o líquido.


Ao combate

As pedrinhas são expelidas naturalmente, mas para as maiores existem aparelhos que funcionam como “britadeiras”. Uns contam com laser e são introduzidos via uretra (canal pelo qual passa a urina) até alcançar o cálculo. Há também os que disparam ondas de ultrassom e “quebram” os pedriscos. Tudo se reduz a pó ou então a minúsculos pedaços que costumam ser aspirados.


Chazinho funciona mesmo?

Embora existam poucos estudos sobre a ação do chá de quebra-pedra – seu nome científico é Phyllanthus niruri –, o fato é que se trata de mais uma forma de ingerir líquidos, o que já ajuda a diluir os sais da urina e prevenir os cálculos. Uma dica é comprar a erva em locais de confiança para não cair na cilada de levar folhas mofadas, contaminadas ou de outras espécies.

Leite, o injustiçado

Antigamente os alimentos ricos em cálcio eram considerados vilões. Hoje, sabe-se que o problema está no metabolismo das pessoas que formam as pedras e que pode ser desde a absorção exagerada do mineral até uma falha na eliminação pelos rins.

6 mudanças no seu corpo que podem ser sinal de doença

Pele manchada, cabelo ralo... Você acha que é uma questão de beleza, mas pode ser sinal de que sua saúde não vai bem

Ganho de peso excessivo pode indicar alterações hormonais
Engordar e não conseguir emagrecer, perder muito cabelo e ter manchas nas unhas e na pele podem ser um alerta maior do que problemas estéticos: "O diagnóstico de uma doença pode sair de uma lesão na pele, alterações nas unhas ou nos fios", diz a dermatologista Tatiana Gabbi, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Os sinais que aparecem pelo corpo podem indicar, por exemplo, distúrbios na tireoide, anemia, diabetes e outros males. E você sabe: quanto antes tratar, melhor. "Não é preciso alarde. O importante é ficar de olho nos sinais e visitar regularmente seu médico", diz o clínico geral Paulo Camiz, professor do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Se liga nessa!


1. Fios pelo chão

Queda: "É normal perder de 100 a 200 fios por dia", diz Tatiana. "A queda de cabelo pode indicar anemia, doenças na tireoide e até estresse. Menos frequente, pode ser sinal de lúpus ou sífilis", completa a dermatologista.

Cabelo ralo: Está notando diferença no volume dos fios e enxerga o couro cabeludo? "Associado com acne, seborreia e pelos no rosto, isso pode ser um indicativo de síndrome do ovário policístico", diz Tatiana.


2. Pele com manchas

Temos que ficar atentas a tudo que se manifesta na nossa pele. Segundo Tatiana, manchas escuras e com textura aveludada, que geralmente surgem no pescoço, axila e virilha podem ser sinais de resistência à insulina ou diabetes. Já manchas claras podem ser causadas por excesso de sol ou por fungos. "As clarinhas também podem indicar vitiligo ou hanseníase", explica Tatiana.


3. Alterações na unha

De olho: "Unhas azuladas e com a curvatura mais acentuada são possíveis sinais de problemas pulmonares, como enfisema e bronquite", diz Tatiana. "Quando a parte branca, próximo à cutícula, avança, pode ser sinal de doença renal", diz Camiz.

Tamanho das garras: Se as unhas estão com o crescimento muito lento pode ser sinal de alteração metabólica, como diabetes, ou pode haver algo de errado com seus hormônios.

Sinal amarelo: Nem sempre unhas fracas têm a ver com a falta de vitaminas. De acordo com a dermatologista, isso pode ser resultado de contato com produtos de limpeza ou de traumatismos, como digitar.


4. Alterações na balança

Se mesmo controlando a alimentação o seu peso só aumenta - o que também é um golpe para a autoestima -, é hora de olhar como andam seus hormônios! "Ganho excessivo de peso, assim como a perda, pode indicar distúrbios na tireoide, mas também pode ser efeito colateral de remédios, que diminuem a taxa de metabolismo do corpo", diz o clínico geral Camiz. Procure seu médico.


