Dicas para planejar a festa de casamento dentro do orçamento

Não é preciso estourar a conta bancária para realizar o casamento dos sonhos. Com um pouco de criatividade e alguns truques, vocês podem planejar uma festa linda dentro do orçamento

Festa de casamento

Aprenda a negociar, economizar e saia ganhando no dia da festa do seu casamento.
A DECORAÇÃO
É possível reduzir a conta final e ainda assim compor um ambiente sofisticado e elegante.
A beleza da estação
Dê preferência às flores da temporada e, se possível, da região onde você mora. "Elas são mais baratas e estarão mais frescas", explica a decoradora Suzana Muricy. No verão, opte por hortênsias. No outono, begônias. No inverno, tulipas. Na primavera, violetas ou bromélias. "Disponíveis o ano todo, são lírios e rosas."
Concentração de energia
A entrada da festa é o cartão de visita, a mesa de doces é o ponto alto da noite e o lounge entre a pista e o bar é onde as pessoas mais circulam. Portanto, concentre os enfeites mais poderosos nesses espaços. E valorize a noite com arranjos poderosos de velas.
COMES E BEBES
Com um pouco de originalidade, você oferece uma festa deliciosa e muito farta - sem extrapolar nos valores.
Forma e conteúdo
Os doces são um ponto alto da festa. Suas mesas, quando lindas, se tornam parte da decoração. Isso não significa que as forminhas devam custar mais que o próprio bombom. "Uma opção é usar aquelas com formato de flores nas bandejas superiores e, na parte inferior, manter os doces em embalagens simples", ensina Mari Dedivitis, da assessoria Salve Santo Antônio, em São Paulo.
Pequenas porções
As finger foods, miniporções servidas individualmente com guardanapos ou pequenas tigelas, são perfeitas para uma festa mais moderna e podem ter ocusto reduzido. "A louça utilizada é mais barata e o desperdício de matéria-prima, menor", explica o chefe de cozinha Júlio Perinetto, dono do Buffet Júlio Perinetto Gastronomia, em São Paulo. Para quem preferir o jantar sentado, o serviço americano, em bufê, é o ideal.
Menu criatividade
Você não precisa servir lagosta para garantir um jantar sofisticado. "Substitua vitela por filé-mignon e robalo pelo saint-peter. Isso não só reduz os gastos como aumenta a chance de agradar mais convidados", acredita Júlio.
Copo cheio
Com medo de errar, muita gente compra bebidas alcoólicas em importadoras. Os preços não são os melhores. Procure supermercados ou grandes distribuidoras. Nelas, você consegue negociar valores mais interessantes ou até pegar a bebida consignada e só pagar o que for consumido.
A NOIVA
Siga seu estilo, abra mão de ritos tradicionais e mantenha a conta no azul.
Simples e elegante
Rendas e bordados encarecem o vestido. Limite esses materiais a detalhes, como a barra da saia ou o colo. "O vestido com poucos toques de renda compõe um visual moderno e clean", explica a estilista Emannuelle Junqueira, de São Paulo.
Made in Miami
Mesmo com o acréscimo de passagem e hospedagem, o valor gasto com um vestido no exterior é menor do que comprá-lo aqui. Lá fora, você ainda resolve a questão dos sapatos, do enxoval...
Tradição
Comprar uma joia poderosa nem sempre é possível. Use uma peça que uma pessoa querida, como sua mãe ou avó, usou no passado. "É bonito o valor simbólico de a noiva entrar com algo que pertence à família por gerações", comenta a cerimonialista Mayra Paris.


Mesa de doces, Nina Horta do Buffet Ginger.

