Bolo caipira de mandioca e coco

Bolo caipira de mandioca e coco

Bolo caipira de mandioca e coco: super macio

Foto: Mauro Holanda

Tipo de prato: Sobremesa
Preparo: Médio (de 30 a 45 minutos)
Rendimento: 12 porções
Dificuldade: Fácil
Categoria: Bolo
Calorias: 387 por porção

Ingredientes

. 4 ovos
. 2 xícaras (chá) de açúcar
. 1 kg de mandioca crua ralada
. 1 coco médio triturado
. 1/2 xícara (chá) de leite morno
. 100 g de margarina derretida
. 1 colher (chá) de sal
. 1 colher (sopa) de fermento em pó
. Tiras de coco para decorar

Modo de preparo

1. Bata as claras em neve e adicione as gemas, uma a uma.

2. Acrescente o açúcar, a mandioca, o coco e o leite, misturando delicadamente.

3. Junte a margarina, o sal e o fermento.

4. Coloque em uma forma média untada e asse em forno, preaquecido, a 180 ºC por cerca de 30 minutos. Desenforme e decore com tiras de coco.

Entenda o que mudou no mundo da cirurgia plástica

Um novo conjunto rigoroso de medidas dá amparo a quem decide levar a vaidade à mesa de operação. Fique por dentro das mudanças antes de se submeter às cirurgias de implante de silicone

Cerca de 60% das 700 mil cirurgias plásticas realizadas em 2011 foram para fins estéticos
Foto: Getty Images

Apenas em 2011, os brasileiros se submeteram a 700 mil cirurgias plásticas, 10% a mais em relação ao ano anterior, segundo estimativa da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Cerca de 60% continuam sendo para fins estéticos. O crescimento anual desse número tem deixado os médicos e o Conselho Federal de Medicina (CFM) atentos à necessidade de novas regras e mudanças práticas que aumentem a segurança do paciente. Todo tipo de plástica está na mira das entidades da classe médica, mas a que pede maiores cuidados é a colocação de próteses de silicone.

No ano passado, o escândalo que resultou na proibição do uso dos implantes da marca francesa PIP (Poly Implant Prothèse) e da holandesa Rofil expôs a fragilidade do esquema da fiscalização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Essas próteses continham gel industrial em vez do produto adequado para uso humano; havia forte risco de se romperem, o que poderia provocar diversas reações inflamatórias no organismo.

No Brasil, 24,5 mil unidades tinham sido comercializadas em cinco anos e mais de 12 mil mulheres poderiam ser afetadas. Atualmente, aconselha-se a troca das próteses danificadas ou que apresentem indícios de estouro. "O governo cobrirá os custos da cirurgia de substituição ou remoção em pacientes que tenham histórico de câncer de mama, confirmação do estouro ou sintomas que precedem o rompimento do silicone, como inchaço, vermelhidão e dor", diz o secretário-geral da SBCP, Dênis Calazans.

Antes da polêmica, para autorizar a entrada dos implantes mamários no país, a Anvisa exigia dos fabricantes apenas documentos, elaborados pelas próprias empresas, atestando a qualidade dos produtos, sem fazer uma verificação própria dos testes (o mesmo valia para as próteses produzidas aqui).

Para reconfigurar o sistema, a venda de novas próteses nacionais e estrangeiras ficou suspensa de 22 de março a 9 de abril, enquanto a Anvisa, em parceria com o Inmetro, definia novos critérios de qualidade. A agência instituiu, a partir de então, a obrigatoriedade de um processo semelhante ao utilizado na verificação de preservativos, que torna mais seguro o uso de próteses de silicone no país. Caso o implante cumpra com todas as exigências do órgão, a aprovação demora cerca de dois a três meses.

A Anvisa pode refazer os testes a cada semestre ou em diferentes lotes da mesma empresa. A resolução estabelece ainda que o médico avise a paciente sobre os riscos da cirurgia, a expectativa de vida útil do implante, a possibilidade de interferência na amamentação e no autoexame da mama, entre outras informações que, de agora em diante, devem constar nas embalagens das próteses mamárias. Já que a paciente, em geral, não tem contato direto com o fabricante do produto, fica a cargo do médico repassar essas informações. Portanto, cobre do seu cirurgião plástico e, por segurança, exija o cartão do implante e o relatório da cirurgia, entregues após a operação.

Passou no teste?

No Brasil, são comercializados 50 modelos de próteses mamárias, de 18 marcas (duas nacionais e 16 estrangeiras). A partir de agora, para obter o Selo de Identificação da Conformidade do Inmetro, todas elas serão submetidas aos seguintes testes:

1. Ensaios de integridade para verificar a resistência do material: alongamento, tração, resistência ao rasgo, conferência da selagem de cada prótese.

2. Verificação dos componentes do silicone: para garantir que o material não seja quimicamente agressivo ao corpo.

3. Teste de resistência ao impacto.

4. Averiguação da pureza da composição: excluirá próteses contaminadas por substâncias nocivas, como metais.

O médico é obrigado a mostrar para o paciente o registro de qualificação de especialista
Foto: Getty Images

Registro nº 1

Na mesma linha de segurança máxima, em março do ano passado a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica lançou um cadastro nacional de implantes de silicone, sejam eles mamários, os tipos mais procurados, de panturrilhas, nádegas, peitoral masculino... "Somos o primeiro país do mundo a criar esse registro. Dessa forma, mapeamos quem é o paciente, as condições de saúde dele antes e depois do procedimento, qual a cirurgia realizada, onde ele foi operado e o tipo de silicone utilizado, além do nome do médico responsável", afirma o cirurgião plástico Dênis Calazans. Vale lembrar que os próprios médicos são os encarregados de transmitir todas essas informações de forma idônea.

