Viver de mal com a vida aumenta a probabilidade de infartos

Ter um sistema cardiovascular fora de forma compromete o humor


Emoções afetam o coração, e vice-versa

A ciência já deixou claro que o verdadeiro órgão dos sentimentos é o cérebro, e não o coração - embora este ainda seja o principal símbolo do amor. Mas isso não quer dizer que o músculo mais fundamental do corpo esteja imune às emoções. "Hoje, sabemos que a mente influencia na saúde cardiovascular. E o inverso também é verdadeiro", enfatiza o cardiologista Maurício Wajngarten. Esse médico, aliás, fundou recentemente o grupo de estudos em cardiologia comportamental da Sociedade Brasileira de Cardiologia para fomentar pesquisas nesse campo. Um dos principais focos é a depressão, até porque, como destaca uma revisão da Universidade Médica Charité, na Alemanha, são muitos os motivos pelos quais esse distúrbio psiquiátrico pode afetar o peito.
"O organismo de um deprimido é um organismo estressado como um todo", aponta a psicoendocrinologista Linn Kühl, autora do levantamento. É como se ele se defendesse ou tentasse fugir a todo momento de uma ameaça que não existe. Assim, a exemplo de um mecanismo em que mexer com uma única peça abala todas as demais, a pressão sanguínea se eleva e os batimentos cardíacos vão às alturas, dois fatores que catapultam os riscos dos perigosos infartos.
A tristeza profunda ainda desregula os níveis de cortisol na circulação. Em excesso, esse hormônio promove a liberação de substâncias inflamatórias, como a interleucina 6. Elas, por sua vez, danificam o coração e patrocinam coágulos e placas de gordura, capazes de entupir as artérias. "Altas taxas de cortisol também estimulam o aumento da glicose no sangue", diz Renério Fráguas Júnior, psiquiatra da Universidade de São Paulo. Se um cenário desses não é revertido, abre-se a porta para o diabete, doença com potencial para lesar os vasos.
"Apesar de todos os motivos fisiológicos, dá para especular que em torno de 60 a 70% dos problemas cardíacos decorrentes da depressão têm a ver com o impacto dela no cotidiano", alerta Wajngarten. Em outras palavras, o indivíduo com esse transtorno costuma abandonar hábitos saudáveis - comer bem, fazer exercícios ou dormir o suficiente. E nem precisamos falar da importância dessas atitudes para que o baticum se mantenha firme e forte.
Outros estados emocionais além da melancolia extrema, quando igualmente intensos, também acarretariam prejuízos ao coração. "A irritação prolongada predispõe a males cardiovasculares. Tanto que os deprimidos com ataques de raiva podem ter maior risco para essas enfermidades", constata Fráguas Júnior. Ansiedade e pânico estão entre outras ameaças ao peito.
"Entretanto, devemos ressaltar que, dependendo da situação, determinadas emoções tidas como negativas são normais e até importantes", contrapõe Danielle Watanabe, psicóloga do Instituto do Coração, na capital paulista. "A tristeza após o diagnóstico de uma doença séria, por exemplo, é vital para repensar hábitos. Portanto, não deve ser vista como uma inimiga", conclui. Daí a importância de consultar especialistas que auxiliem a pessoa a lidar com esses sentimentos da melhor forma possível.
Vale lembrar que estamos diante de uma via de mão dupla. Ou seja, panes no coração, por sua vez, têm a capacidade de perturbar o bem-estar. "Só para citar dois casos, a insuficiência cardíaca e a hipertensão aos poucos diminuem o fluxo sanguíneo em regiões do cérebro", explica Wajngarten. Essa carência de líquido vermelho na massa cinzenta culmina em estragos nos neurônios, que causam desânimo, irritação... Sem contar a hipótese de que as substâncias inflamatórias geradas por algumas dessas encrencas do órgão que bombeia sangue migrariam para a cabeça e, uma vez ali, elas destrambelhariam áreas responsáveis pelas emoções.
As próprias limitações vindas de um infarto, aliás, podem ser o estopim para a depressão. "Alguns pacientes não conseguem se locomover como antes e necessitam de auxílio para realizar tarefas do dia a dia", atesta Danielle. Essas restrições, claro, despertam o sentimento de contrariedade. "É por isso que programas de reabilitação cardíaca, ao devolverem parte da independência do sujeito, estão associados a uma melhora no humor", arremata Fráguas Júnior.

