Estudo relaciona obesidade e sobrepeso ao câncer de mama

Risco de reincidência da doença é maior entre mulheres com alto IMC, afirma pesquisa norte-americana

Câncer de mama

Fita rosa é símbolo da luta contra o câncer de mama


Mulheres obesas ou com sobrepeso que são diagnosticadas com câncer de mama têm maiores riscos de terem reincidência da doença ou de morrerem por problemas relacionados ao câncer do que aquelas que estão em seu peso ideal. Essa é a conclusão de um estudo apresentado nesta sexta-feira (23) na 8ª Conferência Europeia de Câncer de Mama.

A pesquisa, desenvolvida por especialistas do Instituto de Câncer Dona-Farber e da Faculdade de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, ainda indicou que essa associação foi semelhante mesmo com a quimioterapia sendo ajustada de acordo com o peso corporal de cada paciente.

Os autores do estudo analisaram dados de 1.909 pacientes que foram entre 1997 e 1999. Entre as participantes, 1,2% tinha baixo peso; 32,6% peso normal; 32,9% sobrepeso; e 33,3% obesidade. Os resultados mostraram uma forte associação entre IMC (Índice de Massa Corporal) e sobrevida em pacientes com câncer de mama.

As mulheres acima do peso tiveram mais chances de voltarem a ter a doença e também de morrerem por algum problema acarretado pelo câncer em um período de dez anos.

Conheça três problemas de saúde que fazem você engordar

Guerra contra os quilos a mais conta com inimigos ocultos, capazes de levar seu esforço por água abaixo

Mulher sobe na balança

Anticoncepcional errado pode gerar aumento de peso
Foto: Reprodução/BOA FORMA


Claro que fechar a boca e fazer ginástica é uma fórmula certeira para manter a forma, mas nem sempre a dobradinha é suficiente para afinar a cintura. Antes de desistir da sua meta de diminuir o manequim, saiba que o caminho para emagrecer tem curvas que muita gente nem imagina e que esbarram em questões ligadas à sua saúde. Descubra quais são três desses fatores:

Células inflamadas
Quem não vive sem pão francês, arroz, massa e açúcar, carne vermelha, queijos amarelos e pratos industrializados demora mais para chegar ao peso desejado, isso não é novidade. O problema é que, calorias à parte, esses alimentos são inflamatórios, como avisa a nutricionista Roseli Rossi, de São Paulo. "Incluí-los no cardápio de todo dia, mesmo em pequenas quantidades, significa nutrir os adipócitos, células que armazenam gordura", diz. Em um mecanismo de autodefesa, eles acabam produzindo adipocinas, substâncias com alto poder inflamatório que tomam conta de boa parte das células do corpo e levam à formação da indesejada gordura branca, aquela que acumula na barriga, no culote e no bumbum.

A saída: coma mais peixes de água fria, como salmão, atum, bacalhau e sardinha. Eles estão lotados de gorduras poli-insaturadas, como o ômega 3, inimigo número 1 de inflamações. Para reforçar esse exército anti-inflamatório, consuma também aveia, linhaça e chia (semente riquíssima em nutrientes), além de maçã e leguminosas (feijão, lentinha, grão-de-bico). Todos esses alimentos têm substâncias com ação antioxidante e, como são ricos em fibras, diminuem a velocidade de absorção do açúcar pelo sangue. Isso evita a produção excessiva de insulina, o acúmulo de gordura e a inflamação das células.

Tireoide em pane
Essa glândula, localizada no pescoço, produz dois hormônios (T3 e T4) que regulam o organismo - dos batimentos do coração ao trabalho do intestino, o raciocínio e a força muscular. Outra glândula, a hipófise, que fica na base do cérebro, secreta o TSH, que estimula a tireoide a fabricar T3 e T4. Quando ela produz esses hormônios em quantidade insuficiente, ocorre o hipotireoidismo, que deixa o corpo inteiro mais lento, inclusive o metabolismo - daí a dificuldade para emagrecer. "A doença também está relacionada à retenção de sal e água, que levam ao famoso inchaço", observa a endocrinologista Carolina Mantelli Borges, de São Paulo. "A mulher com hipotireoidismo ganha, em média, de 3 a 5 quilos em um ano."