Laços transparentes

A relação médico-paciente também se encontra na mira da SBCP, que há um ano criou uma comissão para elaborar um manual com novas recomendações. Das diretrizes aprovadas - e publicadas na revista da SBCP -, duas são de extrema importância. Uma, imposta pelo Conselho Federal de Medicina, proíbe que o médico use um paciente, ou o caso dele, para fazer propaganda de seu trabalho ou de algum tratamento.

A outra regulamenta uma prática que tem gerado diversos processos jurídicos contra esses profissionais. Para o CFM, qualquer médico pode realizar cirurgias, independentemente da especialidade. A SBCP tem uma contraproposta: segundo essa recomendação, o médico é obrigado a mostrar para o paciente o registro de qualificação de especialista, ou RQE, além do CRM, o registro médico no Conselho Regional de Medicina. "O objetivo é deixar quem vai se submeter a uma operação mais consciente das credenciais do profissional que escolheu", explica Dênis Calazans.

Descubra o que causa mau hálito e aprenda a evitá-lo

Halitose, nome científico do famoso bafo, não é uma doença, mas é desagradável. Aprenda a se livrar dela!

Foto: Getty Images

O que causa?
“Havia o mito de que o mau hálito representava problemas do estômago. Mas comprovamos que há mais de 60 causas”, diz Marcos Moura, dentista e presidente da Associação rasileira de Halitose.
As mais comuns são:
- Inflamação na gengiva
- Má escovação dos dentes e da língua
- Falta de salivação
- Prisão de ventre
- Estresse
- Má alimentação
- Consumo só de carne e derivados do leite

Como identificar?
Passe a língua no pulso e espere uns minutos para sentir se tem mau hálito. “Em alguns casos, o nariz se acostuma com o cheiro e deixa de percebê-lo. Aí, não identificamos se é intenso”, diz Caroline Calil, professora do curso de Halitose da Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Odontologia da Universidade de São Paulo (USP). Se apenas a escovação não
resolver o problema, procure um dentista.

Quando é normal ter mau hálito?
- Ao acordar, por causa das muitas horas de jejum, mas só até escovar os dentes.
- Depois de comer alimentos que deixem mau cheiro na boca, como alho e cebola.
- Em situações estressantes.
- Após ficar mais de três horas sem comer.

Tem tratamento?
Sim! Você faz uma boa higienização (escova os dentes três vezes ao dia, passa fio dental e visita o dentista a cada seis meses)? E segue com mau hálito? Então, procure um profissional para
investigar a causa. O tratamento pode ser só uma boa limpeza nos dentes.

Como avisar uma pessoa que ela tem bafo?

Marido ou amiga: Seja delicada, mas fale abertamente. Diga que, em certos horários do dia, você sente o mau hálito e que isso pode ser um problema. Indique um dentista.
Colega de trabalho: O ideal é avisar. Se não tiver coragem, o site www.abha.org.br tem o SOS Mau Hálito, para mandar carta ou e-mail anônimos. Mas atenção: leve a sério!

E se continuar...
Após essas medidas, o mau hálito permanece? Fique alerta, pode ser sinal de doenças mais graves como diabetes e câncer. Consulte um médico para o diagnóstico certo.

Bolo sensação de morango e creme de chocolate

Bolo sensação de morango e creme de chocolate

Bolo sensação de morango e creme de chocolate: é de babar!

Foto: Ormuzd Alves

Tipo de prato: Sobremesa
Preparo: Demorado (acima de 45 minutos)
Rendimento: 6 porções
Dificuldade: Médio
Categoria: Bolo
Calorias: 753 por porção

Ingredientes

. 6 ovos
. 2 xícaras (chá) de açúcar
. 300 g de chocolate ao leite
. 5 colheres (sopa) de farinha de trigo
. 100 g de amêndoas bem picadas
. 400 ml de leite
. 300 g de morangos

Modo de preparo

1. Derreta 100 g de chocolate ao leite em banho-maria.

2. Prepare a massa: na batedeira, bata 3 ovos, 1 xícara (chá) de açúcar, o chocolate derretido e 3 colheres (sopa) de farinha até formar um creme.

3. Misture as amêndoas.

4. Unte e forre com papel-manteiga uma forma grande de bolo inglês. Coloque a massa e asse no forno, preaquecido, a 180 °C, por ,aproximadamente, 40 minutos.

5. Deixe esfriar e desenforme.

6. Faça o creme: na batedeira, bata 3 gemas com 1 xícara (chá) de açúcar e 2 colheres (sopa) de farinha de trigo.

7. Junte, em fio, o leite quente.

8. Transfira para uma panela, leve ao fogo, mexendo até engrossar.

9. Junte 200 g de chocolate picado, mexa até o chocolate derreter e desligue o fogo. Deixe esfriar.

9. Lave, enxugue e pique os morangos (reserve alguns para decorar).

10. Corte a massa em três partes no sentido horizontal, recheie com o creme e os morangos.

11. Polvilhe açúcar de confeiteiro, decore com os morangos e sirva.

Qual é o melhor horário do dia para se tomar remédio?

Foto; Getty Images

Sincronizar o horário de um medicamento com o relógio do organismo faz toda a diferença para aumentar sua eficácia e diminuir efeitos colaterais. Essa é a proposta da cronofarmacologia, ciência que cuida da “agenda biológica”.

“As funções orgânicas vivem oscilando conforme o momento do dia. Conhecer suas fases e adequar os medicamentos a elas é importante para melhorar o aproveitamento e reduzir reações adversas”, aprova o fisiologista Luiz Menna-Barreto, da Universidade de São Paulo, em entrevista à revista SAÚDE.

O planejamento precisa levar em conta tanto aspectos da rotina do indivíduo como certas peculiaridades do funcionamento do organismo. “Isso inclui fatores como sono, alimentação, trabalho, ritmo do sistema digestivo e produção de hormônios”, enumera a farmacêutica Amouni Mourad, assessora técnica do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo.