Para flagar a depressão
Seus primeiros sinais - falta de interesse, dificuldade de concentração, sono de má qualidade e por aí vai - não raro são confundidos com reações normais ao estresse da vida moderna. "Por isso é primordial que os profissionais de saúde discutam com seus pacientes sobre qualidade de vida", prescreve Wajngarten.
Hoje, é possível usar um questionário rápido, chamado PHQ-9, para detectar um eventual quadro depressivo no início (veja à direita). "Nada impede uma pessoa de preenchê-lo e discutir os resultados com o clínico em seguida", pondera Fráguas Júnior. Que fique claro, porém: o teste, por si só, não diagnostica o distúrbio psiquiátrico. "Ele funciona como um radar inicial, nada mais do que isso", reforça Danielle. De qualquer forma, se as respostas levantarem a suspeita de que algo anda errado na sua cabeça, procure ajuda. Use esse sinal de alerta para se resguardar de danos maiores.
Mas uma coisa é certa: para se prevenir contra a melancolia sem fim e evitar obstruções nos vasos, aposte naquelas velhas e boas práticas. "Descobrir uma atividade física que dê prazer e praticá-la regularmente, alimentar-se de maneira equilibrada e dormir bem nos protege nessas duas frentes", assegura Wajngarten.

O melhor remédio é a esperança
A crença de que as coisas vão dar certo preserva o bem-estar e o peito ao mesmo tempo. Embora os experts ainda investiguem razões para isso, o pensamento positivo no mínimo dá um gás extra para enfrentar os desafios sem desanimar ou cair em depressão. Tomando o cuidado, claro, de fugir da armadilha do otimismo cego e exagerado - esse, sim, capaz de gerar decepções no futuro.

Saiba quais são os efeitos do jet lag no organismo

A mudança brusca de fusos horários nas viagens causa alguns problemas, como cansaço, irritação, insônia e até câncer


Quem viaja frequentemente sabe como é difícil se adaptar ao fuso-horário

Você viaja muito e sofre com o fuso-horário? Demora para voltar à rotina? Fica com sono o dia inteiro? Veja, abaixo, algumas dicas de como amenizar esses sintomas.

1. Relógio biológico
O ciclo de funcionamento do corpo tem cerca de 24 horas de duração e é influenciado pelas noções de claro e escuro. É o ritmo circadiano: ao anoitecer, menos luz chega à retina, que envia uma mensagem ao núcleo supraquiasmático. Por sua vez, a estrutura manda a glândula pineal produzir o hormônio melatonina, cuja maior função é preparar o terreno para o sono.

2. Pilhas descarregadas
A melatonina é responsável por dar sinal verde à secreção de insulina, hormônio que trabalha para colocar a glicose - fonte de energia - dentro das células de todo o corpo. Na viagem, a liberação de insulina acontece em descompasso com o novo fuso, o que pode causar problemas no sistema digestivo e aumentar o cansaço e a fadiga.

3. Bocejos desencontrados
Ao se deparar com horários diferentes dos quais está acostumado, o relógio biológico do viajante entra em parafuso: a melatonina é produzida seguindo os intervalos anteriores e a vontade de ir para debaixo do edredom aparece em momentos que não batem com a nova realidade.

4. Cuidado com o turista bravo
A substância indutora de sono tem uma forte relação com hormônios que promovem o bem-estar. Quando esses agentes da alegria não vêm à tona, surgem a irritação e a rabugice, também impulsionadas pelas noites maldormidas e pela secreção de cortisol, um hormônio estressante. Em situações extremas, uma leve depressão não está descartada.

5. Viajar não é saudável?
Para profissionais que se expõem cronicamente ao jet lag, casos de pilotos e aeromoças, a situação é mais complicada. Em longo prazo, a melatonina desregulada traz problemas na circulação, no sistema imunológico e pode até mesmo patrocinar o surgimento de tumores.

Como driblar o descompasso?   Estratégias que garantem uma estada mais tranquila.
· Habitue-se antes
Durma mais cedo ou mais tarde nos dias que antecedem o passeio, acostumando-se aos poucos ao fuso do local.
· Cuidado com a alimentação
Não exagere na comida e na bebida antes do voo.
· Use óculos escuros
Você controla a luz que chega aos seus olhos e ajuda o corpo a se adaptar.
· Tenha uma pescoceira
Ela garante mais conforto e uma posição correta para os cochilos no avião.
· Coloque fones de ouvido
Valem também os protetores auriculares. Os dois abafam o som ambiente.
· Arrume o relógio
Antes de pousar em seu destino, acerte os ponteiros com a hora local.
· Respeite os novos horários
Ao chegar, seja insistente: faça suas atividades de dia e procure deitar-se à noite.

Tontura pode ser doença séria

Além de labirintite, o incômodo pode ser sinal de derrame. Saiba o que fazer


Muitas vezes, tontura pode ser sinal de labirintite. E saber diferenciar uma coisa da outra é importante para tratar de forma adequada cada problema. Mas, para diagnosticar essa diferença, só consultando um médico.

