Conheça três ativos usados em alisamento e relaxamento dos fios

Cada ativo é apropriado para determinados tipos de cabelo

Mulher de cabelo liso

Hidróxido de guanidina é o ativo mais suave entre os três


Antes de se render aos alisamentos ou relaxamentos de ondas, saiba que existem três ativos usados nos métodos e que eles são apropriados para tipos de cabelo diferentes. Presentes nas formulações de grandes marcas cosméticas, eles têm aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

"Fuja dos produtos caseiros e à base de formol", diz Joana D’Arc Diniz, diretora da Sociedade Brasileira do Cabelo. Conheça os ativos:

Hidróxido de sódio
Produz alisamento intenso e permanente, já que altera a forma do fio. Justamente por isso, é recomendado para cabelo grosso e resistente. "Só deve ser aplicado por profissionais treinados, pois pode queimar o couro cabeludo", adverte o cosmetólogo Maurício Pupo.

Tioglicolato de amônia
Um pouco menos irritante, indicado para cabelo ondulado (com cacho aberto). Também alisa para sempre - até que o cabelo novo nasça - e pode causar prejuízos aos fios e à pele se for empregado de modo incorreto.

Hidróxido de guanidina
Mais suave, é ideal para cabelo com cachos de textura média a fina. É capaz de resultar em alisamentos e relaxamentos com efeito permanente.

6 dicas para uma vida melhor

O mal da vida moderna traz uma série de problemas. Aprenda a identificá-los e livre-se deles com algumas mudanças na sua rotina

Mulher no banho

Não devemos esquecer de nós mesmas. isso é um erro!

O mal da vida moderna traz uma série de problemas. Aprenda a identificá-los e livre-se deles com algumas mudanças na sua rotina

Mil cobranças no trabalho, trânsito pesado, uma lista enorme de coisas para resolver em casa... É tanta correria que facilmente você pode esquecer um compromisso importante ou, pior - esquecer de si mesma.

Esquecimento é um dos sintomas do estresse. Esse mal da vida moderna provoca reações químicas em diferentes partes do corpo. As reações, então, causam doenças e problemas sérios, como dores na coluna, na cabeça ou no estômago, entre outras, e até ganho de peso. Para viver melhor, é preciso mudar algumas práticas simples do dia a dia. Para ajudá-la, reunimos seis dicas de especialistas. Confira:

1. Pratique uma atividade física pelo menos 30 minutos por dia. Se você não tem dinheiro para pagar uma academia, não esquente: sabia que pular corda e fazer agachamentos resulta numa enorme diferença para corpo e mente?

2. Tire a maquiagem antes de dormir, demore um pouco mais no banho e deixe a água quente do chuveiro cair sobre sua coluna. “Isso vai provocar um bom relaxamento durante a noite”, garante a educadora física Sheylla Pordirio.

3. Por falar em sono, dormir oito horas por dia é fundamental. O cérebro produz opiáceos, substâncias que dão sensação de bem-estar, e serotonina, que relaxa. Quando você não dorme bem, o cérebro reduz a produção dessas substâncias. “O sono é o principal reparador do desequilíbrio provocado pelo estresse”, diz a neurologista Ana Magda Bruscato.

4. Evite frituras e refrigerantes, pelo menos durante a semana. Encha seu prato com saladas.

5. A cada três horas de trabalho, alongue o pescoço e caminhe por cinco minutos.

6. Não esqueça que, se você não se cuidar, ninguém fará isso por você!

Osteoporose: a prevenção começa aos 20

Doença que atinge os ossos, pode aparecer antes dos 40 anos. Veja as causas e saiba como se prevenir

O ideal é consumir cerca de quatro copos leite por dia. Quem não é fã da bebida pode trocá-la por iogurte

A osteoporose, doença que enfraquece os ossos, não afeta apenas as mulheres idosas. Segundo o ortopedista Alberto Croci, mulheres entre 20 e 40 anos também podem sofrer desse mal, porque é justamente nessa fase que se inicia um lento processo de perda de massa óssea. O grande perigo da doença precoce está num fato simples: ela é "silenciosa".

"A osteoporose não dá sinais, e isso dificulta o diagnóstico, o que pode resultar num tratamento tardio", alerta Croci. Mulheres que já têm casos da doença na família devem ficar ainda mais atentas para não deixar de fazer o exame que detecta a doença, a densitometria óssea. Veja outras maneiras de se prevenir e comece o quanto antes!

Consuma a quantidade ideal de cálcio

Para adultos, recomenda-se 1.000 mg por dia, o equivalente a quatro copos de 250 ml de leite. Quem não é fã da bebida pode trocá-la por iogurte ou queijos (uma fatia grossa equivale a um copo de leite). Vegetais de cor verde-escura também têm cálcio. Além disso, a vitamina D ajuda a fixar o mineral no organismo. Por isso, coma com frequência peixe, fígado, cogumelo e gema de ovo.

Faça exames periódicos

Como a perda de massa óssea, em geral, não provoca sintomas, o diagnóstico da osteoporose é feito por meio da densitometria óssea, exame que as mulheres devem fazer a cada dois anos, após o início da menopausa. O ideal é fazer a primeira densitometria aos 20 anos e seguir as orientações do seu médico.

Pratique atividade física

As fraturas relacionadas à perda de massa óssea estão entre as principais causas de incapacidade permanente. Mas quem pratica uma atividade física pode reduzir esse risco, já que alguns exercícios
aumentam a massa óssea e muscular. As atividades mais recomendadas são:

· Exercícios aeróbicos: caminhar, dançar.