Antes de estabelecer conexões entre os ponteiros do relógio e a ação de substâncias, vale a pena apontar um dos principais marcadores do compasso do organismo: o ciclo sono/vigília. Ele delineia o chamado ritmo circadiano. “Trata-se de um padrão temporal em que as funções orgânicas oscilam. Ele se repete, aproximadamente, a cada 24 horas”, descreve Menna-Barreto. Conhecer essa regularidade ajudará você a entender as razões pelas quais tomar remédio com hora marcada melhora a absorção e a distribuição de medicamentos dos grupos a seguir:

Coração
Nosso sistema nervoso central é dividido em dois: o simpático e o parassimpático. O primeiro predomina durante o dia, aumentando a pressão arterial. Quando relaxamos o segundo intensifica sua ação, desacelerando o organismo. O sistema simpático ordena a produção do hormônio cortisol pela glândula suprarrenal. Este, por sua vez, acelera o coração. “É por volta das 8 horas da manhã que os níveis de cortisol atingem seu pico, favorecendo problemas cardiovasculares, como o derrame e o infarto”, alerta Amouni. Portanto, é fundamental que os anti-hipertensivos e outros remédios cardiológicos estejam presentes no organismo em concentração suficiente logo pela manhã.

Saúde mental
Entre 5% e 10% dos pacientes que tomam antidepressivos sentem sonolência, estima o psiquiatra Marcio Bernick, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Para dormir bem, acertar o horário também é essencial. Já em relação aos compostos da classe dos benzodiazepínicos, seu uso preferencial é noturno.

Bactérias
Ao receitar um antibiótico, o médico deve conhecer as informações sobre intervalos entre as doses. “Ele também tem a função de esclarecer que alguns medicamentos são aproveitados somente em jejum, enquanto outros devem ser engolidos após as refeições”, ressalta o infectologista Paulo Olzon, da Universidade Federal de SP.

Os melhores tratamentos para conquistar uma pele sem manchas

O melasma - mancha no rosto - aparece até mesmo em mulheres jovens. Você sofre com esse problema? Então, conheça os melhores tratamentos - tem até um laser novo, que promete resultado sem o risco de piorar o quadro

O melasma surge principalmente nas maçãs do rosto, testa e acima dos lábios
Foto: Getty Images

De todos os problemas de pele, nenhum é tão desafiador para os dermatologistas como as manchas, especialmente o melasma, aquela marca acastanhada, de contorno irregular, que surge principalmente nas maçãs do rosto, testa e acima dos lábios. E o inimigo é tinhoso: mesmo que você trate com as técnicas mais modernas e use os melhores cremes, basta abusar do sol que o danado volta. "O problema surge quando há uma produção e distribuição desordenada da melanina, pigmento escuro produzido pelo organismo para a proteção da pele", explica o dermatologista Marcelo Bellini, professor-colaborador do Hospital do Servidor Público Municipal, em São Paulo. Existe uma importante conexão entre esse tipo de mancha e os hormônios femininos. "É bastante comum aparecer durante a gestação, em quem usa pílula anticoncepcional ou faz reposição de hormônios", fala Jardis Volpe, dermatologista de São Paulo.

Mas não são apenas nessas condições que essa mancha surge: o sol também tem culpa. Sim, a exposição excessiva desencadeia o problema que atinge com mais força as mulheres de pele morena, exatamente quem acha que está naturalmente mais protegida. As células da pele acumulam os efeitos da radiação no decorrer da vida e, de repente, depois daquele verão bem aproveitado na praia, você nota uma marca no rosto. Mais do que isso, a simples exposição à luz, inclusive aquela fluorescente do escritório, piora a mancha. A saída? Apostar em prevenção, usando filtro solar religiosamente todos os dias (até para trabalhar), e investir nos tratamentos recomendados pelos especialistas. É o que você vai descobrir agora!

Tratamentos para um rosto uniforme

Para combater um inimigo tão resistente, o ataque precisa ser feito em diversas frentes. "Peeling e laser são associados a cremes despigmentantes. E, sempre, usar filtro solar com FPS acima de 60", diz João Carlos Pereira, dermatologista de São José do Rio Preto (SP). Veja as melhores apostas em casa e no consultório:

Use o protetor solar diariamente, mesmo em dias frios
Foto: Getty Images

Em casa

Mesmo que você faça tratamentos potentes com o dermatologista, vai precisar usar um creme com ação clareadora por, pelo menos, três meses. Os ácidos - glicólico, salicílico, retinoico, entre outros - servem tanto para remover as células superficiais da pele e os pigmentos que nela se encontram, clareando o tom, como para favorecer a penetração de outros princípios ativos dos produtos. É o caso da hidroquinona, do ácido kójico e do arbutin, substâncias que inibem a formação de uma enzima responsável por produzir e distribuir a melanina, bloqueando a formação do pigmento que causa a mancha.

Existe ainda os antioxidantes, como o ácido tranexâmico, ácido ferúlico, zeniberry (derivado da framboesa) e as vitaminas C e E. Eles inibem a produção dos radicais livres, envolvidos na pigmentação, e protegem a pele da ação danosa dos raios solares. "Em maior concentração, todas essas substâncias devem ser manipuladas e usadas com acompanhamento do dermatologista", diz Sylvia Ypiranga, médica-colaboradora na disciplina de dermatoscopia do Departamento de Dermatologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Para apostar no laser, procure um dermatologista de sua confiança. O procedimento, quando realizado da maneira errada, pode piorar o melasma
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No consultório

Peeling: dá resultado e é bastante seguro

O peeling superficial seriado (mais leve e realizado em diversas sessões) continua sendo a primeira opção dos dermatologistas, pois muitos consideram a prática mais segura. "Uso ácido retinoico, kójico ou fítico", fala Marcello Bellini. A dermatologista Sylvia Ypiranga também recomenda o procedimento quando os cremes não são mais suficientes. "Depois de dois a três dias da sessão, a pele descama e, com isso, o pigmento é removido aos poucos", explica. Dependendo da intensidade do melasma, podem ser necessárias de três a cinco sessões, com intervalos de duas a quatro semanas entre elas. O preço varia muito, mas está em torno de 200 reais cada sessão. "Enquanto durar o tratamento e por 40 dias após o término, a paciente não pode se expor ao sol e precisa usar um filtro potente no dia a dia", alerta Ana Lúcia Recio, dermatologista de São Paulo. Também deve evitar calor excessivo - vapor e mormaço, por exemplo, pioram o problema.