Entre adultos, a labirintite pode afetar a produtividade no trabalho e desencadear crises de ansiedade e depressão, segundo o otorrinolaringologista Robinson Koji Tsuji, médico do Hospital
das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. “As crianças com o problema podem ter baixo desempenho escolar, dificuldade para fazer atividades físicas, enjoo frequente no carro e medo excessivo de altura”, explica Tsuji. Entre idosos, o maior perigo é o risco de quedas. “Durante as crises, o ideal é buscar apoio e fixar o olhar num ponto até diminuir a vertigem”, completa.

A diferença entre os males

Labirintite
É uma vertigem do tipo rotatória, como se o mundo estivesse girando ou as paredes se movendo, motivada por uma disfunção do labirinto, parte do ouvido responsável pelo equilíbrio. O problema pode estar relacionado a infecções virais, nos ouvidos (otite), diabetes, alterações hormonais, tumores de ouvido, traumatismo craniano e doenças autoimunes.

A tontura é apenas um dos sintomas da labirintite, que também pode se manifestar por enjoo, zumbido, suor frio, palpitações, cansaço físico e mental e até surdez temporária. O tratamento pode ser feito
com dieta, medicamentos, exercícios e até cirurgia. Outros desencadeadores da labirintite – cujas crises podem durar horas ou dias – são: consumo de medicamentos, cafeína ou álcool, alteração de pressão em viagens de avião e movimentos de barco e carro.

Tontura
É uma sensação de desequilíbrio que pode se manifestar como uma forte vertigem, uma leve sensação de flutuação ou um escurecimento visual momentâneo. Algumas causas podem ser queda de pressão ou hipoglicemia. Pode ser sinal de doenças graves, como derrame e problemas cardíacos.

Prisão de ventre: incômodo na mira!

Alguns alimentos são imbatíveis na luta contra esse mal. Descubra como se livrar desses sintomas desagradáveis com receitas especiais


Irritação, acne e barriga inchada são alguns dos sintomas da prisão deventre. Só quem sofre com o problema conhece bem a situação. Mas a nutricionista Paula Castilho, da Sabor Integral Consultoria em Nutrição, garante ser fácil fazer o intestino voltar a funcionar como um relógio: "Basta comer mais legumes e verduras, que estimulam e regulam a função intestinal, e evitar ao máximo os alimentos industrializados". Siga as dicas da especialista e dê um basta definitivo nesse incômodo.
 
Principais causas
 
*Erros alimentares, como dieta pobre em fibras (legumes e verduras), consumo excessivo de alimentos industrializados e refinados, além de jejum prolongado.
*Distúrbios psiquiátricos, como depressão e anorexia, e uso abusivo delaxantes.
*Alteração hormonal durante a gravidez.
 
Sintomas mais comuns
 
*Desejo frequente de evacuar, mas sem sucesso.
*Cólicas.
*Estômago inchado.
*Gases.
*Irritabilidade.
*Acne.
 
Previna-se
 
*Beba de oito a 10 copos de água por dia. A bebida ajuda na digestão dos alimentos e impede o ressecamento das fezes.
*Consuma alimentos ricos em fibras, como legumes e verduras (preferencialmente crus e com casca), farelos (de trigo ou de arroz) e cereais integrais (aveia, granola, milho). Uma porção por dia é o suficiente.
*Coma frutas com o bagaço, que é rico em fibras e ajuda na formação do bolo fecal. Fazendo isso uma vez por dia, o intestino passa a funcionar com regularidade. Mamão, banana-nanica, ameixa preta, abacaxi, acerola e abacate também são boas fontes de fibras.
*Mastigue bem e coma devagar.
*Beba iogurtes com probióticos. O consumo frequente deles regula o intestino.
*Pratique atividade física.
*Modere o uso de sal.
*Use alho, cebola, ervas naturais e pouco óleo no preparo das refeições.
 
Prisão de ventre e intestino preso são a mesma coisa?
Sim. Esses são os termos populares para constipação e obstipação intestinal. São usados para definir quando a pessoa evacua menos de três vezes por semana. Nessa situação, as fezes ficam duras, secas e difíceisde eliminar.
 
Evite: frituras, biscoitos sem fibras, balas, chocolates e temperos prontos
 
Dieta laxativa
 
Farofa funcional - Ingredientes:
1 xíc. (chá) de linhaça
1 xíc. (chá) de farelo de arroz
1 xíc. (chá) de farelo de aveia
1 xíc. (chá) de gergelim
1 xíc. (chá) de castanhas variadas trituradas
1 xíc. (chá) de semente de melão
 
Modo de preparo
Torre as sementes de linhaça, gergelim e melão no forno médio por 15 minutos, mexendo de vez em quando (se preferir, compre as sementes delinhaça e gergelim já torradas). Triture-as no liquidificador separadamente. Junte os outros ingredientes. Acrescente 1 xíc. de açúcar mascavo ou sal a gosto.
 