A saída: "Um exame de sangue comum pode medir os níveis de TSH no organismo. Se houver alteração, o médico indica fazer a reposição hormonal", explica a endocrinologista. De maneira geral, o controle do hipotireoidismo consiste em tomar diariamente um comprimido com hormônio tireoidiano sintético, com dosagem orientada pelo endocrinologista de acordo com os resultados do exame de sangue. "O inconveniente é que o tratamento, na maioria das vezes, precisa ser mantido por toda a vida para regular a tireoide e prevenir o retorno dos sintomas", afirma Carolina.

Pílula errada
A reação ao anticoncepcional é bem individual - algumas mulheres têm queixas como ganho de peso, pele oleosa e alteração da libido depois que começam a tomar, mas outras não sentem mudança alguma. Os especialistas esclarecem que o principal vilão para quem reclama que engordou é o estrógeno, hormônio presente em alguns medicamentos. Ele pode levar à retenção de líquido (e não gordura) e dificultar a eliminação, o que provoca inchaço e reflete na balança.

A saída: muitas vezes, é necessário experimentar pílulas de marcas e dosagens diferentes até encontrar uma que combine com você e não ofereça efeitos colaterais negativos. As mais modernas costumam ter menos impacto sobre o peso do que as antigas, pois trazem doses menores de estrógeno e, portanto, não causam tanta retenção hídrica. Converse com seu ginecologista para conhecer as melhores alternativas para você.

Quatro mudanças de hábitos para adotar e cuidar melhor dos rins

Essa dupla dinâmica pode correr sérios riscos e nem dar sinal do problema; saiba como evitá-los

Analgésicos

Analgésicos podem causar sérios danos aos rins


Os rins trabalham muito para manter o seu organismo em ordem. Eles filtram o líquido vermelho, eliminando as impurezas. Além disso, equilibram a quantidade de sal e água no corpo. Eles produzem a renina, que controla a pressão arterial, e a eritropoietina, importante na confecção dos glóbulos vermelhos. A vitamina D, primordial para os ossos, também é ativada nos rins. Ela aumenta a absorção de cálcio e mantém seus níveis equilibrados.

Confira quatro mudanças de hábitos essenciais para cuidar melhor dos rins:

Alimentação equilibrada
Tomar cuidado com o excesso de gordura e ingerir alimentos ricos em vitaminas e fibras vai colaborar bastante para a manutenção das funções renais. "É importante adotar uma dieta com menor quantidade de proteína para evitar a sobrecarga renal", afirma Marcos Vieira, diretor clínico da Fundação Pró-Rim, em Santa Catarina. Esse menu deve ser avalizado pelo médico e por um nutricionista.

Analgésicos só com orientação
Remédios só deveriam entrar em cena com a indicação de um especialista. Até mesmo quando aparece aquela simples dor de cabeça, fuja da automedicação. Na hora, ela pode até ser solucionada, mas, a longo prazo, quem pode sofrer são seus rins. "Tanto os analgésicos quanto os anti-inflamatórios são capazes de prejudicá-los se tomados em excesso porque favorecem a ocorrência de doenças renais", alerta Nestor Schor, da Universidade Federal de São Paulo. Procure sempre orientação médica para identificar o causador do incômodo e debelá-lo da melhor maneira possível.

Devagar com a bebida
Quando ingerido com parcimônia, o álcool pode até beneficiar o trabalho dos rins. Os experts chegam a recomendar uma ou duas doses bem pequenas. Porém, enfiar o pé na jaca não vai agradar aos pequenos filtros, que sofrem indiretamente. "Em excesso, o álcool pode causar hipertensão, que vai evoluir até gerar problemas renais", adverte o nefrologista André Luis Baracat, do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo. A bebida também causa prejuízos ao fígado, o que, em última instância, vai desembocar em um estrago nos rins.