Laser: tem novidade promissora

Até agora o laser tem sido um tratamento controverso no que se refere ao melasma. "Apesar de sabermos que o pigmento pode ser removido por ele, devemos ter muito cuidado ao indicá-lo, pois o calor gerado nessa tecnologia ativa o melanócito (célula que produz a melanina) e causa um processo inflamatório que pode piorar o melasma inicial", diz Sylvia Ypiranga. Marcelo Bellini concorda. Segundo ele, trabalhos apresentados em congressos internacionais mostraram que 30% das pacientes tratadas com luz intesa pulsada (um tipo de laser) tiveram aprofundamento ou ampliação da mancha. "Indico o laser apenas para mulheres que não obtiveram resultado satisfatório com o peeling e com os cremes", fala.

Mas, com o lançamento do Spectra Laser Toning, esse quadro tende a mudar. Trata-se de um laser Nd: YAG que atinge diretamente a melanina, quebrando-a em pequenos pedaços e, dessa forma, clareando o rosto. "A grande diferença desse laser em relação aos outros é que os pulsos são muito rápidos, em nanossegundos, aquecendo menos a pele e, portanto, prevenindo o efeito rebote - lembre-se de que o calor piora a mancha", explica João Carlos Pereira, que fala numa redução de até 80% do melasma com essa técnica. "Levando em conta que alguns métodos promovem de 20% a 30% de melhora, é uma grande evolução." Segundo a Skintec, representante do aparelho no Brasil, cada sessão custa em torno de 400 reais e são recomendadas de cinco a dez sessões, dependendo da coloração da mancha (quanto mais escura, mais longo será o tratamento), com intervalo de uma a três semanas entre elas. A aplicação costuma ser um pouco incômoda - a paciente sente um leve desconforto no local, que fica bastante vermelho. O único cuidado pós-procedimento é a aplicação do bloqueador solar. A mesma máquina, com outro comprimento de onda, também é indicada para remover melanose solar (manchas de sol), sardas e alguns tipos de tatuagem.

Dor de garganta: principais inflamações e como curá-las

Conheça as diferenças entre as principais inflamações que ocorrem na garganta e saiba o que fazer se a dor chegar


Abra a boca e veja onde dói. Se consegue enxergar a região, é mesmo uma dor de gargantaxto
Foto: Dreamstime

Faringite

O que é: inflamação na faringe - parede localizada no final da boca. Normalmente é provocada por vírus e pode evoluir para uma amigdalite bacteriana. Sinusite e refluxo são outros culpados pela inflamação.

Sintomas: dor para engolir, falar e bocejar, e mal-estar; vermelhidão na parede no fundo da boca e furinhos vermelhos chamados aftas. Quando é infecção bacteriana, há também formação de placas de pus.

Tratamento: com analgésico e antitérmico (dipirona ou paracetamol). Se não houver melhora após um dia tomando o medicamento, procure um médico, pois a infecção pode ser bacteriana e você precisará de antibiótico.

Amigdalite

O que é: inflamação nas amígdalas - tecidos arredondados que ficam um de cada lado na parede lateral da garganta; o mais comum é acontecer uma infecção viral, mas infecções por bactéria também são frequentes.


Sintomas: dor intensa, principalmente para engolir, febre, mal-estar e indisposição. Se as amígdalas estiverem inchadas e a região bem vermelha, a infecção é viral, e pequenas feridas vermelhas podem aparecer. Quando houver placas de pus, uma bactéria foi a causadora da infecção.

Tratamento: se parecer viral, siga as mesmas indicações dadas para faringite. Mas se você enxergar pus, procure o médico imediatamente.

Laringite

O que é: pode ser confundida com faringite, mas a infecção acontece na laringe e frequentemente é provocada por vírus. A laringe fica mais abaixo no pescoço, na região do pomo de Adão, onde a voz é produzida - não é possível vê-la sem ajuda de aparelhos médicos.


Sintomas: primeiro, aparece dor local na região da laringe. Em seguida, vem a rouquidão e, por último, surge uma tosse seca e irritativa.

Tratamento: siga o mesmo indicado para faringite. E caso a rouquidão dure por mais de uma semana, vá o médico - ainda mais se você beber e fumar muito. Esse ato pode diagnosticar ou prevenir câncer na laringe!

Diga ah!

Abra a boca e veja onde dói. Se consegue enxergar a região, é mesmo uma dor de garganta


Tire suas dúvidas sobre as inflamações

Há prevenção para a dor de garganta?

Sim. "O principal é não respirar pela boca, o que resseca a mucosa e facilita o alojamento de bactérias", diz o otorrinolaringologista Fernando Pochini. Além disso, coma bem e evite entrar em contato com fatores que desencadeiem reações alérgicas em você.

O que é irritação na garganta?

É uma inflamação, normalmente causada por refluxo, nariz entupido ou poeira que entrou na garganta. Os sintomas são coceira, secura e sensação de que algo arranha. Para não virar infecção, desobstrua o nariz, lave-o com soro fisiológico e beba bastante água.

Qual a duração de cada caso infeccioso?

Quando é viral, permanece entre três e quatro dias. Já a infecção bacteriana dura mais - e é o uso de antibiótico que diminui o ciclo.

Posso usar pastilhas?

A maioria das pastilhas tem anestésico na fórmula, o que ameniza a dor. Entretanto, "ela não mata o vírus ou a bactéria. Portanto, o melhor é tratar com medicamentos", explica o otorrinolaringologista Ronaldo Frizzarini.

Quando é preciso retirar as amígdalas?