Dica de uso
A farofa doce (com açúcar mascavo) pode ser usada com frutas, sucos e mingaus. A salgada, em saladas e sanduíches. Coma duas vezes por dia.
 
Vitamina cremosa - Ingrediente:
2 ameixas pretas sem caroço
1 pote de iogurte desnatado
1col. (sopa) de aveia
1 col. (sopa) de mel
 
Modo de preparo
Bata todos os ingredientes no liquidificador. De preferência, tome sem coar. Beba pela manhã.
 
Suco de beterraba e limão - Ingredientes:
1 litro de água
Suco de 1 limão
Suco de 1 beterraba média
Mel e gelo a gosto
 
Modo de preparo
Junte todos os ingredientes no liquidificador. Como opção, você pode incluir as folhas da própria beterraba e ainda salsa. Beba pela manhã.
 
Suco de tangerina e beterrabaIngredientes:
1 tangerina média
½ xíc. (chá) de água filtrada ou mineral
1 beterraba média
 
Modo de preparo
Retire as sementes da tangerina e bata tudo no liquidificador. Beba pela manhã.
 
Suco de laranja, cenoura e beterraba - Ingredientes: 
½ dúzia de laranjas grandes
1 beterraba grande
1 cenoura grande
 
Modo de preparo
Passe a beterraba e a cenoura na centrífuga. Misture o líquido ao suco das laranjas. Você pode variar substituindo a cenoura por mamão, batendo com o suco no liquidificador. Beba pela manhã.

Conheça 6 causas inusitadas da infecção urinária

Intestino travado, pedras nos rins e obesidade são alguns dos fatores que podem responder por episódios recorrentes da doença. Fique atenta!

Veja algumas causas que podem causar desconforto ao urinar
As diferenças entre o corpo da mulher e o do homem vão além daquelas que nos saltam aos olhos. O canal da uretra, por onde sai o xixi, é uma das diversidades que ficam escondidinhas. Enquanto na ala feminina essa via de saída mede cerca de 5 centímetros, na turma do Bolinha chega à incrível marca de 22 centímetros. A consequência da discrepância não é nada vantajosa para as mulheres. Isso porque, nelas, bactérias que se metem a intrusas têm um caminho muito mais curto a percorrer até alcançar a bexiga. Quando chegam ao órgão, costumam fazer estragos. Daí a vontade de urinar fica intensa, há dor e a urina às vezes vem acompanhada de sangue. É a cistite, nome formal da infecção urinária, que acomete de 20 a 30% da população feminina em certa fase da vida.
 
1. Obesidade
O vínculo é indireto, mas existe. Acompanhe o raciocínio: quem está muito acima do peso costuma exibir dobrinhas em várias partes do corpo. A característica muitas vezes dificulta a perfeita higiene da região genital após urinar e cria o cenário perfeito para as bactérias fazerem a festa. Mas atenção: a limpeza em excesso também não é boa. "Isso altera a flora vaginal, resultando em uma expulsão de bactérias protetoras dali", esclarece Wladimir Alfer Júnior, urologista do Hospital Israelita Albert Einstein, na capital paulista. A recomendação é evitar duchas íntimas, sprays com aromas e outros itens capazes de desequilibrar a flora.
 
2. Segurar o xixi
Não use banheiros públicos - está aí um conselho de mãe que se pode ignorar, tomando os devidos cuidado com superfícies sujas, é claro. É que xixi parado na bexiga por muito tempo cria o ambiente perfeito para a proliferação de bactérias do mal. "Urinar funciona como uma lavagem contínua", informa o ginecologista José Geraldo Lopes Ramos, professor daUniversidade Federal do Rio Grande do Sul. Apesar de nada romântico, o ato também é indicado logo depois da atividade sexual, quando podem ocorrer microfissuras na região da uretra, facilitando a aderência de micro-organismos. Com uma escapadinha ao banheiro, você expulsa os pequenos invasores.
 
3. Diabete
Qualquer moléstia que comprometa as defesas do organismo, deixando-as bem capengas, predispõe à infecção urinária. É o caso do diabete e daaids. "Aí, nosso corpo não consegue se defender direito das bactérias", justifica Rodolfo Borges dos Reis, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), regional São Paulo. Certos medicamentos, como aqueles indicados para quem convive com o lúpus, e a prática excessiva de exercícios físicos também contribuem para a queda da imunidade.
 