· Exercícios de resistência: pesos livres,máquinas com peso, faixas elásticas.

· Exercícios de equilíbrio: tai chi, ioga.

· Pedalar: bicicletas comuns ou ergométricas.

A dieta que fortalece os ossos

Se você não gosta de leite ou tem intolerância à lactose, há outras maneiras de suplementar o cálcio em sua alimentação.

Veja algumas opções saudáveis:

Coma mais peixe

Entre as espécies ricas em cálcio, a sardinha é a melhor opção: oferece metade da necessidade diária em apenasquatro unidades (100 g). O badejo tem metade do cálcio da sardinha, mas também é um dos peixes mais ricos na substância.

Lembre-se da soja!

Bebidas à base de soja fornecem 40 mg de cálcio por copo. Mesmo que você não goste muito do sabor, vale a pena tentar!

Faça um aperitivo

Consuma azeitona verde, também rica em cálcio, embora seja bem calórica (portanto, não exagere na dose).

Coloque feijão no prato

Uma concha e meia (160 g) de feijão rosinha oferece 10% do cálcio necessário (é a mesma quantidade do mineral encontrada em duas unidades de laranja-lima ou em uma colher e meia de requeijão).

Coma verduras e frutas

Entre as saladas, a de alfafa é a mais proveitosa, com mais de 500 mg de cálcio por 100 g do alimento. Acelga e agrião também são ótimas opções. Com relação às frutas, figo e ameixa são boas escolhas.

Acabe de vez com a TPM

São quatro os tipos de tensão pré-menstrual. Descubra qual é o seu, siga as dicas e pare de sofrer

O tipo C é o da mulher que, no período pré-menstrual, não pode sequerm ver doce na frente: é ataque na certa!
Foto: Getty Images

Engana-se quem pensa que mulher com TPM é igual mãe: só muda o endereço. De acordo com a medicina, cada mulher sofre de um tipo de tensão pré-menstrual - são quatro, ao todo: A (ligado à ansiedade), C (de compulsão alimentar), D (de depressão) e H (de retenção de líquidos). "Algumas mulheres reagem com mais ansiedade. Outras sofrem com o inchaço, a depressão ou a compulsão alimentar", explica o ginecologista Eliezer Berenstein.

Conheça os quatros tipos de TPM e veja no qual você se encaixa:

Tipo A: eita, mulher ansiosa!

"A ansiedade da mulher tipo A é tanta que pode causar até palpitações", conta Berenstein. A nutricionista Edna Sakamoto diz que "os sintomas são decorrentes do desequilíbrio hormonal. Apenas o fígado e o intestino conseguem resolver o problema".

O segredo: faça fígado e intestino funcionarem bem. Para isso, aposte em exercícios que diminuam a tensão, como a caminhada. Inclua verduras verdes-escura, cereais integrais e feijão no cardápio e exclua frituras, café e seus derivados e álcool.

Receitinha do bem:

Suchá

· 1 sachê de chá de camomila · 1 polpa de maracujá doce.

Modo de preparo: deixe o sachê em infusão por três minutos. Espere esfriar. Bata com o maracujá no liquidificador e coe.

Tipo C: comer, comer e comer

É o tipo de mulher que, no período pré-menstrual, não pode sequerm ver um chocolate na frente: é ataque na certa! O médico Eliezer Berenstein alerta que outros sintomas comuns são náusea, dor de cabeça, queda de pressão e forte apetite sexual. Nesse tipo, a mulher tende a engordar.

O segredo: comer a cada três horas regulaos níveis de glicose e estimula a produção de seretonina. Quando montar seu prato, escolhaverduras, carboidratos integrais e alimentos de baixas calorias. Bons exemplos são aqueles ricos em zinco e magnésio: frango, amêndoas, feijão, soja e folhas verdes-escura. Chocolate pode, desde que meio amargo e apenas 30 g por dia. Coma depois de uma refeição rica em fibras - elas vão ajudar a absorver o açúcar e a gordura. Fuja das bebidas alcoólicas.

Receitinha do bem:

Banana assada

· 1 banana assada · 1 colher (sopa) de farelo de aveia · 1 colher (chá) de canela e outra de cacau em pó.

Modo de preparo: polvilhe os ingredientes na banana.

Tipo D: quanto chororô!

Momentos de indecisão, choro sem motivo e tristeza: eis uma mulher deprimida na TPM. Os sintomas decorrem de um desequilíbrio hormonal que gera aumento de progesterona, hormônio feminino produzido pelo ovário. "É uma fase em que nada é capaz de tirar a mulher de casa", analisa Edna.

O segredo: para regular a produção hormonal, inclua no cardápio alimentos que estimulam o trabalho do fígado, como couve, brócolis e repolho. Os ricos em vitamina E (sementes de girassol e amêndoas), vitamina C (laranja e abacaxi) e ômega 3 (atum e linhaça) também são bons aliados e ajudam a melhorar o humor. Passe longe de laticínios, gorduras e álcool. Para ficar numa boa, cuide da
beleza e turbine sua autoestima.

Receitinha do bem:

Suco

· 1 folha de couve 1 colher (chá) de hortelã · 1 fatia de abacaxim · 1 colher (sobremesa) de semente de girassol e outra de linhaça · 150 ml de água.

Modo de preparo: Bata tudo no liquidificador. Não é preciso coar.