5. Ai, que cansaço!

É natural que bata aquela vontade de se jogar no sofá após um dia corrido. Mas fique alerta se a sensação de desânimo e a cara de acabada estão frequentes. "Hoje em dia, o quadro de cansaço está muito relacionado a doenças psiquiátricas, como a depressão, mas pode também ser fonte de outros males, como anemia e distúrbios na tireoide", afirma Camiz. Repare nos sinais do seu corpo, ok?


6. Abra o bocão

Apesar de o alerta não ser estético, vale ficar atenta. Quando a língua deixa de ter o aspecto rugoso, pode estar faltando nutrientes. Segundo Camiz, isso é sinal de carência de vitamina B12 e de ferro

O que acontece com o seu corpo durante a gripe

Por que o vírus da gripe, altamente infeccioso, nocauteia o organismo

No quarto dia, seu corpo já não dá conta de impedir a proliferação do vírus
Nas primeiras horas

Toda vez que um doente tosse, expele cerca de 2 mil gotículas com vírus. Se você inalou uma delas (ou esfregou o nariz ou os olhos após ter tocado em uma maçaneta contaminada), ela flutuará por suas narinas até chegar às vias aéreas. Diferentemente dos resfriados, que atacam o nariz e a garganta, o vírus da gripe pode parar nos pulmões. Seu sistema imunológico reage imediatamente. Ele produz anticorpos e células T para destruir o vírus. Se o organismo está vacinado contra o invasor, há anticorpos disponíveis.


No próximo dia ou dois

O vírus agora usa a fábrica celular do corpo como uma máquina copiadora. As células - infladas pelo vírus, que se multiplica rapidamente - estouram feito balões de água, espalhando vírus por toda parte.

Você agora é contagiosa. Por isso, deve sempre espirrar ou tossir num lenço de papel.


No quarto dia

- Seu sistema imunológico não dá conta de impedir a furiosa proliferação da gripe. Sintomas chegam como um trem de carga. Você pode ficar acamada com febre, calafrios, dores de cabeça e musculares. Uma dose de ibuprofeno talvez alivie as dores.

- Não é o vírus que faz você se sentir um lixo. A sensação decorre da inflamação, resultado de um sistema imunológico em alerta. Como toda a energia do corpo é usada para destruir a gripe, você dificilmente terá forças para ir até o banheiro.

- Para impedir que restos de células mortas entupam os pulmões, o organismo desenvolve uma tosse seca. Sua garganta fica irritada e começa a doer. Pode começar a produção de muco. Um spray nasal talvez amenize o sintoma.


Nos próximos três dias

- Você está presa na cama. Não perca tempo tomando vitamina C - melhor beber litros de água e repousar.

- Se você realmente for azarada, bactérias normalmente inofensivas invadiram seus pulmões para se alimentar de restos de células mortas, colocando-a em risco de desenvolver pneumonia.


Após uma semana

- Supondo que você tenha escapado da pneumonia, seu sistema imunológico finalmente combateu a gripe. Ufa! A inflamação desaparece lentamente, assim como os sintomas. Mas você ainda é contagiosa por um dia ou dois. Talvez ainda leve mais uma semana até se sentir 100% recuperada.


De agora em diante

- Lave suas mãos. Essa é a melhor maneira de proteger-se contra um novo vírus. Esfregue os dedos, a palma eo dorso com sabão em água corrente por pelo menos 20 segundos depois de cumprimentar pessoas ou tocar objetos compartilhados, como maçanetas.

Automedicação: os riscos e as alternativas naturais para acabar com as dores

Tomar medicamentos por conta própria é perigoso para a saúde. Entenda os riscos que você corre e fuja disso!



Usar um remédio sem falar antes com o médico pode ter consequências sérias, como mascarar um problema de saúde grave. "É comum as pessoas se medicarem quando o sintoma parece bobo. Mas um órgão dolorido é o primeiro sinal de uma doença e, se a dor persiste, o certo é consultar um médico", diz Antonio Carlos Barbosa de Souza, clínico geral da Associação Paulista de Medicina. Conheça outros perigos da automedicação e fuja dessa fria.