Espalhe as boas-novas sem jogar dinheiro fora.
Confirmação online
Organizar um casamento e prever os gastos fica muito mais fácil quando se sabe o número exato de convidados que estarão presentes. Mas contratar uma empresa para realizar o R.S.V.P. é um custo a mais. Então, use esse serviço também pela internet. Existem empresas, como a Icasei, que criam um site personalizado, onde amigos e parentes confirmam presença e ainda presenteiam os noivos com cotas de uma lista.
Modernidade
Abra mão do calígrafo e dê um toque pessoal e descolado aos convites, sugere Fábio Almeida, da gráfica Laviva Convites, em São Paulo. Você diminui as despesas ao imprimir o nome dos convidados em uma tag e prendê-la ao convite, sem envelope, com um cordão de algodão.
O LOCAL
Essa é uma das primeiras decisões a serem tomadas e, com as dicas abaixo, uma boa oportunidade de economizar em vários serviços.
Cerimônia e festa
Por que não fazer tudo no mesmo endereço? Além de minimizar o stress com deslocamento dos convidados, você economiza na locação e na decoração da igreja e do salão. O ideal é encontrar um lugar que tenha espaço para montar os dois ambientes separadamente. Desmontar a decoração da cerimônia e organizar a festa logo em seguida encarece bastante o serviço do decorador.
O seu grande dia
A maioria das noivas quer se casar no sábado, dia oficial das grandes celebrações. Mas a data será especial - e os preços consequentemente - em dias alternativos. Os salões costumam oferecer valores diferenciados para eventos marcados para sexta-feira ou domingo, com descontos de até 20%. Se optar por fazer a festa na quinta-feira ou em véspera de feriado, você consegue negociar até mais que isso. "A dica é fugir do sábado", sugere a coordenadora de eventos Denise Carline, de São Paulo.
Trilha sonora
Para a cerimônia religiosa, troque orquestra por um quarteto de cordas ou um trio com flauta, piano e violino. Ao reduzir o número de músicos, ocachê fica mais em conta. "Posicione os instrumentistas no mezanino ou ao lado dos bancos. Em lugares de destaque, como no cortejo, o valor sobe", explica a organizadora de casamentos Mayra Paris, proprietária da Paris Assessoria de Eventos, em São Paulo. Já para a festa, um bom DJ oferece um repertório bastante eclético e agita a galera - e você só paga um único prestador de serviço.
Registro Oficial
Se para os noivos não faz muita diferença para as noivas, um álbum de fotos lindo e farto é de extrema importância. Afinal, quem nunca sonhou em mostrar essas imagens a amigos, filhos, netos... "Para negociar um bom valor, procure uma empresa que faça tanto fotos quanto vídeo", sugere a empresária Carol Montenegro, idealizadora da semana de moda para noivas Bride Style. Mas verifique se a empresa é realmente especializada nas duas áreas e se trabalha com mais de um equipamento, caso um estrague. Terminar o dia sem um registro caprichado é devastador.

Maioria dos brasileiros não sabe como se prevenir do diabetes

Pesquisa revela o desconhecimento da população sobre fatores de risco do diabetes, como obesidade e sedentarismo. A doença afeta 13,4 milhões de pessoas no país e pode ter consequências graves.


O diabetes tipo 2 pode ser prevenido com a adoção de hábitos saudáveis
Os brasileiros ainda não sabem qual a melhor maneira de se prevenir do diabetes, de acordo com pesquisa realizada pelo Ibope em seis capitais do país (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre e Recife). A maioria dos entrevistados acredita que basta controlar a ingestão de açúcar e poucos citam o sedentarismo e o tabagismo como fatores de risco da doença. A pesquisa faz parte da campanha Diabetes: Mude Seus Valores, criada pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) para conscientizar a população sobre a prevenção da doença no país todo.

Em 2012, havia 13,4 milhões de portadores de diabetes no Brasil e, entre 2000 e 2010, mais de 470 mil pessoas morreram por causa dele, número que coloca o país na 4ª posição em prevalência da doença no mundo. “Precisamos conscientizar o público de que o diabetes é uma doença que pode ser prevenida e controlada, mas é necessária uma grande mudança de valores”, explica o endocrinologista Luiz Turatti, vice-presidente da SBD.