Tipo H: inchadíssima

O tipo H inclui mulheres que sofrem de retenção hídrica, ou seja, inchaço durante a TPM. "A retenção de líquidos ocorre com mais intensidade nessa fase graças ao aumento da aldosterona, hormônio produzido pela glândula suprarrenal” explica a nutricionista Edna. "Essas mulheres ficam inchadas, especialmente os pés, sentem dor na lombar, fortes cãibras e produzem mais gases", completa o ginecologista Berenstein.

O segredo: água, água e água. Aposte em alimentos ricos em potássio (como a banana), chás e sucos diuréticos à base de melancia, melão e cavalinha. Beba água de coco. Não consuma alimentos
salgados, eles seguram a água no corpo e aumentam o inchaço. Se tiver dores musculares muito fortes, trate com analgésicos.

Receitinha do bem:

Suco

· 1 1/2 xícara chá de melancia picada · 10 cm de salsão · 150 ml de água ou água de coco.

Modo de preparo: bata tudo no liquidificador e tome em seguida.

Será que você sabe beber?

As mulheres estão bebendo mais e cada vez mais cedo. Descubra se você é saudável ou se está passando da conta no álcool

O álcool desidrata o organismo. A pele perde o viço e ganha rugas
Foto: Dreamstime

O número de mulheres alcoólatras está crescendo. Uma pesquisa feita pelo Ministério da Saúde em 2009 revela que as brasileiras estão bebendo cada vez mais. Em 2008, o percentual de pessoas do sexo feminino que beberam exageradamente foi de 10,5%, enquanto que, nos anos anteriores, os indicadores foram menores, sendo de 9,3%, em 2007, e de 8,1%, em 2006.

A Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) também divulgou uma pesquisa (2009) que mostra que elas estão começando a beber cedo: entre 13 e 15 anos. Para a psiquiatra Camila Magalhães Silveira, da Faculdade de Medicina da USP, o vício é uma maneira errada de se destacar. "Com uma lata de cerveja na mão, as meninas se sentem aceitas na turma e até disputam com os garotos para ver quem bebe mais", diz.

O efeito do álcool no organismo das mulheres

· O corpo da mulher tem mais gordura e menos água. Resultado: em pouco tempo o álcool se concentra no sangue. Por isso, somos menos resistentes do que eles ao tomar a mesma quantidade de bebida.

· A cirrose (doença crônica do fígado), a perda da memória (por morte precoce de células nervosas) e os danos ao coração ocorrem mais cedo na mulher que bebe.

· Há mais riscos de sofrer hipertensão arterial, derrame e câncer de boca, garganta, esôfago e mama.

· O álcool desidrata o organismo. A pele perde o viço e ganha rugas.

· Na gravidez, o álcool atravessa a placenta e pode causar a síndrome alcoólica fetal, que provoca retardo mental no bebê.

· A euforia e a desinibição iniciais se transformam em depressão com o uso frequente da bebida.

· Aumenta o risco de contrair uma doença sexualmente transmissível. Mulheres alcoolizadas se expõem mais ao sexo inseguro e podem ser vítimas de violência sexual.

Você sabe beber?

Médicos da Inglaterra desenvolveram uma fórmula (tabelas abaixo) que revela se o seu consumo de álcool está dentro do limite tolerado pelo corpo humano. As doses seriam:

Mulheres: 210 ml de álcool puro/semana ou 21 u.a (unidades alcoólicas)
Homens: 280 ml/semana ou 28 u.a

Faça as contas e veja se ultrapassa tais valores:

Volume e teor alcoólico de cada bebida

Bebida Volume Teor alcoólico U.A.
Cerveja lata 350 ml 5% 1,7
Cerveja garrafa 600 ml 5% 3
Cachaça 35 ml (dose) 39% 1,4
Vinho tinto 175 ml (taça) 10% 1,7
Vodca 50 ml (dose) 45% 2,2
Tequila 35 ml (dose) 36% 1,3


CÁLCULO: saiba se bebeu além da conta

volume (ml) x teor alcoólico/ 1.000 = unidade alcoólica

EXEMPLO: para quem bebeu duas latas de cerveja

700 ml (duas latas) x 5/ 1.000 = 3,5 unidades

Acima dos limites? Descubra seu estágio

Homens Mulheres
Entre 28 e 50 unidades alcoólicas Entre 21 e 35 unidades alcoólicas

Você está em um nível acima do recomendado e isso já pode gerar problemas de saúde e sociais. Os prejuízos mais comuns: excesso de peso, diabete tipo 2 e doenças cardíacas.

Mais de 50 unidades alcoólicas Mais de 35 unidades alcoólicas

Para quem chegou a esse resultado, um conselho: é hora de reduzir a bebedeira. Afinal, são grandes os riscos de desenvolver dependência alcoólica.

*Com informações da revista ANAMARIA

Aprenda a ser mais saudável com o mínimo esforço

Veja o mínimo que garante sua saúde, sem abrir mão de certos prazeres, preguiças e afins. Assim é muito maior a sua chance de adotar essas mudanças

Incluir uma fruta e um vegetal em cada refeição
Foto: Getty Images

Para garantir saúde, muitas vezes os especialistas fazem pedidos que estão fora da realidade de quem leva um cotidiano corrido. Além de tempo é preciso ter disposição e disciplina para praticar uma hora de atividade física diária, incluir pelo menos cinco porções de frutas e vegetais na dieta, tirar gordura e açúcar do cardápio, dormir (bem) oito horas, respirar ar puro, trabalhar menos, meditar mais... Ufa! Em vez de apontar mais razões para você criar uma rotina saudável, soluções práticas de como viver bem com pouco trabalho:

Ideal - Praticar uma hora de exercícios físicos três vezes por semana

Suficiente - Movimentar o corpo por 30 minutos diariamente - vale tudo!