Apagar o cigarro em definitivo
No personagem principal desta reportagem, a atuação do fumo é tão nefasta quanto em outras partes do corpo. E a explicação está no surgimento de pequenos bloqueios, as placas de gordura, que diminuem o calibre dos tubos por onde circula o sangue. "Os rins são cheios de vasos sanguíneos. O cigarro desencadeia inflamações que prejudicam o órgão", destaca o nefrologista André Luis Baracat.

O tratamento de pele ideal para cada idade

Veja como ter uma pele bonita aos 30, 40, 50, 60 e 70 anos escolhendo o tratamento de pele mais adequado a cada faixa etária

Livre-se dos problemas de pele com os tratamentos certos
Foto: Getty Images

Hormônios: mensageiros químicos que regulam desenvolvimento, funções reprodutivas, tecidos. Saber conviver com as mudanças que essas geringonças provocam no complexo mecanismo biológico é a chave da qualidade de vida e também da beleza. Afinal, são eles os responsáveis, por exemplo, por causar manchas, rugas e flacidez no corpo. Mas para dribrá-los, basta lançar mão de alguns tratamentos adequados. E é importante saber que cada faixa etária possui os seus. Confira agora os mais indicados a você e conquiste uma pele linda!

Aos 30 anos...

Cada vez mais popular, a toxina botulínica suaviza expressões e até previne futuras rugas. Mas há muitas outras opções de tratamento para as balzaquianas. A luz intensa pulsada, menos agressiva do que laser, é um aparelho que diminui manchas de sol e vasos ao redor do nariz e das bochechas. Dermatologistas também indicam vitamina C e ácido retinoico para suavizar rugas e manchas.

Aos 40 anos...

Nessa faixa etária, os dermatologistas começam a indicar preenchimento com ácido hialurônico para áreas com rugas. Ele pode ser aplicado nas olheiras, no "bigode chinês" e nos lábios. O Botox começa a ser usado para elevar as sobrancelhas e amenizar a flacidez do rosto. Há também os tratamentos com aparelhos: o laser fracionado estimula a produção de colágeno; a radiofrequência facial ameniza a flacidez e as rugas ao redor dos olhos. E uma das cirurgias plásticas mais comuns: a blefaroplastia, que elimina bolsas nas pálpebras.

Aos 50 anos...

As plásticas estão aí, cada vez mais avançadas, para reverter o relaxamento dos ligamentos entre a pele e os ossos. Em seus primórdios, elas basicamente puxavam a pele. Hoje, usam a técnica Sistema Músculo Aponeurótico Superficial (S.M.A.S.) para "levantar" o músculo. O resultado é mais natural. Longe dos bisturis, há ótimos tratamentos: peelings, ácido retinoico, lasers, preenchimento. E bons cremes, como o Neovadiol GF, da Vichy, específico para combater a perda de densidade da pele que acontece na menopausa.

Aos 60 anos...

Há um monte de novos creminhos para essa faixa de idade. São opções como o kit Renew Platinum 60+, da Avon, que estimula a produção de Paxilina, proteína que ajuda a diminuir marcas profundas. Ou a nova formulação do Subestiane [+], da La Roche-Posay, específica para mulheres que perderam o contorno facial. Entre as plásticas, a pexia mamária (cirurgia que elimina o excesso de pele) com inclusão de prótese é uma das mais procuradas, porque é nessa idade que há uma substituição natural do tecido mamário por gordura.

Aos 70 anos...

Para as mãos marcadas, há bons tratamentos a laser que eliminam manchas de sol. Em mulheres que nunca fizeram procedimentos estéticos, Botox e preenchimento costumam fazer menos efeito. De qualquer forma, cirurgias plásticas no rosto e a dermolipectomia, que elimina pele e gordura do abdômen, são as mais procuradas.