Analgésicos e antigripais não são inofensivos

Até um simples remedinho que tira a dor de cabeça ou alivia o mal-estar da gripe pode ser arriscado. É o caso do ácido acetilsalicílico, vendido livremente e que atua como analgésico, anti-inflamatório e antifebril, mas que é uma ameaça se tomado em doses altas. "Para pessoas com gastrite avançada, há o risco de desenvolver uma úlcera", diz Souza. A droga também afina o sangue, podendo causar problemas de coagulação. Por isso, seu uso prolongado só deve ser feito com indicação médica. Segundo o especialista, outra classe de medicamentos muito utilizada é a dos antigripais. Eles podem mascarar outra doença, ou seja, esconder sinais de alerta importantes. "Seu uso não deve ultrapassar três dias. O que parece ser uma gripe comum pode se tratar, na verdade, de uma pneumonia."


O perigo do uso errado de anti-inflamatórios

Quem nunca se desesperou e tomou o primeiro anti-inflamatório que encontrou em casa para melhorar a dor de garganta ou um mau jeito nas costas? Tente alívio de outra maneira, a não ser que o remédio tenha sido receitado por um médico. O excesso de anti-inflamatórios pode causar lesões graves nos rins e no fígado. "Quando o uso prolongado for necessário, deve ser acompanhado de exames de função renal e hepática", diz Souza. Os corticoides, então, que são potentes anti-inflamatórios, deveriam ficar de fora da farmácia caseira. Se tomados do jeito errado, causam uma série de resultados indesejados, que vão do ganho de peso à osteoporose. Cuidado!


Não misture medicamentos

Quem faz uso contínuo de medicamentos para doenças crônicas, como hipertensão ou diabetes, deve redobrar a atenção. A chamada interação medicamentosa, que é a combinação das drogas entre si, pode reduzir o efeito de uma delas e trazer consequências ruins para o organismo. Somente um médico tem condições de avaliar o risco e permitir (ou não) que você tome determinado remédio.


Alternativas naturais

Veja as sugestões da naturóloga Rita Valdujo para aliviar alguns sintomas, mas lembre-se: se eles persistirem, vá ao médico


Dor de cabeça

Exercícios de respiração ajudam. Segundo a filosofia hindu, cada um dos lados do nariz tem uma energia diferente. Para aliviar a dor de cabeça, feche a narina direita e respire algumas vezes somente pela esquerda.


Cólica menstrual

Aqueça a barriga com uma bolsa de água quente. Prepare um chá de pau de canela e beba em seguida. A canela auxilia a expulsão do sangue e pode aumentar um pouco o fluxo menstrual, não se assuste.


Dor de garganta

Mastigue gengibre cru ou faça um chá com a raiz, que é ótima para esta queixa. Também é indicado pingar, no chá, umas gotas de própolis, que é antibacteriano e anestésico. Mas quem tem alergia a pólen não deve usar própolis.


Dores musculares

Massageie os ombros no banho. Faça um chá de alecrim ou gengibre, misture num creme e passe na região. Quem tem pressão alta, trombose ou usa medicamento homeopático não deve utilizar essas plantas.


Febre

Indica que há uma inflamação ou infecção. Procure o médico se não ceder em algumas horas. Faça repouso e beba bastante água, suco de laranja, limão ou maçã. Aplique compressas de água em temperatura ambiente na testa.

O beabá da higiene íntima em cada fase da vida

Cuidar da higiene íntima é uma tarefa rotineira dominada por todas as mulheres. Certo? Errado. Novas pesquisas revelam que muitas precisam redobrar a atenção com a limpeza para evitar infecções, coceiras e odores desagradáveis

A higiene íntima deve ser feita de uma a três vezes ao dia
Uma pesquisa inédita sobre hábitos de higiene íntima entre universitárias, coordenada pelo Departamento de Tocoginecologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), aponta muitos hábitos inadequados de higiene. O estudo, realizado com 367 estudantes com idade média de 22 anos, mostra que mais da metade (52,6%) das entrevistadas tomam um banho por dia e apenas 11,5% têm o hábito de usar duchas higiênicas (não as que são introduzidas na vagina). Somente 7,7% higienizam a genitália e a região perianal com água corrente após urinar e 12,6% depois da evacuação. Quase 90% das universitárias usam exclusivamente papel para higiene anal e, dessas, 19,2% fazem a limpeza de trás para a frente - um erro grave, já que o ânus é cheio de bactérias. No período menstrual, apenas 18% aumentam a frequência do asseio e 39% referem ter corrimento vaginal constantemente.