A mudança não significa simplesmente diminuir o consumo de açúcar, como explica o presidente da SBD, Balduíno Tschiedel . “O açúcar, por si só, não causa diabetes. O problema é que quem ingere muito açúcar geralmente também tem alto consumo calórico, o que leva à obesidade. E a obesidade, sim, é um fator de risco para o diabetes”. Ainda segundo Tschiedel, 80% dos diabéticos têm sobrepeso ou obesidade.

Os números se referem ao tipo 2 da doença, que corresponde a 90% dos casos e é caracterizado pelo aumento da quantidade de açúcar no sangue devido à produção insuficiente de insulina pelo pâncreas ou pela resistência do próprio organismo à ação dela. Não confunda com o tipo 1, uma doença autoimune mais incomum, que ocorre principalmente em crianças e jovens e na qual a pessoa precisa tomar injeções diárias de insulina porque seu pâncreas não produz a substância. Ao contrário do tipo 1, o tipo 2 pode ser prevenido, já que ele se desenvolve ao longo da vida por conta de maus hábitos, como a obesidade, o estresse e o tabagismo. É por isso que os novos valores devem se basear principalmente em adotar numa alimentação balanceada, praticar atividade física regularmente e parar de fumar.

Se não for controlado, inclusive com medicamentos, se necessário, o diabetes pode ter consequências sérias, como doenças cardíacas, acidente vascular cerebral (AVC), hipertensão, cegueira, falha renal e amputações. Como apresenta poucos sintomas, frequentemente ele é diagnosticado tardiamente. Assim, é importante manter seus exames em dia e ficar atenta à presença dos seguintes sintomas:

- urinar muito

- sede excessiva

- aumento do apetite

- perda de peso

- cansaço

- visão turva ou embaçada

- infecções frequentes, sobretudo na pele

- feridas que demoram a cicatrizar

Como se prevenir e tratar as temidas varizes

As veias engrossam e a circulação é prejudicada - são as varizes que aparecem e provocam problemas que vão além da estética. Saiba como se cuidar para evitá-las


Quem não quer perder a elegância deve limitar o tempo de uso do salto
“Varizes são vasos sanguíneos dilatados e tortuosos que, geralmente, aparecem nas pernas”, diz o médico Celso Bregalda Neves, secretário-geral da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular. O problema incomoda por razões que vão além da estética. “Como afeta a circulação do sangue, é comum surgirem dores e a sensação de peso”, afirma. Embora as mulheres sejam mais acometidas por razões hormonais e pela gravidez, a ala masculina não está livre da encrenca. Afinal, as veias podem inchar quando a obesidade dá as caras.


ADEUS AO TORMENTO

Para prevenir as varizes, vale manter o peso adequado, botar as pernas pra cima quando for descansar, evitar ficar horas de pé e praticar atividade física. Mas, quando o problema já se instalou e, o que é pior, compromete a qualidade de vida, o médico pode indicar a cirurgia. O procedimento retira a veia defeituosa com a ajuda de aparelhos e por meio de pequenos cortes.


MEIA ELÁSTICA, UMA ALIADA CONTRA O MAL

Sim, ela funciona. É que a compressão facilita o fluxo de sangue e evita inchaços. Mas, antes de comprar a meia, é preciso verificar, junto ao médico, a medida da panturrilha – músculo conhecido como barriga da perna. Isso evita apertos.


HORA DE DESCER DO SALTO

Será o sapato alto um vilão? A resposta é sim, mas para os modelos que têm mais de 7 centímetros. Passar muito tempo com esse tipo de calçado atrapalha a movimentação da panturrilha e isso piora o retorno do sangue dos pés para o coração. Uma dose de cautela é importante, especialmente para as mulheres com predisposição para o problema.