Adote nutrientes que protegem o cérebro

Ômega-3 e vitaminas se destacam como protetores da massa cinzenta diante do processo de envelhecimento

Nozes e castanhas

Nozes e castanhas são fonte de vitamina E
Foto: Dercílio/SAÚDE


Uma equipe da Universidade de Saúde e Ciência de Oregon, nos Estados Unidos, recrutou 107 pessoas relativamente saudáveis com uma média de idade de 87 anos para averiguar o elo entre o cardápio e a preservação das funções cognitivas.

Os estudiosos mediram no sangue dos voluntários os níveis de uma série de nutrientes e ainda os submeteram a testes de raciocínio, bem como a exames de imagem do cérebro. Os melhores resultados foram visualizados nos participantes com maiores índices de ômega-3 e vitaminas B, C, D e E - e isso sugere que eles estão menos suscetíveis a doenças degenerativas.

"A associação observada legitima uma dieta balanceada, com peixes e vegetais, mas ainda não autoriza a suplementação de nutrientes com essa finalidade", diz o neurologista Ricardo Afonso Teixeira, do Instituto do Cérebro de Brasília.

Monte um cardápio que ajuda a proteger o cérebro com vitamina E (encontrada em nozes e castanhas); vitamina C (frutas cítricas); vitaminas B (carnes e cereais); vitamina D (peixes e laticínios); e ômega-3 (pescados como salmão e sardinha).

Proteja-se da hepatite C na manicure

Veja como fazer as unhas sem correr riscos de contrair hepatite C

A manicure é um local propício para a contaminação
Foto: Getty Images

Para se proteger da hepatite C é preciso fazer a unha com segurança. Portanto, é importante estar atenta aos cuidados tomados pela manicure e até mesmo pelo salão de beleza. Confira quais são eles e passe longe desse problema.

4 segredos para fazer as unhas com segurança

1. Alicate
Estima-se que 1/3 dos casos de hepatite C venha dos estúdios de tatuagem e dos salões de beleza. E o grande vilão dos salões é o alicate de cutícula.

· Como prevenir: Usando material esterilizado no autoclave, aparelho usado por médicos e dentistas. Já os forninhos não são suficientes para matar o vírus. Na dúvida, portanto, leve o seu próprio alicate de casa.

2. Palito de madeira e lixa
Recomenda-se que todos os instrumentos de madeira devam ser jogados fora após o uso individual. Isso porque o material é poroso e, portanto, impossível de ser esterilizado. O mesmo vale para a lixa de unhas.

· Como prevenir: Exija sempre o uso de material descartável.

3. Bacia de plástico
Vestígios de pele podem grudar no material e provocar contaminação.

· Como prevenir: Confirme se a bacia é lavada do jeito certo (com água e sabão) e, durante o seu uso, ela deve ser revestida com um plástico descartável.

4. Esmaltes
O pincel do produto pode levar a pele de uma cliente para as mãos da outra.

· Como prevenir: Já que o vidrinho de esmalte não pode ser higienizado, a melhor dica é você ter e levar o seu próprio esmalte.

Outros cuidados necessários no salão!

Depilação
O problema é a cera reciclada (material já usado que volta a ser derretido e reaproveitado). Como o aquecimento não mata todas as bactérias, o risco de transmissão de alguma doença é grande.

· Como prevenir: Leve embora a cera usada em você. E jogue-a no lixo.

Escovas e pentes
Objetos sujos podem causar micoses, caspa e até piolho.

· Como prevenir: Os materiais devem estar sempre limpos (o ideal é que sejam lavados com água e sabão) e sem fios de cabelo.

Maquiagem
Compartilhar os produtos, especialmente os itens de olhos e boca, pode causar conjuntivite e herpes.

· Como prevenir: Leve sempre a sua própria maquiagem de casa - isso impede, até mesmo, eventuais alergias a produtos estranhos à sua pele.

Os hábitos que provocam a insônia

Algumas atitudes do dia a dia podem estar contribuindo para que você sofra de insônia e passe as noites em claro...