Manter o corpo em movimento ajuda a prevenir diabetes, obesidade e doenças cardiovasculares, entre outros males. Para ter benefícios, basta praticar duas horas e meia de atividade por semana. "Não é preciso gastar todo esse tempo na academia, entre exercícios de musculação e caminhada na esteira. É só colocar o corpo para se mexer", diz a personal trainer Bianca Vilela. Ideias para sair do sedentarismo? Brinque com o seu filho no quintal, vá até a quitanda a pé ou leve o cachorro para passear. "Você ainda emagrece", completa a expert.

Ideal - Nunca comer nada que leve açúcar refinado

Suficiente - Saborear um pedaço de doce todos os dias

O açúcar tem calorias vazias (que não oferecem nutrientes bons para a saúde) e o seu consumo desenfreado implica obesidade e diabetes. Mesmo assim, é possível relevar um docinho por dia. "Quem segue uma dieta equilibrada pode consumir 10% do total das calorias diárias de açúcar, o que dá entre 150 e 200 calorias", explica a nutricionista americana Janis Jibrin, coautora do livro The Life You Want (A Vida Que Você Quer, sem tradução para o português). Você também pode dividir essa cota durante o dia: um pouco de geleia de manhã, um sachê de açúcar no cafezinho, um quadrado de chocolate à tarde...

Ideal - Dormir, no mínimo, oito horas por noite

Suficiente - Dormir seis ou sete horas

O sono é fundamental para a saúde. Mas a quantidade de horas necessárias varia de uma pessoa para outra, ficando entre seis e nove horas. "O importante é dormir bem e acordar disposta no dia seguinte", diz o médico Renato Stefanini, da Associação Brasileira do Sono. Observe seu organismo para determinar de quantas horas você precisa. Será mais do que você vem dormindo se: não consegue relaxar ao deitar na cama; aciona o modo soneca do despertador e volta a cochilar; sente-se como se não pudesse passar uma tarde sem cafeína. Importante: evite emendar duas ou mais noites maldormidas.

Ideal - Não beber refrigerantes

Suficiente - Ingerir até meio copo por semana

Um estudo da Universidade de Tufts, em Massachusetts (EUA), concluiu que as mulheres que tomam, por semana, três latinhas ou mais de refrigerantes tipo cola (normal, light ou diet) têm uma perda significativa da densidade mineral do esqueleto. Isso porque a cafeína e o ácido fosfórico presentes na bebida interferem na absorção do cálcio e na força dos ossos. De acordo com a autora da pesquisa, a nutricionista Madelyn Fernstrom, até 100 ml (meio copo) por semana estão liberados. E prefira as versões sem adição de açúcar.

Ideal - Reduzir o stress com sessões frequentes de meditação e ioga

Suficiente - Respirar fundo quando sentir que terá uma crise nervosa

Alguns minutos de respiração profunda são suficientes para afastar a ansiedade. Inspire devagar pelo nariz, sentindo a barriga se encher de ar, e depois libere o ar lentamente pela boca. Repita o exercício por um minuto. "O movimento desativa a produção do hormônio do stress, o que acalma os batimentos cardía-cos e reduz a adrenalina", ensina a terapeuta Cristina Armelin, do Arte de Viver (SP). Outra dica: coloque todas as preocupações no papel. Ao escrevê-las, a depressão diminui.

Ideal - Comer apenas alimentos saudáveis

Suficiente - Incluir uma fruta e um vegetal em cada refeição

"Esses alimentos contêm antioxidantes, que neutralizam os radicais livres, e aminoácidos, carotenoides e bioflavonoides, que são medicamentos naturais", orienta a química e cientista Conceição Trucon (SP). Pessoas com o hábito de comer frutas e vegetais correm menos risco de ter doenças do coração e câncer. Se forem orgânicos, melhor ainda. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda ingerir cinco porções de vegetais por dia. Então, comece o almoço com salada, tome suco natural e coma fruta de sobremesa.

Saiba como deixar a lancheira das crianças saudável e segura

Alimentos em temperatura ambiente favorecem a proliferação de microorganismos que causam diarreia, febre e vômito

O segredo é apostar em frutas, barras de cereal e sucos industrializados
Foto: Getty Images

Após analisarem 705 lancheiras que carregavam alimentos perecíveis, pesquisadores da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, descobriram que mais de 90% das merendas não estavam em temperatura segura para consumo. Por causa do clima quente e úmido aqui do país, os lanches brasileiros sofrem com o mesmo problema. "Pães com maionese ou presunto e derivados do leite, como o iogurte e o queijo, devem ser evitados", alerta Aline Bittencourt, nutricionista. Para não debilitar o conteúdo nutricional da alimentação dos pequenos, o segredo é apostar em frutas, barras de cereal e sucos industrializados. Veja alguns exemplos:

Lancheira fresquinha

Algumas mudanças previnem a intoxicação alimentar

Para comer:

· Maçã

· Laranja

· Banana

· Biscoitos e bolachas integrais

· Barras de cereal

Para beber:

· Água

· Sucos de fruta. Mas os de caixinha ou lata, já que, diferentemente dos feitos em casa, têm conservantes e não estragam quando expostos a temperaturas mais quentes.