TEIA NAS PERNAS

Diferente das varizes, que ultrapassam 3 milímetros de calibre, os vasinhos são finos, atingem 1 milímetro. Também são mais aparentes, já que ficam na camada superficial da pele. Para se livrar deles, há injeções com substâncias que provocam reações nos vasos, daí eles secam. E não farão falta nenhuma. É que existem muitas veias nas pernas.


VARIZES CAUSAM TROMBOSE?

São dois problemas distintos. A variz se dá pela alteração das paredes das veias, o que atrapalha o fluxo sanguíneo. Já a trombose é a formação de coágulos nos vasos e isso impede a passagem do sangue. Essas bolotas – ou trombos – são perigosas, pois podem atingir os pulmões e prejudicar seu funcionamento.


17 mitos e verdades sobre a cirurgia bariátrica

Esclarecemos as questões mais importantes sobre a cirurgia bariátrica, procedimento cada vez mais procurado no país


A cirurgia bariátrica é o último recurso para combater a obesidade
Para muitas mulheres, lutar contra a balança é mais do que uma questão estética. Significa viver melhor. Num país em que os índices de obesidade crescem - hoje 18% das brasileiras pesam muito mais do que deveriam -, as cirurgias de redução de estômago estão cada vez mais populares. Mas os médicos alertam: este deve ser o último recurso para quem quer emagrecer. Afinal, é uma solução radical. "A cirurgia bariátrica deve ser vista como parte de um programa que envolve mudança de hábito, reeducação alimentar e prática frequente de atividade física", diz Almino Ramos, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica. Além disso, há outras questões que você deve conhecer antes de encarar a mesa de cirurgia. Confira os principais mitos e verdades sobre a redução de estômago.


1. QUALQUER UM PODE FAZER UMA CIRURGIA BARIÁTRICA.

Mito - A redução do estômago é indicada para pacientes a partir de 16 anos que têm o índice de massa corpórea, o chamado IMC, acima de 40 kg/m², com ou sem doenças associadas, como diabetes, hipertensão, e entre 35 e 40 kg/m², com doenças associadas. É preciso também que o paciente tenha tentado emagrecer sem sucesso por dois anos, em média, com dieta, exercícios físicos e medicamentos.

Calcular o IMC, medida que os médicos usam para definir obesidade, é simples. Divida seu peso pela sua altura multiplicada por ela mesma!


2. NÃO EXISTE CONTRAINDICAÇÃO

Mito – A cirurgia não pode ser realizada em pacientes portadores de doenças psiquiátricas que impeçam a adesão ao tratamento pós-cirúrgico, usuários de drogas e alcóolatras, pacientes que sofrem de compulsão alimentar e em quem tem doença cardíaca em estágio avançado.


3. QUEM FEZ REDUÇÃO DE ESTÔMAGO NÃO PODE ENGRAVIDAR

Mito - A Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica recomenda que as mulheres procurem engravidar dois anos após a cirurgia. Engravidou? Informe o médico que a acompanhou durante todo o processo de tratamento.


4. VOCÊ EMAGRECE BEM MAIS NOS SEIS PRIMEIROS MESES APÓS A CIRURGIA.

Verdade - "No começo, o seu metabolismo queima mais gordura", diz o cirurgião bariátrico João Luiz Azevedo. O emagrecimento total acontece em até dois anos. A expectativa é que se perca de 30 a 40% do peso inicial.


5. OS PLANOS DE SAÚDE E O SUS DEVEM COBRIR A CIRURGIA BARIÁTRICA.

Verdade - Quem depende do SUS para realizar a cirurgia, porém, pode ter que esperar algum tempo na fila. O Ministério da Saúde não tem o registro, mas "pode levar até sete anos para o paciente ser operado", diz Azevedo. Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que regula os planos de saúde, o período de carência para cirurgia é de até seis meses.