Destaque da Matéria

Desvende os inimigos do sono
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Hábitos do dia a dia podem atrapalhar (e muito!) o repouso da noite.

Pensando nisso, a revista Vida Simples listou pequenos erros que cometemos e que podem se tornar um grande problema para sono.

Luz na escuridão

Apagar completamente as luzes do ambiente, é essencial para que se possa ter uma boa noite de sono. A luz é responsável por bloquear o hormônio que o regula, chamado melatonina, e, por isso, faz com que o organismo não consiga dar início ao ciclo noturno.

Além disso, desligar os aparelhos que irradiam muita luminosidade também ajuda bastante. TV e computador, podem ser considerados grandes aliados do sono para algumas pessoas, mas saiba que a claridade proporcionada por eles engana o cérebro e o faz acreditar que ainda é dia.

Para completar, as informações transmitidas também prendem a atenção e assim contribuem para os sinais de insônia.

Ouça seu reloginho

O relógio biológico é a melhor ferramenta para se descobrir quanto tempo precisamos dormir diariamente e em que horário o sono será de melhor qualidade.

E para colocá-lo em ação, é preciso experimentar. A sugestão é anotar durante cinco dias a hora que dormiu e acordou. Em seguida, faça uma média da duração do sono ao longo desses dias e descura se você é um pequeno (até 6 horas), médio (cerca de 8 horas) ou grande fã do sono (10 horas).


Barulhinho ruim

Destaque da Matéria

Para alguns, ouvir música antes de dormir pode ser um problema
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Além da ausência de luz, o silêncio é também um detalhe de extrema importância para o sono tranquilo. Isso porque a audição é o único sentido que não relaxa totalmente quando dormimos, mantendo-se sempre alerta.

Por isso, qualquer barulho, até mesmo músicas instrumentais ou sons de água, podem causar desconfortos e atrapalhar a qualidade do sono.

Quer descansar tranquilamente? Deixe o quarto o mais calmo e silencioso possível. Mas se você é daquelas que não dispensa um sonzinho ambiente e acha até relaxante, procure escutá-lo em um volume bem baixo.

Comida na medida

Dormir tanto de barriga cheia, quanto vazia são empecilhos do sono dos anjos. Consumir alimentos pesados menos de três horas antes de ir para a cama estimula demasiadamente a digestão e, consequentemente, a vigília. Assim como não se alimentar durante a noite, pode despertar a fome ao longo da madrugada e abrir as portas para a insônia.

A solução, segundo o nutricionista Marcelo Ferro, é preferir alimentos ricos em triptofano - como o leitinho quente - ou carboidratos que induzem e potencializam o sono.

Apesar de leves, algumas bebidas também devem ser evitadas. Café, mate, chá verde ou preto, por serem estimulantes, devem estar fora do cardápio noturno. Assim como o álcool, que mesmo ajudando a dormir mais rápido, resulta em um sono fragmentado e de má qualidade.

Bons de cama

Para finalizar, é importante lembrar sempre da importância do colchão e travesseiro nessas horas de descanso.

Apesar das preferências, é necessário estar atento a algumas regras básicas: o travesseiro precisa estar ajustado na curvatura da coluna cervical, impedindo que o pescoço incline para frente ou caia para trás.

Já o colchão deve garantir que a coluna fique reta. Afinal, para um bom sono, nada melhor do que uma boa cama.

Mantenha o corpo hidratado com a melancia

Além de refrescante, a fruta protege o coração e afasta o envelhecimento

Melancia

Melancia possui antioxidantes poderosos
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A melancia pode ser sua ótima aliada no verão: saborosa, refrescante e magra - cada fatia de 100 g tem 33 calorias. "Composta por aproximadamente 90% de água, ela ajuda a nos manter hidratadas. Também oferece fibras e vitamina C", diz a nutróloga Cristiane Coelho. A melancia é diurética, tornando-se um alimento perfeito para quem sofre de retenção de líquidos.