Conheça as causas da dor de cabeça e acabe com as crises

Você falta à happy hour, não consegue trabalhar direito e adia o sexo sempre que a dor de cabeça aparece? Desvende o que está por trás das crises. E nunca mais desmarque um compromisso

A dor de cabeça do tipo tensional representa mais de 70% dos casos
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Imagine que seu cérebro é o sensor de alarme do seu carro e a dor é o alarme. Se alguém quebrar o vidro do carro ou forçar a trava para roubar o veículo, é normal (e esperado) que o alarme dispare, certo? Mas, se esse sistema estiver alterado, ele vai disparar por qualquer motivo, até mesmo por uma leve brisa batendo no vidro da janela. É mais ou menos assim que funciona o organismo de quem nasce com uma predisposição a dores de cabeça: diante de uma situação estressante, que não deveria causar dor física, o cérebro acaba reagindo com dor.

Ou seja, vive soltando alarmes falsos, como se o organismo estivesse sendo ameaçado o tempo todo. E esse constante estado de alerta libera muita adrenalina, o que deixa o cérebro ainda mais acelerado, aumenta a pressão sanguínea, trava os dentes e deixa você toda dolorida. Veja se sua dor de cabeça se encaixa nos tipos a seguir:

1. Problemas à vista

Você já passou o dia na frente do computador e mesmo assim não larga o smartphone. "Ficar muitas horas diante da tela do notebook ou do celular tenciona os músculos ao redor dos olhos", diz a neurologista Thais Villa. Não espere ter outra crise para procurar um oftalmologista!

2. Alta tensão

A dor de cabeça do tipo tensional representa mais de 70% dos casos. "É moderada, dói dos dois lados da cabeça e não lateja, mas aperta. Não piora com exercícios e raramente causa náuseas", diz Thais. Além da predisposição genética, pode ter uma explicação emocional: stress e ansiedade aceleram a respiração e tencionam os músculos, gerando dor.

3. Deserto do saara

Você está cansada de saber que o ideal é beber cerca de 2 litros por dia - e não apenas quando estiver com sede ou se matando na academia. Mas passar horas sem beber uma gota é uma das principais causas da dor de cabeça. Afinal, 77% do cérebro é composto de água, e, quando ele está desidratado, precisa fazer muito esforço para continuar cumprindo suas funções.

4. Garota-enxaqueca

"Esse tipo de dor de cabeça é hereditário. Quanto mais familiares você tiver com enxaqueca no histórico médico, mais fortes serão as suas crises", diz Thais. Só quem sofre desse mal sabe quanto é desgastante. "A dor é forte, latejante e geralmente atinge apenas um lado da cabeça. Pode provocar náusea, vômito e piora com luz, barulho, jejum ou exercícios físicos", explica Peres. As crises atingem cerca de 20% das mulheres brasileiras.

Plano B

Faça um diário da dor: anote todos os sintomas, tudo o que você comeu até 24 horas antes e as atividades que possam ter desencadeado outra crise. Procure um neurologista e leve suas anotações para que ele descubra o que anda martelando na sua cabeça.

Uma questão de tempo

Selecionamos as novidades que prometem deletar a sua dor em 3, 2, 1... Antes de testar, vá ao neurologista para saber qual é o tratamento mais indicado para você:

Um dia sem dor

Ainda sem nome ou previsão para chegar ao Brasil, a combinação de analgésico sumatriptano e anti-inflamatório naproxeno sódico promete diminuir com mais rapidez a frequência e a força das crises de enxaqueca e dor de cabeça tensional. "Os EUA estão fabricando as duas drogas em um único comprimido", conta Thais.

Três meses sem dor

A Anvisa aprovou o uso da toxina botulínica para tratar enxaqueca crônica. "Há detectores de dor no couro cabeludo, e quem sofre crises pelo menos 15 dias num mês tem essa área bastante inflamada. A toxina botulínica ajuda a dessensibilizar", diz Thais. As injeções trimestrais são aplicadas na testa, nas laterais e no pescoço.

Um ano sem dor

Uma nova pesquisa da Sociedade Brasileira de Cefaléia mostrou que o efeito da acupuntura contra a enxaqueca dura até um ano e melhora já na primeira aplicação. No estudo, entre 40 e 50% dos pacientes relataram diminuição na intensidade e frequência e cerca de 70% na redução do número de dias com dor.

Veja como a água influencia a atividade física

A força e o fôlego acabam rápido sem ela. Aprenda a se hidratar para otimizar os treinos, melhorar a resistência e até evitar lesões

Durante o exercício, os músculos demandam substâncias como glicose e oxigênio. E a água ajuda a transportá-los
Foto: Gustavo Arrais/Revista Saúde

Pesquisadores da Universidade de Birmingham, na Inglaterra, descobriram que a falta de preparo físico não seria a única razão pela qual muitas pessoas ficam acabadas, digamos, antes da hora. Depois de observar voluntários sob várias condições adversas e reunir uma série de dados, eles concluem em um estudo recente: um dos maiores contribuintes para a fadiga precoce é a desidratação.

"Quando nos exercitamos, existe uma boa demanda dos músculos por substâncias como glicose e oxigênio. E a água ajuda a transportá-los", explica o fisiologista Orlando Laitano. Com pouca H2O disponível, esses materiais têm dificuldade para chegar ao seu destino - e, assim, falta energia para as pernas se movimentarem.

Essa desidratação local afeta a vinda de nutrientes essenciais à construção das fibras musculares, a exemplo da proteína. Aliás, até essas estruturas também são compostas de água. Privar-se dela, portanto, é ficar sem matéria-prima para formar mais fibras. Outro motivo para a recuperação ficar lenta quando o tanque está vazio.