É por causa de erros como esses que muitas se queixam de coceira, fissuras e secreções frequentes, o que leva a uma doença. "As infecções mais comuns decorrentes da falta de higiene são a tricomoníase, causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis; a gardnerella, consequência da superpopulação de bactérias do tipo Gardnerella vaginalis; e a candidíase, originada pelo fungo Candida albicans", diz o ginecologista Paulo César Giraldo, professor da Unicamp. Os sintomas são parecidos: corrimento de cor amarelada ou esverdeada, odor desagradável, prurido, coceira e, às vezes, manchas brancas nas paredes da vulva. Entenda o que mais você precisa saber.


Beabá da limpeza

A recomendação é que a higiene seja feita de uma a três vezes ao dia; superior a três vezes no período menstrual; sempre após a relação sexual e a atividade física, de preferência com água e sabonete especial e usando só os dedos. Esponja, cotonete ou qualquer outro apetrecho deve ser descartado, pois pode provocar ferimentos. Os dedos oferecem maior mobilidade na hora da limpeza, o que é importante para lavar o clitóris e retirar o esmegma, resíduo branco formado por células epiteliais, óleo e gordura genital. Siga o passo a passo:

1. Usando água corrente morna, sabonete líquido específico e os dedos, lave a vulva (parte exterior do aparelho genital feminino) e a região pubiana (dos pelos) com movimentos delicados e circulares. Limpe também os sulcos interlabiais (entre os pequenos e os grandes lábios) e o clitóris. Depois, com os dedos na horizontal, a higiene deve ser feita da vagina para o ânus, para que não haja contato do material retal com o genital.

2. Faça a higienização por, no máximo, três minutos em cada área, evitando, assim, que a região fique ressecada.

3. Enxágue as áreas higienizadas com água.

4. Seque a região com toalha macia para evitar a proliferação bacteriana, fúngica ou viral.


Parceiro ideal

A vagina possui uma proteção natural promovida por bactérias do grupo Lactobacillus casei, que formam a chamada flora vaginal. Elas deixam o pH local ácido, evitando a proliferação de fungos e bactérias. Entretanto, os lactobacilos não garantem uma proteção 100% eficaz, por isso é necessária uma boa limpeza. Mas higiene íntima não significa higiene interna. Ela deve se concentrar na região da vulva, sem ser direcionada para a vagina. O nível de acidez pode ser comprometido pela água e por sabonetes alcalinos, eliminando a proteção natural e facilitando a proliferação de micro-organismos nocivos. "A higienização deve ser feita com sabonetes íntimos que tragam ácido láctico e, assim, mantêm o pH vaginal estável, prevenindo infecções", diz a ginecologista Rosa Maria Neme, do Hospital Israelita Albert Einstein (SP).

Se a rotina não permite o asseio constante e recomendado da área genital, limpe-a com lenços umedecidos (sem perfume) para que restos de papel e sujeira orgânica não se acumulem na vulva, causando irritação e coceira.

Mulher de fases

Confira como deve ser o cuidado em cada etapa da vida

Infância

A recém-nascida apresenta pH da pele em torno de 6,0 (ácido), que decresce até 4,5 por volta do quarto dia de vida. O uso de algumas substâncias na pele pode alterar esse pH, tornando-o mais alcalino e diminuindo a sua capacidade protetora.

O que fazer - Use sabonete com pH levemente ácido (4,2 a 5,5), em todo o corpo na hora do banho e após a evacuação. Seque sem fricção.


Adolescência

O organismo inicia a produção de estrogênio, elemento importante para o desenvolvimento dos mecanismos de defesa genital. Um deles é o pH ácido, que deve ser mantido em equilíbrio.

O que fazer - "Os cuidados com a higiene íntima da adolescente são semelhantes aos da mulher adulta. A jovem deve usar sabonetes íntimos adequados para regular o pH da região", explica Paulo César Giraldo.


Gravidez

A pele da vulva e a vagina sofrem influência dos hormônios produzidos, com mudanças no pH e na flora vaginal.

O que fazer - Utilize produtos hipoalergênicos e próprios para a higienização íntima.


Menopausa

Ocorre diminuição na produção dos hormônios femininos, o que torna comuns problemas como secura vaginal. Outra consequência é a redução dos lactobacilos e do ácido láctico, levando a irritações. A menor quantidade de hormônios e as mudanças próprias da fase tornam a pele da vulva mais fina e ressecada.