Sua polpa vermelha é rica em licopeno, um poderoso antioxidante que protege o organismo contra a ação dos radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento da pele. Mais: a substância é capaz de prevenir doenças, como o câncer e a hipertensão arterial. "A fruta apresenta outros nutrientes importantes, como carboidratos, vitaminas do complexo B, potássio, fósforo, cálcio, ferro e magnésio", completa a especialista. Veja mais alguns motivos para incluí-la em sua dieta:

Estoque de energia
O sabor adocicado vem da frutose, um açúcar natural que é fonte de carboidrato (energia). Ele é o principal combustível para o funcionamento do cérebro, da medula óssea, dos nervos e dos glóbulos vermelhos. "Uma alimentação pobre em carboidratos pode trazer sérios riscos ao organismo, comprometendo principalmente o sistema nervoso", alerta a nutróloga.

Coração blindado
Livre de gordura e colesterol, a fruta é fonte de potássio, essencial na contração muscular e na prevenção de arritmias. De quebra, o mineral ainda ajuda a regular a pressão sanguínea e a baixar a temperatura corporal, pois é responsável por levar moléculas de água para dentro das células. Quer refresco melhor?

Semente vitaminada
Os pontinhos pretos da melancia também apresentam propriedades nutricionais: as sementes são ricas em zinco, mineral que ajuda a aumentar a imunidade do organismo, e ácidos graxos essenciais, que contribuem no bom funcionamento do metabolismo e regulam os hormônios. Ao fazer suco, bata as sementes junto com a polpa no liquidificador. Deixe descansar até que os resíduos se depositem no fundo e passe pelo coador antes de servir.

Para todos os gostos
De polpa açucarada, a melancia do tipo katama é encontrada nas cores vermelha (a mais comum no mercado), laranja ou amarela. Outro tipo é a melancia de polpa amarga, cultivada só na África. Há ainda a melancia forrageira, com polpa branca, consistente e não doce, destinada apenas à alimentação de animais.

Guarde bem
O ideal é comprar a melancia inteira e consumi-la o mais rápido possível. Seu contato com a luz e o oxigênio leva à perda das vitaminas; portanto, depois de aberta, embale bem a fruta e conserve-a na geladeira.

Amendoim ajuda a afastar o risco de doenças cardiovasculares

Descubra os segredos por trás desse petisco tão popular entre os brasileiros

Amendoim

Nem todas as formas de consumo do amendoim são saudáveis. Acerte na hora da compra com as dicas da SAÚDE!
Foto: Reprodução/SAÚDE


Seja para acompanhar a cerveja, seja no pé de moleque da festa junina, o amendoim é uma preferência nacional: 75% dos brasileiros costumam comer a leguminosa (sim, ele é um parente do feijão e da soja). É o que revelou uma pesquisa recente do Ibope encomendada pela Abicab, a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados.

Apesar de agradar tanto ao paladar verde-amarelo, 63% dos entrevistados desconhecem as propriedades nutricionais da semente e 12% acreditam que ela é constituída apenas de gordura e colesterol ruim.

Mas a má fama do amendoim é falsa, já que o alimento é, segundo pesquisas, um protetor do coração. Isso porque contém nutrientes para diminuir o colesterol LDL, a faceta ruim da molécula, e manter as artérias sempre saudáveis, afastando o risco de doenças cardiovasculares.

É o caso dos fitoesteróis, substâncias que competem com o LDL na hora em que ele gruda em células para ser assimilado. "Os fitoesteróis enganam o organismo, tomando o lugar do mau colesterol e favorecendo sua eliminação", esclarece a pesquisadora Neuza Maria Brunoro Costa.

Outro defensor do peito encontrado aos montes no amendoim é o resveratrol, aquele corante natural que também dá pinta em uvas e cebolas roxas. Por ser um poderoso antioxidante, ele age impedindo que o colesterol LDL forme placas enrijecidas nas artérias, a gênese da aterosclerose, um entupimento generalizado que abre caminho para a ocorrência de um infarto.