O músculo depende de determinados sais minerais e - adivinhe! - água para realizar toda e qualquer contração. "A precisão e a suavidade do movimento diminuem significativamente se o indivíduo não bebe o suficiente. Isso, por si só, já aumenta a probabilidade de uma lesão", alerta o médico do esporte Jomar Souza.

Para piorar, reservas aquosas abaixo da necessidade mexem inclusive com o desempenho do cérebro. "Os sinais enviados por ele para comandar determinada ação, como levantar uma barra ou chutar uma bola, perdem qualidade", reforça Emerson Silami Garcia, educador físico.

Goles na (sua) medida

O senso comum prega que se aja de acordo com os sinais do corpo. Em outras palavras, esvaziar a garrafinha no momento em que a boca ficar seca. "Mas hoje existem pesquisas revelando que o estágio de desidratação já se encontra avançado quando a pessoa percebe a sede", contrapõe Ricardo Nahas, médico do esporte.

Os profissionais que trabalham com atividade física são unânimes: a hidratação deve ser individualizada, até porque há quem transpire mais do que outros ou viva em um local frio, onde naturalmente se sua pouco. Daí que os especialistas muitas vezes preferem recorrer a uma conta matemática simples: subtrair o peso corporal antes do exercício pelo obtido ao término dele. O saldo final é o tanto de água que precisa ser tomada ao longo da ralação seguinte.

Infelizmente, não dá para só encher a barriga d'água antes de correr. "O sistema digestivo não consegue funcionar com um volume grande de líquidos e, inchado, causa desconforto", explica Silami Garcia. Lançar mão de um cantil e dar uns bons goles a cada 15 minutos costuma resolver a questão. Bem hidratado, seu corpo - e, claro, seu desempenho - vai longe.

E as bebidas esportivas?

Elas oferecem uma mistura de carboidratos e sais minerais, que se esvaem durante pedaladas e corridas. "Mas só são recomendadas para atividades físicas que excedam uma hora de duração", prescreve a nutricionista Patrícia Bertolucci.

O manual da hidratação

Saiba o que fazer para se exercitar sem deixar a secura tomar conta do organismo:

Antes: Nas duas horas que antecedem o momento da malhação, ingira de 250 a 500 mililitros de água. Evite refrigerantes, bebidas alcoólicas e, ainda, alimentos muito pesados.

Durante: A cada 15 minutos, beba de 125 a 250 mililitros. Se a atividade durar mais do que 60 minutos, água de coco e isotônicos podem ser uma boa opção, mas vale consultar um especialista.

Depois: Urina escassa e amarelada é um sinal claro de desidratação. No caso, lance mão de uma balança para saber quanto perdeu de peso. Então, basta repor na mesma medida.

Como aliviar a gastrite nervosa?

Esse mal é diferente da gastrite clássica e ataca principalmente mulheres jovens. Veja como amenizá-lo fazendo mudanças no seu estilo de vida

A gastrite nervosa está associada a fatores emocionais, como estresse
Foto: Getty Images

Levar uma vida corrida, com um tanto de estresse e ansiedade e mais um tanto de comida pouco saudável ingerida às pressas. Tudo isso regado a muito café durante o dia, refrigerante nas refeições e, às vezes, algumas doses de álcool para relaxar e dormir à noite. Esse estilo de vida, comum entre os adultos jovens das cidades grandes, tem forte impacto na saúde, e um dos mais prejudicados é o estômago.

Segundo especialistas, os casos de gastrite nervosa cresceram nos últimos anos. "Cerca de 7 em cada 10 pacientes que procuram o consultório têm gastrite. Entre os jovens, o número sobe para 9. E a maioria é de mulheres", diz gastroenterologista Ricardo Fernandez Fittipaldi.

Se doer, vá ao médico!

É importante procurar o médico para eliminar qualquer outro problema mais grave, como uma úlcera. "Qualquer tipo de dor no estômago tem sempre que ser investigado", alerta Fittipaldi. E não custa lembrar: nunca tome remédio por conta própria, sem um diagnóstico preciso. Você pode mascarar um problema sério e deixar de tratá-lo a tempo. A seguir, esclareça suas dúvidas com Fittipaldi e com o médico Laércio Ribeiro.

Quem é candidato?

Nem todo mundo que sofre de estresse, tem alimentação rica em gordura e toma muito café vai apresentar necessariamente os sintomas da gastrite nervosa. O problema, cujas causas não são inteiramente conhecidas pela ciência, ataca apenas as pessoas que têm estômago sensível.

Gastrite clássica ou nervosa?

A grande diferença entre a gastrite "clássica" e a gastrite nervosa é que a primeira afeta a mucosa do estômago e origina uma inflamação que pode até evoluir para uma úlcera. A gastrite nervosa não causa nenhuma alteração nas paredes estomacais. Se os exames não detectam nada de anormal, mas o paciente se queixa de dor na boca do estômago, o médico pode concluir que se trata de gastrite nervosa.

As causas para os dois males também são diferentes: a gastrite clássica pode ser provocada por uma bactéria, a Helicobacter pylori, pelo uso prolongado de alguns medicamentos ou pelo consumo de bebidas alcoólicas. Já a gastrite nervosa está associada a fatores emocionais, como estresse.