Quando se tem de cinco a sete infecções bacterianas em um ano. Outro motivo acontece quando o pus formado na amigdalite fica represado na amígdala, permitindo que as bactérias se desenvolvam. "Vale lembrar que quem retira amígdala não está livre de ter faringite", diz Ronaldo Frizzarini.

Mitos e verdades sobre a dor de garganta

Ela pode evoluir para conjuntivite?

Verdade. Os micro-organismos que atacam a faringe não têm preconceito: eles afetam qualquer mucosa, inclusive a dos olhos. Por isso, quando estiver doente, não ponha as mãos na boca e, depois, perto das pálpebras.

Tomar sorvete causa dor?

Mito. No máximo, alimentos e bebidas geladas constringem os vasos, dificultando a chegada de células de defesa. Isso, todavia, não gera irritação por si só.

Beber água ajuda a prevenir e a tratar o desconforto?

Verdade. O tal muco é composto de 95% de H20. Na falta de líquido, essa barreira natural se torna espessa e, portanto, menos eficaz. Está aí outro argumento para não ficar com sede.

Gargarejo com água morna, sal e vinagre combate os micro-organismos?

Mito. Misturas como essa alteram o pH da garganta. Como é sensível à acidez, ela pode até se irritar com o enxágue, o que só serve para piorar a infecção.

Sair de um ambiente quente para outro frio e seco sem se agasalhar gera mais dor?

Verdade. Essa troca resseca o muco protetor. Desidratado, ele não intercepta as partículas nocivas, que passam a agredir o local. Um casaco atenua a mudança brusca de clima.

Dor de garganta não é contagiosa?

Mito. Como geralmente decorre de vírus ou bactéris, que transitam de uma pessoa a outra pelo ar ou por um aperto de mãos, ela pode passar, sim.

Receitas caseiras para se livrar da dor de garganta

Maçã com mel

Quem está com a garganta inflamada deve evitar consumir líquidos gelados ou muito quentes, pois as temperaturas extremas causam irritação instantânea e pioram o incômodo. Para aliviar a dor, fatie uma maçã, cubra com mel e deixe descansando por três minutos. A fruta reduz a inflamação local enquanto o mel tem ação lubrificante e calmante. Coma cerca de duas unidades por dia.

Gengibre

Trata gripe, dor de garganta e má digestão. Ajuda a aliviar amigdalite, gripes, resfriados, gases, cólicas e dores musculares. Deve ser preparado como chá por infusão. Beba de manhã, à tarde e à noite Atenção: não é indicado para mulheres com menos de três meses de gravidez.

Limão

Faça gargarejo várias vezes ao dia com água morna, suco de limão e uma pitada de sal.

10 revelações médicas que podem mudar sua vida

Comer ovo faz bem ou mal? Exames em excesso podem prejudicar o organismo? Parto normal depois de cesárea é perigoso? Especialistas mostram que muita coisa não passa de crença popular

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Dizem que a ciência é um campo de verdades transitórias. Não à toa, na bolsa de valores da saúde, algumas recomendações entram em alta, enquanto a cotação de outras despenca. Selecionamos reviravoltas que em algum momento vão influenciar seu dia a dia.

1. Você deveria comer mais ovo

Por décadas, ele permaneceu à margem daquilo que é considerado um cardápio saudável. A má reputação parecia ter motivo: o ovo era encarado como um poço de colesterol. Tempos depois, cientistas descobriram um composto especial em sua fórmula: a lecitina. "Trata-se de um emulsificante natural de gordura, que inibe a absorção do colesterol no intestino", explica Rosana Perim, gerente de nutrição do Hospital do Coração, na capital paulista. Mas atenção: como a gema é rica em colesterol, recomenda se não exagerar todo dia, especialmente se a dieta já for composta de carne, leite e queijos gordurosos. Três unidades semanais já são um prato cheio para a saúde.

2. Quem tem doença séria precisa malhar

"Sob a alegação de que o corpo deveria guardar suas energias, já foi padrão prescrever repouso absoluto em casos como câncer ou infarto", relata Moisés da Cunha Lima, fisiatra do Hospital Nove de Julho, em São Paulo. Mas trabalhos científicos ao redor do globo derrubaram essa tese. "Obviamente há restrições e cuidados especiais logo após o diagnóstico, mas manter-se em movimento, hoje, é parte integrante do tratamento de vários males considerados graves", reforça Jomar Souza, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte, em Salvador. Uma das razões para essa quebra de paradigma é que as atividades físicas aplacam as dores, a fadiga, o estresse e a perda de massa muscular, sintomas pra lá de comuns quando um problema sério dá as caras. Aliás, elas são cada vez mais vistas como um remédio eficaz para atuar diretamente nas enfermidades, já que fortificam o sistema imunológico, regulam os batimentos cardíacos, promovem emagrecimento...

3. Cuidado com o excesso de exames

O problema é que, além de expor as pessoas à radiação nos exames de imagem, pecar pelo excesso atrapalha a busca pelo diagnóstico porque pode desviar o foco inicial da investigação ou gerar resultados falsos positivos - quando acusam uma doença inexistente. "Assim como remédios, os exames têm indicações específicas e contraindicações", afirma o clínico-geral Nelson Carvalhaes, do laboratório Fleury, na capital paulista. "Conhecer bem o paciente e seu histórico corresponde a 90% do diagnóstico", diz Paulo Olzon, clínico-geral da Universidade Federal de São Paulo. O excesso não é bom.


4. Tratar problemas antes de aparecerem

Pré-diabete, pré-hipertensão... Houve uma época em que, na ausência desses nomes criados para designar um estágio que antecede o problema propriamente dito, o médico esperava o diagnóstico e, só aí, traçava o plano terapêutico. Hoje, as mudanças no estilo de vida e, se necessário, a prescrição de medicamentos são cobradas antes de os exames cravarem os valores da doença em si. "Os pré-diabéticos têm só metade do seu pâncreas produzindo insulina, e os estudos mostram que, entre eles, as taxas de mortalidade são mais altas", exemplifica o endocrinologista Carlos Eduardo Barra Couri, da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto. "Não por menos já receitamos a esses pacientes remédios para melhorar a ação da insulina", diz.