4. Constipação
Na famosa prisão de ventre, os problemas vão além do desconforto abdominal. Pela anatomia feminina, as bactérias do trato gastrointestinal, empacadas, têm facilidade em migrar para a uretra, contaminando-a. "A culpada pela maioria dos episódios de cistite atende pelo nome de Escherichia coli. Essa é uma bactéria que vive no intestino, onde não cria problemas. Mas, quando passa para a área da vagina, compete com micro-organismos que vivem naturalmente ali", descreve Milton Skaff, daBeneficência Portuguesa. Daí, se a intrusa domina o terreno, cresce o risco de infecção. "De fato, nas pacientes constipadas detectamos uma maior colonização de micro-organismos do intestino na região vaginal", confirma o especialista.
 
5. Camisinha
Calma! Não vá achando que nesse tópico você vai encontrar um sinal verde para dispensar o preservativo durante o sexo. Jamais. O único contratempo é que os espermicidas - substâncias responsáveis por matar os espermatozoides - modificam a flora vaginal, deixando as mulheres mais suscetíveis à ação maléfica das bactérias. A saída, então, é procurar camisinhas sem o tal espermicida ou que tenha a substância na parte interna, para o gel ficar em contato apenas com o pênis.
 
6. Cálculo renal
"Em certos casos, as pedras que se formam nos rins são ocasionadas por uma bactéria que interfere na acidez da urina, facilitando o depósito de sais", explica Fernando Almeida, chefe do Setor de Urologia Feminina daUniversidade de São Paulo (Unifesp). O problema? O risco de esse micróbio também financiar a temida cistite. "Há a possibilidade, inclusive, de o cálculo renal culminar direto no tipo mais grave da doença infecciosa, que é a pielonefrite", alerta Skaff. "Mas essa relação entre pedra no rim einfecção urinária é exceção, não a regra", afirma o médico da Unifesp. De qualquer forma, o recado é sempre investigar. Assim, evita-se o uso constante de antibióticos e o surgimento de um exército perigoso de bactérias resistentes.
 
As duas faces do problema
A cistite é o tipo mais frequente de infecção urinária. Ela atinge a bexiga, e os sintomas incluem vontade de fazer xixi a todo momento, além de ardência e sangramento ao urinar. Antibiótico, analgésico e hidratação costumam dar conta do recado. A pielonefrite, por sua vez, é a forma mais nefasta do quadro, pois a bactéria chega até os rins, causando febre e mal-estar. O tratamento é mais prolongado e pode exigir internação.
 
Aliados na farmácia
 
Vacina
Quem convive com a infecção urinária várias vezes ao ano pode recorrer a uma vacina para melhorar as defesas do corpo. Ela é um pouco diferente, para começar pela forma - ora, trata-se de um comprimido. Tem outro detalhe: esse tratamento é indicado só para as mulheres atormentadas pela bactéria Escherichia coli, responsável por 85% dos episódios de cistite.
 
Antibiótico preventivo
Outro recurso capaz de reduzir as recorrências infecciosas é o uso profilático de antibióticos. Na prática, a paciente recebe doses baixas do medicamento - geralmente um quarto da quantidade utilizada normalmente - por cerca de seis meses. Nesse meio-tempo, é possível que as bactérias provoquem novas infecções, porém o risco é menor. Para definir o melhor caminho e afastar a complicação, conte com acompanhamento médico.

4 dicas para eliminar o mau hálito

Este não é apenas um problema de falta de higiene. A mestre e doutora em patologia bucal Luciana Sassa Marochio, membro da Associação Brasileira de Halitose, explica quais as causas do popular bafo e dá dicas de como eliminá-lo


Tem problemas de mau hálito? Listamos quatro perguntas para ajudá-la a eliminar o popular bafo.
P: O mau hálito está relacionado com problemas de estômago?
R: Não. Na verdade, isso é um grande mito. Luciana afirma que foi comprovado cientificamente que alterações estomacais, como a gastrite ou o refluxo, não podem ser responsabilizadas pelo mau hálito, pois temos um músculo, chamado cárdia, que fecha a entrada do estômago. Por isso, não existe a possibilidade de o conteúdo gástrico retornar ao trato digestivo superior – comunicação entre o estômago e a garganta. Segundo a especialista, a associação que pode ser feita é entre halitose e jejum prolongado, já que quando o estômago passa muitas horas vazio um odor desagradável aparece.

P: Uma pessoa consegue descobrir se tem mau hálito?
R: Quem está na dúvida se sofre com o problema deve contar com a ajuda alheia – de alguém honesto e de confiança. Isso porque nosso olfato se acostuma com odores constantes e, portanto, não conseguimos identificar o cheiro do
nosso próprio hálito.

P: O mau hálito é aceitável em algum momento do dia?
R: Sim. Ao acordar, o jejum provocado pelas horas de sono e a falta da produção de saliva podem causar um cheiro pouco agradável momentaneamente. Porém, Luciana afirma que, depois do café da manhã e da higiene bucal, ele deve desaparecer. Períodos de jejum prolongado ao longo do dia também comprometem o hálito.