O que fazer - A limpeza deve ser mais delicada e é indispensável o uso de sabonete com pH levemente ácido, no máximo duas vezes ao dia, para evitar maior ressecamento e consequente prurido.

É possível driblar os sintomas da TPM com mudanças simples na rotina

Conselho de amiga: os hormônios vão ficar controladinhos se você fizer algumas mudanças simples na sua rotina. Não tem mais desculpa pra ficar nervosa por causa da TPM, né?

Atividades como caminhada e natação ajudam a controlar as mudanças de humor
Mesmo a mulher mais segura sofre com os sintomas da famosa TPM. Isso acontece porque, ao longo do mês, os hormônios passam por um sobe e desce danado. O ginecologista Augusto Bussab explica que o efeito da tensão pré-menstrual é diferente em cada mulher. E pior: "o estresse da rotina agrava ainda mais os sintomas", explica Carolina Ambrogini, ginecologista. É, minha amiga, você precisa aprender a controlar esses hormônios. Sem desespero! Saiba como driblar cada mal da TPM!


Humor maluco

Alterações de humor, irritação, crises de choro, de ansiedade, gula, angústia e raiva descontrolada têm a ver com a instabilidade dos níveis de serotonina, um hormônio relacionado ao bem-estar.

Na dieta: Manere com os alimentos excitantes, como café, chá preto, refrigerante e chocolate. Eles deixam você ainda mais instável! Ok, pode comer um pedacinho do doce, mas não exagere.

Exercícios: Invista em atividades, como caminhada, corrida, natação e bicicleta. "Em movimento, o corpo libera endorfina, que funciona como calmante natural", explica Carolina.

Medicamentos: Em alguns casos, pode ser necessário o uso de medicamentos antidepressivos. "O tratamento pode até ser cíclico, apenas no período pré-menstrual. E só o médico pode receitar a medicação", reforça Carolina.


Sono alterado

Na semana anterior à menstruação é comum sentir muito sono ou ter insônia sem explicação. Tudo por conta dos hormônios.

Na dieta: Fuja mais uma vez dos alimentos excitantes. A dica de Bussab é trocar o café e o chá preto por chás com ervas sem cafeína, como camomila e cidreira.

Exercícios: As endorfinas também trazem tranquilidade e controle para o sono. Outro detalhe: a ginástica ajuda você a gastar toda a energia e capotar no colchão!

Medicamentos: Se nenhuma opção adiantou, é hora de buscar ajuda. "Há casos em que alguns medicamentos são indicados para ajudar no controle do sono", diz Carolina. Procure um médico.


Inchaço

A retenção de líquido pode causar dores nas pernas, nos seios e aumentar alguns quilinhos na silhueta. Acabe com esse horror!

Na dieta: Evite todos os alimentos industrializados e muito salgados, eles podem reter líquido. "Aposte em verduras e frutas, além de beber muita água", indica Bussab.

Exercícios: A sensação de perna pesada e barriga inchada podem melhorar se deixar a preguiça de lado! Está com TPM? Vá correr, garota! Os exercícios ajudam na circulação e reduzem o inchaço.

Drenagem linfática: Os movimentos e apertões da massagem ajudam a eliminar os líquidos retidos. Tem gente, inclusive, que precisa até parar a sessão no meio para fazer xixi. É um investimento certeiro e vale para o mês todinho!


Dor de cabeça

Alguns dias antes da menstruação, é comum sentir dores fortes, como enxaquecas. O responsável, de novo, é a montanha-russa dos hormônios.

Acupuntura: A técnica oriental trabalha nos pontos do corpo. Com as agulhas, é possível liberar endorfinas, aquele hormônio responsável pelo bem-estar, atuando na raíz da dor. Converse com o seu acupunturista.

Exercícios: "As endorfinas liberadas pelo corpo enquanto você pratica exercício têm efeito analgésico", diz Carolina. Atenção: repare na intensidade da sua dor. Se estiver muito forte, não faça exercícios e fuja do sol.

Medicamentos: Em alguns casos, principalmente quando a dor de cabeça vem todos os meses e é muito forte, indica-se o uso de remédios antes do problema, como uma ação preventiva, mas é necessária a orientação de um médico.