5. Limpeza demais prejudica

Criar o pequeno em ambientes muito limpos propicia uma situação indesejada: o sistema imune da criança fica destreinado para enfrentar germes e, pior, tende a disparar reações alérgicas diante de substâncias inócuas. É o que propõe a "teoria da higiene" (veja o quadro ao lado), que ganha força com um estudo da Universidade Harvard, nos Estados Unidos. Ao deixar ratos - cujas células de defesa são parecidas com as nossas - em um local estéril, observou-se que esses animais apresentavam mais doenças inflamatórias no intestino e nos pulmões do que os largados em habitat normal. Lógico que ninguém defende conviver com a sujeira 24 horas por dia. "Cuidados como lavar as mãos após as brincadeiras devem ser mantidos", orienta a alergologista Renata Cocco, da Universidade Federal de São Paulo.

6. Vício por comida deve ser tratado

Embora a compulsão alimentar tenha sido descrita há algumas décadas, só agora passará a integrar o manual que serve de referência internacional das desordens psiquiátricas. A condição é marcada por ataques periódicos e recorrentes de gula, com direito a iguarias estranhas. "Entre os obesos que procuram tratamento para o excesso de peso, a prevalência da compulsão é de 30%", conta o psiquiatra Adriano Segal, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Esse quadro requer orientação especializada. "Podemos indicar sessões de terapia cognitivo-comportamental e receitar remédios como inibidores de apetite e antidepressivos", esclarece Segal.


7. Todo mundo tem que consumir gordura

O nutriente tão censurado em regimes da moda deve, sim, fazer parte da dieta. Com bom senso, é claro. O primeiro passo para um consumo inteligente é entender que há mais de uma versão de gordura dando sopa por aí e cada uma merece seu espaço no dia a dia (confira no quadro ao lado). A mono e a poli-insaturada, por exemplo, têm prioridade. "A primeira evita a formação de placas nos vasos e, por isso, auxilia a prevenir complicações cardiovasculares", informa a nutricionista Samantha Rhein, professora do Centro Universitário São Camilo, em São Paulo. "Já a segunda combate inflamações, melhora o controle da pressão e contribui para a integridade do sistema nervoso." A saturada demanda mais controle. "Em excesso, ela coloca o coração em risco", avisa Ana Paula Chacra, cardiologista do Instituto do Coração de São Paulo. O perigo maior mora na trans - aquela dos alimentos industrializados. É que, além de elevar os níveis do colesterol ruim (LDL), ela derruba os do bom (HDL). Esta é melhor esquecer.


8. Videogame pode ser saudável

Os novos consoles exigem do jogador muito movimento e preparo físico. Se antes era necessário deslocar somente os dedos, sentado confortavelmente no sofá, agora o desafio é superar os obstáculos do jogo remexendo o esqueleto. E isso, para começar, resulta num belo gasto de calorias. "Ao se exercitar com o videogame em intensidade moderada por um tempo prolongado, já é possível melhorar o condicionamento", atesta o cardiologista Daniel Kopiler, chefe do Serviço de Reabilitação Cardíaca do Instituto Nacional de Cardiologia. Se os golpes, corridas e danças virtuais ainda não substituem em 100% os esportes tradicionais, no mínimo afastam o sedentarismo e promovem bem-estar, sobretudo para os idosos. "Os games aperfeiçoam o caminhar e o equilíbrio em pessoas com idade avançada", confirma o geriatra Virgílio Garcia Moreira, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Hoje, eles já são usados inclusive como ferramenta na recuperação de pacientes que sofreram baques como um derrame.


9. Exercício em excesso faz mal

A resistência dos triatletas passa a ideia de que eles são extremamente saudáveis. Mas na Universidade Cruzeiro do Sul, em São Paulo, pesquisadores avaliaram o sistema imunológico desses atletas e, depois, compararam-no com o de idosas que faziam atividades físicas leves. "Acredite se quiser: as defesas das senhoras estavam mais preparadas para combater infecções do que as dos esportistas", revela a educadora física Tânia Pithon-Curi, que coordenou o trabalho. E isso é apenas um exemplo. Se suar a camisa moderadamente traz benesses dos pés à cabeça, o exagero é um tiro pela culatra, como você verá na tabela à direita. "Daí a importância de buscar profissionais que tracem os limites segundo as características do indivíduo", salienta Jomar Souza.


10. Parto normal depois da cesárea

As mães de segunda viagem podem escolher o parto natural mesmo que o primogênito tenha nascido de cesariana. O grande temor, há alguns anos, era o rompimento da cicatriz uterina do primeiro procedimento. "Mas agora sabemos que é possível fazer um parto normal, com anestesia, dois anos depois da cesárea", esclarece o obstetra Luiz Fernando Leite, do Hospital e Maternidade Santa Joana, em São Paulo. É por meio de uma conversa com o médico que fica definido se o bebê pode vir ao mundo sem cirurgia. "Tudo deve ser acompanhado de perto no hospital, que está munido dos equipamentos necessários para possíveis emergências", ressalta a obstetra Márcia Maria da Costa, do Hospital e Maternidade São Luiz, na capital paulista.

Saiba como usar o óleo de coco sem prejudicar a saúde do seu coração

Ele é a bola da vez em termos de perda de peso. Mas sua eficácia divide opiniões por causa da gordura. Fique por dentro e avalie se vale a pena investir no alimento.