P: Como se livrar de vez do problema?
R: A especialista afirma que existem mais de 60 causas que levam à manifestação do mau hálito. As principais  estão ligadas a problemas bucais, como higienização insuficiente e doenças da gengiva. Somente um especialista pode diagnosticar cada caso. As dicas da profissional: faça diariamente uma limpeza bucal completa (o que inclui o uso do fio dental e a limpeza da língua); mantenha uma alimentação equilibrada; ingira cerca de 2 litros de água por dia; faça pequenas refeições a cada 3 horas e visite o dentista regularmente.

S.O.S. Mau Hálito
Quem nunca pensou em cometer um ataque de sinceridade extrema – sob o risco de colocar a amizade em risco – e avisar uma pessoa que ela sofre de mau hálito? Mas o constrangimento nos leva, no máximo, a oferecer um chiclete ou ma balinha de hortelã. Quer ajudar de forma efetiva? A Associação Brasileira de Halitose oferece um serviço em seu site (abha.org.br) que é certeiro: um e-mail, ou uma carta, com o alerta sobre o problema é enviado para a pessoa com bafo. A correspondência também inclui um texto explicativo com as origens do mau hálito e como tratá-lo. A identidade de quem solicitou o serviço é mantida em absoluto sigilo, ok?

Livre-se das neuras e desvende mitos da saúde

A melhor maneira de esclarecer suas dúvidas de saúde: parar de dar ouvidos aos modismos (e de fazer buscas no Google) e mergulhar nos fatos. Investigamos algumas questões polêmicas para você saber em que acreditar

Mitos da saúde não devem assustar a sua vida

Alguns alertas de saúde são indiscutíveis. Cigarros? Fique longe deles. Frutas? Coma todo dia. Outros mandamentos, no entanto, não sãounânimes. Isso porque o que sua mãe lhe ensinou na infância não bate com o que sua amiga leu numa revista, que por sua vez contradiz a receita do seu médico. Para trazer uma luz a esse emaranhado de informações conflitantes, examinamos algumas polêmicas. Assim você pode decidir em quais situações precisa se precaver e em quais pode desencanar.
 
Eu deveria ter medo de... engravidar após os 35 anos?
Não são apenas as suas amigas que estão postergando a maternidade. Segundo o Censo de 2010, trata-se de um cenário nacional. Do total debebês nascidos, 31,1% foram paridos por mães acima de 30 anos - em 2000, as balzaquianas respondiam por 27,6% dos partos. Quanto mais alto o rendimento, maior a idade média de fecundidade. Mulheres que ganham mais de cinco salários mínimos por mês engravidam aos 32 anos, enquanto a média nacional é de 27.
A progressão da idade, entretanto, torna cada vez mais difícil obter duas listrinhas no teste de gravidez - a ocorrência de aborto é de 20% aos 35 anos, comparada aos 9% dos 20 anos, informa o periódico British Medical Journal. De acordo com o National Institute of Child Health and Human Development, nos EUA, se a probabilidade de ter um nenê com doenças genéticas é de uma para mil em mulheres de até 30 anos, ela aumenta para uma em 400 aos 35 anos, uma em 180 aos 38 e uma em 105 aos 40.
"O risco cresce, mas continua sendo menor que 1%. Não é preciso ter medo, basta agir com cautela", afirma Mauricio Simões Abrão, professor associado do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da USP. Para as futuras mamães com mais de 35 anos, Abrão recomenda uma avaliação pré-gestacional para examinar a presença de doenças concomitantes e a dosagem de hormônios ligados ao funcionamento dos ovários, como o folículo-estimulante (FSH), o luteinizante (LH) e o estradiol, além do antimulleriano (HAM), que dá uma ideia de reserva de óvulos. Para prevenir malformação do tubo neural, aposte na ingestão de 5 mg diários de ácido fólico dos três meses anteriores à gravidez à 12ª semana de gestação.
 
Eu deveria ter medo de... tomar pílula por muito tempo?
Algumas pessoas acham que ingerir contraceptivo oral é como trabalhar horas no computador: de tempos em tempos é bom fazer uma pausa. Dizem que tomar anticoncepcional por anos gera problemas que vão do câncer à infertilidade. Esqueça. "Não há evidência científica de que cause prejuízo àsaúde", diz Abrão. "Quando os contraceptivos orais foram lançados, nos anos 60, as mulheres demoravam a ovular depois da interrupção. Hoje, com as pílulas combinadas de baixas dosagens, o efeito é o contrário. Os ovários funcionam melhor nos três meses após a pausa e facilitam a gravidez." O anticoncepcional, porém, pode mascarar doenças como a endometriose - cólicas menstruais e sangramento irregular são sintomas. Mantenha seus exames de rotina em dia.
 