6. DÁ PARA COMER COMO ANTES E ENGORDAR TUDO NOVAMENTE.

Depende - A pessoa não vai comer como antes, mas se tomar uma lata de leite condensado inteirinha numa refeição, poderá engordar novamente sim. "A paciente volta a ganhar peso se consumir alimentos calóricos, como frituras e açúcares. Mas é raro quem recupera todo o peso", afirma Ramos.


7. A PACIENTE TERÁ NECESSARIAMENTE DE FAZER PLÁSTICAS PARA RETIRAR O EXCESSO DE PELE.

Mito - "Com um bom programa nutricional e atividade física, quem perde de 25 a 35 kg não precisa se submeter à cirurgia, mas isso varia de acordo com cada paciente", diz Ramos. Ele afirma também que quem é mais jovem tem vantagens, pois a pele é mais elástica.


8. DÁ PARA FAZER PLÁSTICAS E TIRAR O EXCESSO DE PELE LOGO APÓS A CIRURGIA BARIÁTRICA.

Mito - Você terá de lidar com o excesso de pele, em média, por dois anos. "O ideal é que a paciente perca todo o peso esperado e esteja bem para ser operada novamente", diz o cirurgião Denis Pajecki.


9. PLANOS DE SAÚDE E O SUS DEVEM COBRIR PROCEDIMENTOS REPARADORES.

Verdade - Segundo a ANS, os planos só precisam cobrir plásticas na região do abdômen. E o paciente ainda tem de apresentar complicações, como candidíase de repetição, infecções bacterianas devido ao atrito de pele, etc. Tanto no serviço público quanto no privado, é preciso indicação médica. E não custa dizer: leia o contrato do plano de saúde para não ter surpresa depois.


10. SÓ EXISTE UM TIPO DE CIRURGIA PARA REDUZIR O ESTÔMAGO.

Mito - Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, há quatro tipos de técnicas aprovadas no Brasil. Conheça cada uma delas abaixo.


11. A CIRURGIA BARIÁTRICA É MUITO CARA.

Verdade - Quem pensa em arcar o valor da cirurgia com grana do próprio bolso terá de pagar, em média, de R$ 20 mil a R$ 40 mil. "É preciso pagar a equipe médica e todo o equipamento cirúrgico", diz Azevedo.


12. É IMPORTANTE O ACOMPANHAMENTO PSICOLÓGICO ANTES E APÓS A CIRURGIA.

Verdade - “A avaliação psicológica é importante para saber se o paciente tem expectativas reais com relação à cirurgia , se não está num momento de depressão ou estresse muito grande ou se tem algum outro problema que possa atrapalhar o tratamento”, explica a psicóloga Marilice Rubbo de Carvalho. Durante as sessões, é investigado o que levou essa pessoa a engordar, já que normalmente essas pessoas não fazem a menor ideia. “Não adianta fazer a cirurgia se não mudar a estrutura que provocou a obesidade”, afirma Marilice. Por isso, alguns médicos recomendam também que o paciente tenha acompanhamento psicológico após a cirurgia.


13. A CIRURGIA BARIÁTRICA É MAIS ARRISCADA QUE OUTRAS CIRURGIAS.

Mito - Segundo Pajecki, durante a operação, os riscos de complicações, como um problema cardiológico, é igual ao de qualquer outro procedimento cirúrgico abdominal. No pós-operatórias, complicações leves e graves ocorrem em 4% dos casos. "Nos primeiros 30 dias, pode haver sangramento interno, infecções e complicações clínicas, como trombose", diz. A médica nutróloga Sandra Fernandes afirma que, dependendo da técnica operatória, podem ocorrer vômitos ou diarreias. “A média ou longo prazo, as complicações estão ligadas a desnutrição, osteoporose e carência de vitaminas e minerais”, afirma.


14. É PRECISO FAZER EXERCÍCIOS APÓS A CIRURGIA.

Verdade - "Os exercícios potencializam o emagrecimento, evitam o ganho de peso e reduzem a perda de massa muscular", diz Pajecki.