Apesar de estar na moda, o consumo do óleo de coco gera polêmica

Se tem um óleo que pode ser considerado o queridinho do momento, é o de coco extravirgem. Extraído do fruto maduro, ele virou febre principalmente entre aqueles que desejam se livrar de vez das dobras que teimam em se espalhar por diversas partes do corpo. Além do aspecto da saciedade que o óleo de coco proporciona os outros benefícios relacionados ao óleo de coco não são vistos com tanta empolgação por uma boa parte de especialistas, já que o fato de ser formado por gorduras saturadas do tipo triglicerídeo de cadeia média não é considerado exatamente uma grande vantagem para saúde. "De fato, esse tipo de gordura é processada com maior rapidez. Mas gerar energia não é o mesmo que dissipá-la como calor", informa Rosana Radominski, endocrinologista e presidente do Departamento de Obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. "Ela pode ser usada para ajudar a acumular gordura no corpo, caso a ingestão calórica seja maior do que o gasto."O também endocrinologista Alfredo Halpern, do Hospital das Clínicas de São Paulo e autor do livro A Nova Dieta dos Pontos para Crianças e Adolescentes, vai na mesma toada: "Talvez a gordura saturada de cadeia média possa fazer menos mal do que a de cadeia longa. Daí a dizer que emagrece é absurdo. Ela engorda tanto quanto as outras".


É bom frisar que rechear a mesa com alimentos gordurosos merece atenção redobrada não só porque dispara o risco de obesidade, epidemia que está por trás de uma série de doenças - de males cardiovasculares a câncer. A digestão vagarosa, por exemplo, pode ser um problema para certas pessoas. "Uma dieta rica em gordura, como a do óleo de coco, é capaz de piorar os sintomas de quem já sofre com um processo digestivo mais lento ou tem histórico de refluxo", conta o gastroenterologista Ricardo Barbuti, que integra a Federação Brasileira de Gastroenterologia.


Outro grupo que deve pensar duas vezes antes de regar sem pudor os pratos com óleo de coco é o de pacientes diagnosticados com esteatose hepática, quando o fígado entra num processo de engorda. "Devido à sua composição, o alimento pode aumentar a dimensão do problema", esclarece a nutricionista Andréia Naves.

E o coração?

Além de notar a redução de peso dos voluntários, os cientistas da UFRJ encontraram evidências de que o óleo de coco extravirgem ajudou a elevar as taxas do HDL, o bom colesterol, e freou o desenvolvimento do LDL, um algoz do peito. "Alguns estudos já demonstraram que os triglicerídeos de cadeia média reduzem a produção de uma lipoproteína chamada VLDL, associada ao aumento do LDL", lembra a pesquisadora Christine.Mas está aí outro tema que incita um acalorado debate. É que a gordura saturada, independentemente de ser de cadeia média ou longa, é reconhecida por aumentar os dois tipos de colesterol, especialmente aquele que ameaça a saúde. "Logo, o óleo de coco não é indicado nem para prevenir nem para tratar doenças cardiovasculares. Pior do que esse tipo de gordura, só a trans, já que estimula a produção de LDL e reduz o HDL", adverte Ana Carolina, do Incor.


Justamente por suscitar dados contraditórios, não é de surpreender que os especialistas concordem em um ponto: é preciso colocar o óleo de coco no centro de outros estudos antes de considerá-lo a última palavra no que diz respeito ao emagrecimento. "Outras variáveis devem ser investigadas e mais pesquisas são necessárias para corroborar a tese de que ele é mesmo um aliado da boa forma", diz Mariana Del Bosco, nutricionista da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica.


Agora, quem quiser testar seus efeitos pró-emagrecimento antes que os pesquisadores batam o martelo deve se restringir a 2 colheres de sopa diárias. "Comece consumindo uma quantidade pequena para evitar desconfortos gastrointestinais como náuseas, cólicas e diarreia", indica Bruna Murta, nutricionista da rede Mundo Verde, na capital paulista.
As doses caem bem antes das principais refeições - para estimular logo a saciedade - ou adicionadas a saladas, pratos quentes, molhos, massas, sucos e shakes. Caso opte pelas cápsulas, saiba que são necessárias 12 delas para conquistar os possíveis efeitos de 1 colher de sopa do óleo de coco. Você decide.

Veja dicas de como manter a saúde perfeita aos 20, 30, 40 anos ou mais

Cada época de nossa vida pede atitudes e hábitos certos para que nosso corpo continue funcionando com toda vitalidade da juventude

Cuidado simples com a saúde podem garantir uma vida saudável

Imagine exibir rosto, corpo e vitalidade de 20 anos hoje, em 2020 e também em 2030! Sim, é possível parar de fazer aniversário sem precisar mentir a idade. E não estamos falando de cosméticos milagrosos ou de tratamentos caríssimos. A seguir, o guia de atitudes simples, com certificado de garantia da ciência.

Aos 20 anos: Nessa fase, segundo os experts, quem coloca sua saúde em risco é a pressa de curtir a vida, de comer só um lanche para ter tempo de abraçar o mundo... A boa notícia é que mínimas mudanças podem salvar sua pele, seu corpo e sua alma pelas próximas décadas.

Continuar mamando
Você precisa emagrecer para ficar com o corpo igualzinho ao da linda Grazi Massafera - de hoje para amanhã. Resultado: vira presa de dietas malucas. O problema? "Acabar com seus estoques de cálcio, o que pode resultar em osteoporose lá na frente, além da perda de dentes", alerta o geriatra Wilson Jacob Filho. Mesmo de regime, trate de ingerir pelo menos duas porções de laticínios por dia. Pode ser até sorvete!

Evitar o efeito maracujá
O sol turbina seu humor e a deixa da cor do pecado. Mas também causa envelhecimento precoce e até câncer de pele. Pior: agora você não vai perceber nada. Mas, como suas consequências têm efeito cumulativo, seu rosto de princesa parecerá de bruxa - cheio de rugas, sardas e coisa pior - mesmo antes de completar 40 verões. Nada como um filtro solar adequado ao seu tipo de pele para uso diário.

Abrir os olhos para a escovação
Jogar-se na cama depois da balada sem investir na higiene bucal é um crime. "Durante a noite há redução da produção salivar, o que intensifica a proliferação de bactérias, aumentando o risco de cáries", explica o cirurgião-dentista Fabio Bibancos. E, mesmo que não tenha medo do motorzinho, você precisa saber que elas podem provocar cardiopatias, problemas renais e nascimento de bebês prematuros.