Um trunfo pouco estudado desse primo do feijão é a presença da arginina, um aminoácido que, dentro do corpo, se transforma em óxido nítrico. "Ele relaxa as artérias, o que aumenta o fluxo sanguíneo e diminui a pressão arterial", ensina o nutrólogo José Alves Lara Neto, da Associação Brasileira de Nutrologia.

E, como toda oleaginosa, o amendoim é fonte de ácidos graxos monoinsaturados, as gorduras do bem - incluindo o ômega-3. "Ele ainda fornece grandes quantidades de potássio, magnésio e vitamina E", elenca Lara.

Por falar nesses dois últimos nutrientes, trata-se de uma dupla essencial para deixar o cérebro funcionando nos trinques. Já o potássio é célebre por evitar cãibras e fortalecer os ossos. Tudo isso é, sem dúvida, um prato cheio para a sua saúde.

O jeito certo de consumir
Tome cuidado com as versões industrializadas, aquelas coloridas e com cascas bonitas, têm sódio a rodo. Essas pitadas a mais do ingrediente fazem o risco de doenças cardiovasculares, como a pressão alta, disparar. É importante também se atentar à quantidade. "O ideal são 30 gramas por dia, que podem ser consumidos entre as refeições para aplacar a fome", reforça a nutricionista Vanderlí Marchiori, de São Paulo.

Para fugir das armadilhas, a nutricionista ensina uma dica: torrá-lo em casa. "É só comprá-lo cru e deixá-lo, com casca ou sem, por dez minutos no forno. Daí, ele pode ser usado do jeito que preferir." E você consegue controlar o sal.

Se optar pelo industrializado, procure marcas com o selo da Fundação Pró-Amendoim, que fiscaliza todas as etapas de produção do tira-gosto, atestando sua boa procedência. É que a aflatoxina, uma substância maligna presente em um fungo, pode dar as caras se o amendoim teve problemas na armazenagem ou empacotamento. "Ela então se aloja na casquinha e produz sérios danos ao fígado", adverte Sandra Bragança Coelho, pesquisadora da Universidade Federal de Lavras, em Minas Gerais.

Anvisa quer diminuir o sal do pão francês

Guia de Boas Práticas Nutricionais orienta no preparo do pãozinho

Pão francês

Pão francês da padaria O Padeiro de Sevilha, em Santa Catarina
Foto: Ligia Skowronski/VEJA


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, lança em 2012 um documento chamado Guia de Boas Práticas Nutricionais. O objetivo é orientar o preparo do aclamado pão francês, um dos itens que mais contribuem para o consumo de sódio entre os brasileiros.

Encontrado no sal de cozinha, o mineral faz a pressão arterial disparar quando ingerido em excesso e, assim, deixa a saúde do coração na corda bamba. "Até 2014 pretendemos diminuir em 10% a quantidade de sódio no pão", conta Denise Resende, gerente de alimentos da Anvisa.

Atualmente, o pãozinho leva 320 mg de sódio por unidade. A meta da agência é diminuir este índice para 204 mg.

Os focos dos próximos guias ainda não foram definidos. "Também serão abordados ingredientes como açúcar, além das gorduras saturada e trans", adianta Denise.

Outras fontes de sódio no prato são macarrão instantâneo, sopas prontas, salgadinhos, bolachas, embutidos e enlatados. Para diminuir a quantidade de sal no seu dia a dia, prefira sempre temperos naturais, como alho e cebola. Sempre que possível, opte por alimentos frescos e evite exageros na hora de temperar.

Reduza os sintomas da menopausa com alimentos certos

Mude alguns costumes alimentares para equilibrar o seu organismo

Semente de girassol

Semente de girassol é aliado na redução dos danos da menopausa


Mal-estar, alterações de humor, lapsos de memória, insônia, dores de cabeça, ondas de calor… Quem está passando pela menopausa sofre com esses sintomas desagradáveis. Para diminuir os efeitos, algumas mulheres precisam recorrer a tratamentos hormonais, mas mudar os hábitos de alimentação pode tornar as coisas mais fáceis.