7 atitudes que aliviam o mal

A gastrite nervosa não provoca riscos à saúde, mas traz um desconforto danado para quem tem, afetando sua qualidade de vida. O médico pode prescrever medicamentos que aliviem os sintomas, mas é importante mudar alguns hábitos. Confira:

1. Pare de fumar. O cigarro colabora para a produção de ácido no estômago.

2. Evite o consumo de bebidas alcoólicas.

3. Beba menos café durante o dia. Nos períodos de crise, o melhor é evitá-lo. A versão descafeinada está liberada.

4. Modere no chocolate, rico em gordura e cafeína.

5. Evite os refrigerantes: o gás da bebida e a cafeína, presente em muitos deles, irritam o estômago.

6. Tente controlar o estresse, praticando uma atividade física ou se dedicando a um hobby que traga prazer.

7. Risque alimentos gordurosos e frituras do cardápio. A gordura é um irritante gástrico.

Proibido e permitido

Suco pode?

O suco de caju é um bom substituto para o de laranja ou de maracujá, frutas bastante ácidas para o estômago. Também rico em vitamina C, o caju não dá acidez estomacal.

E leite?

Antigamente costumava-se recomendar um copo de leite gelado para amenizar dores de estômago de qualquer natureza. Esse hábito, na verdade, só provoca mais irritação, pois o cálcio presente no leite aumenta a acidez do estômago.

Mascar chiclete gera benefícios à saúde

O chiclete deixou de ser o vilão da saúde bucal! As novas gomas de mascar são capazes de diminuir o estresse, melhorar o funcionamento do intestino e muito mais. Conheça todos os benefícios!

Coloque a mandíbula para funcionar e proporcione benefícios à sua saúde

A fama de vilão da saúde bucal que o chiclete tinha ficou no passado. Os lançamentos de gomas de mascar, na verdade, trazem ótimas novidades para o seu sorriso - além de outros benefícios, como diminuir o stress. Fique de olho nos rótulos e coloque a mandíbula para funcionar.

Xô, cáries!

Quando você mastiga, estimula a produção de saliva, que diminui a acidez dentro da boca. Isso é importante porque, quanto maior esse nível, mais os dentes ficam vulneráveis às cáries. O problema é que os chicletes com açúcar acabam anulando essa vantagem.

Hoje, é possível contar com as versões sem açúcar - e é apenas com essas que você deve ficar. Elas possuem xilitol, um adoçante natural encontrado em frutas e vegetais que tem ação bactericida. "O atrito mecânico da goma com os dentes, em conjunto com o xilitol, ajuda a reter menos bactérias nas faces livres dos dentes", explica o periodontista Marcelo Sarra Falsi, da Clínica DF Odonto, em São Paulo. "Além disso, as bactérias não conseguem fermentar o xilitol, o que gera menos danos ao esmalte dos dentes."

Hálito melhor

Mais uma vantagem do aumento da saliva é que ele impede que as bactérias ruins se proliferem na boca e causem mau hálito. No entanto, vale sempre lembrar que outros problemas crônicos, além da (falta de) higiene, podem ser responsáveis pelo bafo de onça, e, nesse caso, só um especialista pode ajudar você a cortar o mal pela raiz.

Dentes mais brancos

Outra novidade são as gomas com partículas que aumentam o atrito com o dente, removendo parte da placa bacteriana (amarelada) e dando a sensação de dentes mais claros. Ótima notícia, mas atenção: "As manchas intrínsecas, que ficam no interior do dente, não são removidas por esse processo", diz Falsi. Para isso, procure seu dentista.

Abaixo o stress!

Quer mais um bom motivo para abrir a embalagem? Um estudo de 2008 realizado na Universidade Swinburne, na Austrália, patrocinado por uma marca descobriu que mascar chicletes sem açúcar ajuda a aliviar a ansiedade, melhorar o alerta e diminuir o stress - os níveis de cortisol presentes na saliva dos mascadores eram até 16% mais baixos.

Menos calorias

Sim, os chicletes sem açúcar podem dar uma mãozinha na redução do consumo de doces. A conclusão é de uma pesquisa realizada em 2009, na Universidade do Estado da Louisiana, nos EUA, e patrocinada por um fabricante. Os participantes que consumiam gomas entre o almoço e o lanche da tarde relataram menos vontade de comer, especialmente guloseimas. E mais: reduziram o consumo de doces em 60 calorias.

"Além do sabor forte e refrescante, que contribui para aliviar a vontade do doce, os chicletes distraem e tiram o foco de quem tem necessidade de sempre comer ou mastigar algo", diz a nutricionista Cynthia Antonaccio, da Equilibrium Consultoria, em São Paulo. Mas cuidado com o efeito contrário: "Se o indivíduo não está se alimentando bem, por exemplo, vindo de um longo período de jejum, mascar um chiclete pode estimular o apetite", avisa a nutricionista Cristiana Martins, da Clínica Sara Bragança, no Rio de Janeiro.

Com probióticos, contra a impotência e antifumo

Acredite se puder, já existem até chicletes contra impotência e com probióticos (micro-organismos benéficos para a saúde intestinal e o sistema imunológico) Infelizmente, ainda não chegaram ao Brasil. O que já há por aqui há alguns anos é a versão com nicotina para quem quer parar de fumar "A goma é utilizada na hora da fissura, que dura 3 minutos", diz o pneumologista João Paulo Becker Lotufo, responsável pelo Projeto Antitabágico do Hospital Universitário da USP. "Deve-se mascar até surgir o gosto da nicotina e colocar a goma entre a bochecha e a gengiva para haver passagem da nicotina pela mucosa oral.