Eu deveria ter medo de... me submeter a exames de raios x?
Doses mínimas de radiação, como as emitidas durante um exame, não causarão câncer. A quantidade irradiada, por sinal, é menor do que aquela à qual você se submete na natureza (sol, água, pedras, solo). Isso não significa que você deva fazer o exame sem critério. "Converse com seu médico para saber se é mesmo necessário", afirma a epidemiologista Martha Linet, do National Cancer Institute, nos EUA. Um procedimento que requer atenção redobrada é a tomografia computadorizada. A radiação emitida é centenas de vezes maior que a dos raios x.
 
Eu deveria ter medo de... consumir adoçantes?
Estudos científicos avaliados pela Organização Mundial da Saúde e pela legislação brasileira estabelecem a quantidade máxima de adoçantes que pode ser ingerida sem oferecer risco à saúde. Segundo a cartilha Adoçantes - Tire Suas Dúvidas, criada em 2011 pela Associação Brasileira da Indústriade Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (Abiad), o limite está muito além do que habitualmente consumimos. Para uma adulta de 60 kg, por exemplo, é de 60 sachês de 1 g de aspartame por dia.
Alguns tipos de adoçante não são recomendados a portadores de doenças específicas: o aspartame é contraindicado para quem tem fenilcetonúria, doença genética em que o organismo não metaboliza nem elimina a fenilalanina, enquanto a sacarina e o ciclomato não devem ser consumidos por hipertensos. Fique atenta também se você sofrer de enxaqueca e fadiga crônica. "Nesses casos, excluímos do cardápio alimentos com químicas e conservantes, que podem disparar crises", afirma David Edelberg, professor do Rush Medical College, nos EUA. Retire os adoçantes do cardápio por um mês. Se ao reintroduzi-los na dieta os sintomas reaparecerem, você é uma vítima em potencial. Considere adoçar seu café com açúcar verdadeiro. "Pequenas quantidades não farão tanta diferença na ingestão calórica."
 
Eu deveria ter medo de... quebrar meus ossos?
Sim, apesar de 70% das 2 mil brasileiras ouvidas pela Pesquisa Firme e Forte Osteoporose 2012 acreditarem que não há motivo para prevenir a osteoporose na juventude e que os cuidados devem começar somente a partir dos 40 anos. Na verdade, quanto mais cedo você se preocupar com seu esqueleto, melhor - o pico de massa óssea ocorre por volta dos 25 anos e entra numa curva descendente a partir dos 30. A perda pode ser causada por questões hormonais, sedentarismo, doenças crônicas, alimentação pobre, tabagismo e consumo de álcool. Prevenção é o melhor remédio. "Três vezes por semana pratique exercícios de impacto que usam a força gravitacional, como corrida e dança. Eles aumentam a massa óssea", recomenda Marcelo Pinheiro, chefe do Ambulatório da Osteoporose da Unifesp. E cumpra sua taxa diária de consumo de cálcio - a pesquisa revelou que 60% das mulheres não ingerem as três porções de leite e derivados indicadas contra osteoporose.

Cuidado para não ficar desidratada

Manter o corpo hidratado no calor garante mais disposição e, de quebra, deixa pele e cabelo mais bonitos!

Cuidado com as caipirinhas na praia. Álcool demais no organismo prejudica a absorção de água

Com pouca água no organismo, o intestino fica preguiçoso; a pele, o cabelo e os olhos ficam ressecados; e aumenta o cansaço. “Um bom nível de hidratação é fundamental para a saúde: a água atua na digestão e na eliminação de toxinas”, diz a nutróloga Marcela Teixeira, da Associação Paulista de Medicina.
1. Aproveite a água dos alimentos: O recomendado é beber pelo menos 2 litros de água por dia. Sucos, chás gelados e água de coco também valem. Além das bebidas, alguns alimentos – como alface, pepino e tomate – também são ótimas opções porque possuem alta concentração de água em sua composição. Capriche na salada!
2. Não fique com sede: Sentir sede ou a boca seca é o começo da desidratação. Uma boa dica é tomar um copo de água, suco ou água de coco pelo menos uma vez a cada hora. Para não esquecer, leve sempre com você uma garrafinha.
3. Invista nas melhores frutas para o verão: A melancia, o melão e o abacaxi são as opções que possuem maior concentração de água. Por isso, inclua esses alimentos em seu cardápio. Gostosos, também a ajudam a se refrescar no calorzão!
4. Faça uma lancheira saudável para levar para a praia: Você pode levar sanduíches feitos em casa (desde que sejam sem maionese!), frutas, sucos e picolés – tudo armazenado em sacolas térmicas. Outras opções mais simples de carregar são petiscos como soja tostada, barrinha de cereal e biscoito de polvilho. Só não se esqueça de recolher todo o lixo depois!
5. Evite café e chá preto: Por ter efeito diurético, essas bebidas facilitam a perda de líquidos. Então, se não resistir e tomar algumas xícaras de café, hidrate-se bastante depois.
Atenção! Sinais que você está desidratada:
Em casos leves ou moderados: Língua e boca secas, dor de cabeça, cansaço, tonturas. Além disso, a vontade de fazer xixi diminui e aumenta a sensação de fraqueza nos músculos.
Em casos mais graves: Sede extrema, boca muito seca, perda da elasticidade da pele, xixi concentrado, falta de transpiração e batimento cardíaco acelerado.
Em crianças: Boca seca, pulso e respiração acelerados, comportamento irritável e pele enrugada.