15. ENGORDAR É UM BOM CAMINHO PARA FAZER A CIRURGIA.

Mito - "Quem quer ganhar 10, 15 kg rapidamente para se submeter a uma cirurgia põe a vida em risco", diz Ramos.


16. O APOIO DA FAMÍLIA É ESSENCIAL.

Verdade - Todos que convivem com o paciente precisam colaborar. Se a família tem uma alimentação gordurosa, não vai dar para continuar assim! A família deve mudar os hábitos, além de dar apoio e não fazer cobranças exageradas.


17. AS UNHAS PODEM FICAR QUEBRADIÇAS E O CABELO PODE CAIR APÓS A CIRURGIA.

Verdade - "Isso pode acontecer nos primeiros meses, quando a perda de peso é mais intensa. Mas dá para resolver com suplemento vitamínico", diz Pajecki.



CONHEÇA AS TÉCNICAS DE CIRURGIA BARIÁTRICA

Bypass gástrico: é a técnica mais realizada no país. O estômago é grampeado e, depois, ligado diretamente ao intestino. "É um método eficiente e com baixo índice de complicações", diz Pajecki. É indicada para quem tem cerca de 50 kg de excesso de peso, associados com diabetes, colesterol e triglicérides alta.


Gastrectomia vertical: a técnica consiste em fazer do estômago uma espécie de tubo, com capacidade de cerca de 150 ml. Ao reduzir o espaço, o paciente é obrigado a comer pequenas refeições. "O resultado é bom, mas não é melhor que o bypass", diz Ramos. É indicada para quem tem de 30 a 40 kg de excesso de peso, come em grandes quantidades, mas não tem doenças associadas.


Banda gástrica ajustável: coloca-se um anel de silicone ajustável no início do estômago, o que desacelera a digestão. "É cada vez menos usada, pois a perda de peso é menor e demanda muito cuidado pós-operatório", diz Pajecki.


Duodenal Switch: Assim como na gastrectomia vertical, o estômago é reduzido. Nesta técnica, aumenta-se o desvio intestinal. O paciente come menos e o corpo absorve menos alimentos também. A técnica, indicada para pacientes que tem alguma doença no estômago, é cada vez menos utilizada nas clínicas, pois o risco de problemas nutricionais, como episódios de diarreia, é maior.



Saiba como aliviar as cólicas

Menstruais, renais ou nos bebês, as cólicas sempre provocam sofrimento. Mas existem medidas eficazes para aliviá-las


Bolsas de água quente ajudam a relaxar
Ela vem e vai, num desconfortável círculo vicioso, e nessas voltas provoca pontadas capazes de fazer o corpo todo transpirar e se retorcer: é a cólica! “A dor é resultado de contrações musculares dos órgãos”, conta o clínico geral Paulo Olzon, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Toda essa dolorosa movimentação é uma tentativa do organismo de eliminar algo, seja um cálculo renal, a menstruação ou até mesmo as fezes.

Para Olzon, é importante desviar o foco de atenção da cólica. Banhos mornos são bem-vindos justamente por ajudar a relaxar e esquecer um pouco a dor. As bolsas de água quente são outras grandes aliadas. Há, também, remédios específicos contra espasmos. Alguns medicamentos reduzem o ritmo das contrações, diminuindo a movimentação da musculatura do órgão afetado. Mas, sempre, vale frisar, use só depois de falar com seu médico.

SOFRIMENTO MENSAL

“As cólicas fortes podem denunciar a endometriose”, diz o ginecologista Eduardo Schor, que também é da Unifesp. A doença acontece quando o endométrio – camada interna do útero – invade outros órgãos. Fora dali, esse tecido favorece inflamações bem doloridas.