"O ideal é não esperar até a meia-idade para adotar uma alimentação equilibrada. A partir dos 30 anos, comece a cuidar melhor do cardápio e procure comer alimentos que ajudam no equilíbrio hormonal", diz Karine Daud, nutricionista da Equilibrium Consultoria em Nutrição.

Os níveis de estrogênio e progesterona, os hormônios femininos, diminuem durante a menopausa - o que contribui para as oscilações de humor. Para evitar a depressão, a irritabilidade e a ansiedade, consuma: aveia, pão, massa e cereais integrais; banana e abacate e verduras de folhas verdes; castanha-do-pará; chocolate amargo; erva-cidreira (beba o chá ou acrescente folhas aos pratos feitos com carne e peixe); frango; inhame; lentilha; manjericão (inclua folhas em massas, pizzas e saladas); óleo de nozes e de sementes; e peixes gordos (sardinha, salmão e cavala)

Alimentos ricos em ômega-3, fibras e lignana protegem contra doenças cardíacas, mantêm a saúde do intestino e aliviam as ondas de calor típicas da menopausa. Consuma: arroz integral; aveia; brócolis; couve-flor; linhaça (uma ou duas colheres de sopa em salada, iogurte e cereal); molho de tomate; pão de soja; repolho; e sementes de gergelim e girassol.

O cálcio é importante para as pessoas em qualquer idade, mas torna-se fundamental durante a menopausa, já que nessa fase o risco de osteoporose aumenta bastante. Vitamina D e magnésio também são nutrientes que auxiliam o equilíbrio hormonal. Consuma: amêndoas; folhas de mostarda; leite e derivados (opte pelo desnatado ou semidesnatado); levedura de cerveja; soja; peixes, como salmão e sardinha; queijo de soja (tofu); sorvete (escolha aqueles com menos gordura); e suco de laranja.

Além de diminuir as ondas de calor, estes alimentos ajudam a manter uma boa lubrificação vaginal: avelãs; gema de ovo; nozes (apenas um punhado por dia); óleo de linhaça, de girassol e de milho; e sementes de abóbora e de girassol (duas colheres de sopa por dia, no máximo).

Morango barra danos provocados pelo álcool

Mas não é só isso: como protege a mucosa gástrica, a fruta ajuda a evitar problemas como gastrite e úlcera

Mulher segura morangos

Morango também tem poder antioxidante


Há um bom tempo o poder antioxidante do morango - proporcionado por substâncias chamadas polifenois que combatem o envelhecimento precoce - é exaltado aos quatro ventos.

Com isso em vista, pesquisadores italianos, sérvios e espanhóis decidiram fazer uma experiência: eles deram o extrato da fruta a cobaias durante dez dias. Passado esse período, induziram os bichos a consumir álcool com a intenção de gerar lesões em sua mucosa gástrica. Foi aí que veio a surpresa: "Aqueles que receberam o morango antes do etanol apresentaram uma importante redução nos danos estomacais quando comparados ao grupo que não ingeriu a fruta", informa Sara Tulipani, pesquisadora da Universidade de barcelona, na Espanha, e coautora do trabalho científico.

Vale esclarecer que o foco do estudo não foi ensinar truques para barrar os prováveis estragos da happy hour. "O álcool foi usado porque tem grande potencial para causar doenças crônicas ou inflamatórias no homem", explica a cientista.

Assim, sob uma perspectiva global, o resultado aponta que o extrato de morango deve ser considerado um grande aliado na prevenção de complicações como gastrite e úlcera.

Receita: suco de morango, maçã e maracujá
Bata no liquidificador 10 morangos, uma maçã sem casca, dois maracujás sem sementes ou 1/2 copo de suco concentrado e um copo de água gelada. Sirva em seguida.