Dosar a caipirinha
Nessa fase, o corpo se recupera mais rápido de uma ressaca. Mas isso não significa que ele não se ressinta do consumo exagerado de álcool. Em três anos de abuso podem surgir doenças do sistema digestivo, além de desequilíbrio no ciclo menstrual. E você ainda corre o risco de aparentar ter até dez anos a mais, pois o álcool acelera o envelhecimento. Isola!

Morder a fruta do pecado
Para ganhar mais alguns minutos de sono, você abre mão do café da manhã. Lá pelo meio-dia, a fome é tanta que acaba devorando um monte de itens calóricos... Faltam fibras! Em vez de comprar biscoitos, que tal uma maçã? "Além de regular seu intestino, isso vai evitar que desenvolva câncer no órgão mais tarde", explica o geriatra.

Aos 30 anos : Teoricamente, a inconsequência dos 20 anos ficou para trás - e por isso seria mais fácil fazer opções essenciais para o futuro da sua vitalidade. O que dificulta a bravata agora é o stress, que aumenta a cada primavera, junto com a pressão, as cobranças... O que fazer para virar o jogo:

Pensar magro
Para manter o corpo que Deus lhe deu lindo décadas afora, corte as gorduras do cardápio já. Aos 30, o metabolismo começa a ficar mais lento. "Gorduras saturadas e trans aumentam as chances de doenças cardiovasculares", avisa o endocrinologista e nutrólogo Wilmar Accursio. No restaurante por quilo, resista ao bife à milanesa. Mulher que enxerga longe troca o cardápio ton sur ton por um bem colorido para garantir variedade de nutrientes.

Deixar o sal para o banho
Aos 20, quando você fica nervosa, sua pressão sobe levemente. "Porém, ao longo da vida, o quadro se agrava e pode se tornar crônico, principalmente para quem consome sal demais", diz o dr. Accursio. Que tal maneirar no tempero ou escolher a versão light, com menos sódio? O perigo sobe para quem tem predisposição genética, é obeso ou fuma.

Dormir feito um bebê
A luta contra a insônia vale cada babado da sua camisola. "Dormir mal aumenta a produção de cortisol e pode causar de envelhecimento precoce a gastrite", alerta o dr. Accursio. Recursos que a ajudarão a se render aos encantos de Morfeu: diminuir a luz dos ambientes e, pasme, jamais se deitar com fome ou sede.

Visitar os homens de branco
Mesmo com a agenda apertada, melhor encontrar tempo para fazer exames. Se eles mostrarem indícios de doenças assintomáticas - como hipertensão, diabetes -, poderá mudar hábitos, evitando complicações futuras. "Se tem vasinhos, não espere se transformarem em varizes", explica o dr. Jacob. "A mulher que se conscientiza de um problema nessa fase é capaz de controlar seu desenvolvimento."

Suspender os sinais de fumaça
Principalmente se você morar numa grande cidade, não espere nem mais um minuto para abandonar o cigarro. Pesquisa da Sociedade Brasileira de Cardiologia feita com os paulistanos mostrou que respirar o ar da metrópole seria como consumir dois cigarros ao dia, aumentando o risco de infartos. Os dois juntos, então... O fumo é fator de risco para câncer, doenças coronarianas e aneurismas arteriais.

Aos 40 anos: O ônus dessa fase: o corpo feminino se prepara para a menopausa. O ritmo do metabolismo diminui e as chances de engordar aumentam. O bônus: você já se conhece bem o suficiente para fazer só as opções que favorecem sua saúde e beleza. A lista de prioridades inadiáveis:

Sublimar o refrigerante
Como tem grande quantidade de fósforo, o que atrapalha o metabolismo do cálcio e facilita a osteoporose, esse tipo de bebida é especialmente contraindicado nessa fase. Chás e águas saborizadas são boas alternativas, além de sucos naturais.

Pedir ômega pelos números 3 e 6
Esses ácidos graxos ajudam a controlar a inflamação celular que gera o processo de envelhecimento. Linhaça, nozes, óleos vegetais e peixes de água fria (salmão, atum, arenque, bacalhau e sardinha) são fontes de ômegas, substâncias também indicadas para auxiliar o controle das taxas de colesterol. A cota ideal de consumo? Três filés de peixe por semana. Vale consumi-los no restaurante japonês, no bufê por quilo, em casa... Só não pode abrir mão.

Fazer prato de passarinho
É isso mesmo que você entendeu: a essa altura do campeonato, fica imprescindível reduzir a quantidade de calorias ingeridas por dia para evitar quilos indesejados - e também perigosos. "O sobrepeso, especialmente a gordura abdominal, acelera o processo de envelhecimento", diz o dr. Accursio. Além disso, os riscos de diabete e de doenças cardiovasculares aumentam. E as mulheres estão cada vez mais na mira.

Apaixonar-se pela academia
Você pode se dar ao luxo de ser sedentária aos 20, mas, aos 40, nem pensar! Explica-se: a atividade física é um excelente remédio para doenças que podem dar o ar da graça em meados da quarta década de vida e um pouco depois, como problemas cardiovasculares, diabete e osteoporose. E o que é melhor: malhando, você não vai precisar diminuir tanto o prato para se manter esbelta. O dr. Accursio considera a musculação a rainha dos exercícios. "O sistema muscular é uma usina metabólica incrível", fala. "Além de ajudar a queimar calorias, estudos demonstram que ela também turbina a capacidade imunológica." Já o geriatra Wilson Jacob Filho acredita que cada uma deve encontrar a sua modalidade ideal. "Se a ideia é aumentar a massa óssea, indico atividades com peso. Se o desejo é melhorar o equilíbrio, a postura e a flexibilidade, tai chi chuan, ioga e técnicas fisioterapêuticas."