DODÓI DO NENÉM

Algumas mães passam noites e noites em claro por causa das cólicas dos filhotes. Não há clareza sobre o motivo que leva uns bebês a sofrerem mais do que outros. Uma das explicações é que, nos primeiros dias de vida, o sistema digestivo ainda está imaturo. Daí, basta uma engolida extra de ar para gerar o acúmulo de gases na barriguinha, e lá vem o choro.


SERÁ A PIOR DE TODAS?

Para muita gente, a cólica renal é insuperável. Ela surge quando as pedras fabricadas nos rins mudam de lugar e estacionam onde não deveriam. Então, o sistema urinário tenta expulsá-las, deflagrando o terror. Os cálculos costumam ser pontiagudos e isso, claro, piora tudo.


UMA BAITA DOR DE BARRIGA

A prisão de ventre pode desencadear dores porque o trânsito fica impedido e o intestino tem que fazer mais força para se livrar do bolo fecal endurecido. Mas também existem contrações doloridas relacionadas com infecções intestinais. Aí, bactérias são as responsáveis pelo mal, que vem acompanhado de diarreias.

Estresse prejudica mais o coração das mulheres que dos homens, diz pesquisa

O estudo revela que o estresse no trabalho tem efeito devastador para a saúde do coração das mulheres jovens


Não fumar, ter uma dieta equilibrada e praticar atividade física são medidas essenciais para cuidar do coração
É fato: a gente acaba passando a maior parte do dia no trabalho. E muitas vezes a pressão é tão grande e o ritmo é tão alucinante que não dá nem tempo de ir ao banheiro, quanto mais de se alimentar direito. Ok, essa rotina também atinge os homens, porém parece que é o sexo feminino que está levando a pior – e cada vez mais cedo. Uma pesquisa realizada na Dinamarca, publicada na revista científica Occupational and Environmental Medicine, lançou um sinal de alerta especialmente para o estresse no trabalho, que teria um efeito mais devastador sobre a saúde de mulheres jovens, ampliando em 35% os riscos de danos cardíacos. “Nas últimas décadas, a mulher vem acumulando inúmeras responsabilidades e perdendo qualidade de vida. Muitas não conseguem se exercitar, comem mal, fumam”, analisa o cardiologista Marcelo Paiva, responsável pelo Núcleo de Cardiologia do Hospital 9 de Julho, de São Paulo. O resultado é o aparecimento de doença cardiovascular cada vez mais precoce. Sucesso é bom e todo mundo gosta, mas vale desacelerar. “Por mais que o dia esteja puxado, programe intervalos em meio à suas tarefas, alongue o corpo ou relaxe um pouco. E essencialmente encontre tempo para atividades físicas e para momentos de lazer, além, é claro, de buscar uma dieta equilibrada e não fumar”, sugere o especialista.

Alimentação com excesso de sal prejudica os ossos, dizem pesquisadores

Muito sal no prato abre as portas para a osteoporose


Só num hambúrguer há quase metade do sódio permitido por dia!
Na Universidade de Shimane, no Japão, pesquisadores avaliaram exames de densidade óssea e a alimentação de 213 voluntárias que passaram pela menopausa. E, aí, verificaram que aquelas que consumiam cerca de 18 gramas de sal todo dia corriam um risco quatro vezes maior de quebrar um osso em relação às participantes que ingeriam doses mais modestas. A culpa é do sódio, principal componente do tempero. "Já está bem claro que, em excesso, ele promove a perda de cálcio pela urina", observa a nutricionista Barbara Peters, da Universidade Federal de São Paulo. O organismo contorna a situação mandando o cálcio do esqueleto para a corrente sanguínea. Só que, dessa maneira, os ossos ficam fragilizados e, assim, suscetíveis a fraturas", explica a especialista.

Diabetes: praticar exercícios e fazer dieta não faz diferença?