Proteja-se das doenças de verão

É fácil passar longe dos problemas de pele mais comuns no calor! Saiba como evitá-los

Evite estragar o seu verão tomando medidas simples
Foto: ThinkStock

Quando esquenta, é preciso ter ainda mais cuidado com a pele, que sempre sofre as consequências do excesso de calor. Além de ficar alerta para não abusar do sol, é preciso se lembrar de beber muita água, usar hidratante depois do banho e evitar produtos caseiros sem recomendação médica. Tudo isso previne o aparecimento de alergias, infecções e coceiras. Siga as dicas do alergista da Associação Paulista de Medicina Clóvis Galvão para passar o verão longe de problemas desse tipo.
Insetos: um dos vilões
A principal causa de alergias no verão são as picadas de insetos.
Os dermatologistas aconselham a evitar o uso de produtos caseiros sem orientação médica. Nada de misturar um monte de cremes diferentes e sair ao sol, porque essa mistura pode deixar sua pele irritada.
Os sintomas de alergia mais comuns são manchas vermelhas, muita coceira e descamação na pele.
Antes de tomar qualquer comprimido, xarope ou usar pomada, consulte um médico. O remédio que fez bem para sua vizinha pode não solucionar o seu problema, e até piorar a situação! Não vacile.
Se você tem sensibilidade a picadas de mosquito...
Evite
Ficar ao ar livre ao entardecer e em lugares com grande concentração de insetos.
Use e abuse
Repelentes são essenciais para quem tem esse problema. Você pode aplicar no corpo ou usar no ambiente - há até velas aromatizadas que afastam os bichinhos! As opções naturais de citronela ou andiroba são as mais indicadas.
Como evitar micoses, brotoejas, assaduras...
Com o tempo quente, você sua mais e abre o caminho para os fungos, que adoram se alojar em locais quentinhos e úmidos. É assim que aparecem problemas como micoses e brotoejas. Veja como se cuidar:
FRIEIRA/MICOSE
A frieira é um tipo de micose. A micose é uma infecção causada por fungos. Provoca coceira, descamação e vermelhidão.
Os lugares mais comuns para elas aparecerem são pés, virilhas, barba e embaixo das mamas.
Para evitar, seque-se muito bem, especialmente entre os dedos dos pés. Não ande descalça em piscinas e nos banheiros públicos.
O tratamento é feito com medicamentos orais ou pomadas.
BROTOEJA
São bolinhas com água que coçam e deixam a pele toda avermelhada.
Os lugares mais comuns são as regiões onde mais suamos e onde a pele também é ressecada, como axilas, costas, a parte de trás dos braços e laterais das coxas.
Para evitar, hidrate bem a pele e beba muito líquido. Evite roupas de tecidos sintéticos e banhos demorados com água excessivamente quente.
Outra recomendação dos médicos é usar pasta d¿água nas feridas. Fácil de achar em qualquer farmácia, ela alivia a sensação de coceira.
ASSADURA
Acontece quando algo está irritando a pele. Um exemplo é quando uma pessoa mais gordinha fricciona uma perna na outra ao andar. O suor funciona como um fator irritante no local.
Para evitar, seque bem essas regiões depois de lavá-las. Você também pode usar cremes para acabar com o atrito (pomadas usadas no bumbum de bebês são ótimas para isso).
BICHO GEOGRÁFICO
É um parasita encontrado nas fezes de animais domésticos.
Quando entra em contato com o ser humano, o verme tenta penetrar no organismo. Como não consegue, fica andando superficialmente pela pele.
Comum em crianças, é mais fácil de pegar essa larva em praias ou parquinhos ao pisar ou sentar na areia infectada por fezes de animais.
Não existe uma maneira direta de se prevenir, mas vale procurar praias e parquinhos que não sejam poluídos.
Para tratar o problema, a pessoa precisa tomar medicamentos ou usar pomadas, dependendo da gravidade do caso.