Estudo gera polêmica ao concluir que dieta e exercício não reduziriam risco cardiovascular


O estilo de vida adequado ajuda a afastar complicações do diabetes
Foram 5.145 diabéticos acima do peso acompanhados em 16 centros médicos americanos por mais de dez anos - uma turma fazia regime e atividade física; a outra só participava de encontros sobre a administração do problema. Analisados os dados dos dois lados, o estudo Look Ahead constatou que a combinação entre dieta e exercícios não diminuiu o número de eventos cardiovasculares. Quer dizer, então, que basta tomar os remédios e se entregar à fritura e ao sofá? "Não. O trabalho falhou em mostrar os benefícios dessas intervenções porque teve um grupo de controle muito bem tratado, descolado da realidade", avalia Carlos Eduardo Barra Couri, endocrinologista da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto. "Sabemos que o estilo de vida ajuda a afastar outras complicações do distúrbio, como problemas renais e oculares", frisa. A pesquisa americana confirma, de todo modo, a importância do controle do colesterol e da pressão para o diabético e o quanto a dificuldade de manter o peso a longo prazo interfere nessa história.


BENEFÍCIOS COMPROVADOS

Problemas de ereção

Em outro braço do estudo Look Ahead, observou-se que quem fazia dieta e esportes teve menos disfunção erétil.

Apneia do sono

Os diabéticos que se mexeram e controlaram o cardápio também sofriam menos com essa desordem que prejudica o fluxo de oxigênio à noite.

Conheça os sintomas da síndrome do pânico, transtorno mais comum em mulheres

Elas são as mais afetadas por esse transtorno de ansiedade, principalmente se estão na faixa entre 20 e 35 anos


Falta de ar, sufocamento e taquicardia são alguns dos sintomas do distúrbio
Quem já foi assaltado deve ter sentido o coração disparar e as pernas bambearem, sintomas típicos do medo. “Mas, quando essas sensações aparecem sem motivo, se repetem ao longo do mês e surge o temor de morte súbita, há chance de ser transtorno do pânico”, diz o psiquiatra Sérgio Cabral, da Faculdade de Medicina da USP. Esse tipo de distúrbio de ansiedade tem tudo a ver com a herança genética e com o estresse excessivo e atinge principalmente as mulheres entre 20 e 35 anos. Elas têm até duas vezes mais chances do que a ala masculina de apresentar o transtorno.


VEM DE LONGE...

Apesar de parecer um mal da vida moderna, o pânico não é recente. A diferença é que agora os especialistas conhecem mais a doença. “Antes era o tal de piripaque”, conta Cabral. O problema já teve vários nomes, entre eles o de síndrome do coração do soldado, isso porque, durante a Guerra Civil Americana (1861-1865), surgiram alguns casos.


OS SINAIS DO MEDO

Uma série de reações acontece no organismo durante as crises de pânico. Os sintomas duram cerca de 20 minutos, mas, claro, esse tempo pode ser maior, não há regras. Veja, a seguir, os mais comuns:

- Falta de ar

- Corpo formigando

- Palpitações ou taquicardia

- Tremores

- Calafrios

- Enjoo

- Transpiração excessiva

- Sensação de desmaio

- Sufocamento

CONFUSÕES NO CONSULTÓRIO

Como o coração parece que não vai aguentar, há pacientes que correm até o cardiologista. Os sintomas lembram ainda a labirintite e até a asma, por isso, o ideal é fazer exames para descartar outras doenças e, só então, buscar a ajuda do psiquiatra. Ele vai orientar o uso de remédios que regulam a produção de substâncias no cérebro, os neurotransmissores. Para sanar o transtorno, que limita demais a vida social, a psicoterapia é outra grande aliada.


RESPIRE E SE ACALME

Embora o momento da crise pareça impossível de ser controlado, tente respirar com calma: procure mandar o ar para a barriga, e não para o peito. Assim, há uma melhora na oxigenação do corpo. Técnicas de relaxamento também ajudam. E, não custa lembrar, fazer atividade física é sempre uma boa pedida, pois os exercícios dão um chega pra lá no nervosismo.