Estômago e intestino

Já há pistas de que a goma pode ser benéfica também ao intestino. Um estudo do Saint Marks Hospital de Londres mostra que ela ajuda pacientes em pós-operatório de câncer de cólon a se recuperar melhor. "Mascar chiclete estimula a produção de saliva, que faz o organismo entender que a pessoa está comendo, pois está mastigando e engolindo. Isso incentiva a produção de enzimas que induzem o intestino a voltar a funcionar mais rápido", explica o cirurgião do aparelho digestivo Alexandre Sakano, membro da Sociedade Brasileira de Coloproctologia. "Os estudos são pequenos, com poucos pacientes e não permitem concluir esses dados com absoluta certeza, mas as evidências são grandes."

Quando o assunto é o estômago, cuidado. Você já deve ter ouvido que mascar chiclete é perigoso. "Ocorre um aumento da acidez do estômago, que não tem nada para digerir e acaba agredindo a parede, podendo causar gastrite em quem tem tendência para o problema", alerta Sakano. "Fora que, dependendo da sua atividade, não é muito bonito ficar mascando chiclete o dia inteiro, não é?"

Mitos e verdades sobre as alergias

O outono chegou! Mais comuns nesta época, crises de espirro podem ser sintomas de alergias. Saiba como evitá-las

As alergias costumam aparecer no outono, devido à queda das folhas das árvores

O outono chegou! E com ele aquele friozinho gostoso e a... a... atchim! as alergias. Afinal, é nesse período do ano que as folhas caem das árvores. E daí? "O pólen e a poeira contidos nelas ficam no ar e, quando inspirados, provocam irritações", explica o otorrinolaringologista Fernando Vieira.

E lá vêm espirros em série, coceira no nariz e olhos inchados. Ou seja, os típicos sintomas de rinite, conjuntivite alérgica e asma, que estão diretamente relacionados ao acúmulo de pó, ácaros e fungos em, por exemplo, sofás e colchões. Então, para curtir a nova estação sem problemas, descubra os mitos e verdades das alergias e como mantê-las bem longe de você.

Mitos e verdades das alergias

Acabe com todas as suas dúvidas sobre as irritações do outono

Bombinhas para asma fazem mal ao coração.

Mito - A asma é uma doença das vias respiratórias que reduz ou até obstrui o fluxo de ar. As bombinhas possuem broncodilatadores que relaxam os músculos e melhoram a passagem do ar.

Alergia é incurável.

Verdade - Tratamentos à base de cloreto de sódio, água purificada e cloridrato de fexofenadina controlam a irritação. No entanto, não evitam novas crises. Afinal, os alérgicos têm uma condição genética que determina a facilidade dos sintomas.

Não devo usar remédios no nariz por muito tempo.

Verdade - Antes de ingerir um medicamento, consulte um especialista. Remédios para o nariz não devem ser usados por mais que cinco dias seguidos. Os efeitos colaterais vão de obstrução nasal a feridas.

Mulheres grávidas não podem usar remédios para asma ou rinite.

Mito - Com indicação médica, a gestante pode ingerir medicamentos. Em alguns casos, eles permitem que a mãe respire melhor e forneça oxigênio ao feto.

Identifique os sintomas

Conheça os sinais mais comuns de cada problema

· Rinite: espirro, coceira no nariz, produção exagerada de coriza, nariz entupido e até vermelhidão na pele da ponta do nariz.

· Conjuntivite: coceira ocular e vermelhidão nos olhos.

· Asma: tosse, crises de falta de ar, chiado no peito e infecção pulmonar.

Seis dicas para se manter longe das crises de espirro

1. Abra as janelas e deixe a casa ventilada pelo menos em um turno do dia.

2. Troque as roupas de cama (lençois, colchas) todas as semanas.

3. Uma vez por ano, substitua os travesseiros velhos por novos.

4. Vire o colchão da sua cama, pelo menos, a cada 15 dias.

5. Use capas laváveis nos sofás.

6. Para limpeza diária dos móveis e da casa, use água, sabão e produtos sem aromas fortes.

Oxandrolona: fique alerta aos efeitos colaterais do suplemento alimentar

Substância é anabolizante e virou febre nas academias brasileiras e causa danos à saúde

Academia

Substância é derivada da testosterona


A oxandrolina está longe de ser uma saída saudável e milagrosa para quem quer trincar a musculatura. "Não se trata de um suplemento, e sim de um medicamento classificado como esteroide anabólico utilizado no tratamento de grandes queimados e em algumas síndromes com deficiência hormonal", explica Jomar Souza, especialista em medicina do exercício e do esporte e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE).

Por que virou febre
As mulheres têm sido atraídas pelos comprimidos de oxandrolona por dois motivos. O primeiro - e mais óbvio - é que a substância, derivada da testosterona, proporciona o crescimento muscular. Lembre-se de que os homens têm mais músculos do que as mulheres justamente por causa desse hormônio. O segundo é que, em tese, ela teria menos efeitos colaterais do que outros anabolizantes, masculinizando menos. "Diversos estudos questionam exatamente isso", diz o nutrólogo Claudio Barbosa, membro da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

Efeitos colaterais
Usar a oxandrolina é um perigo, ainda que por pouco tempo. Os efeitos masculinizantes, ao contrário do que se pensa, aparecem: voz grossa, queda de cabelo ou aumento excessivo de pelos no corpo e alterações na textura da pele. O consumo pode levar ainda a transtornos psicológicos, aumento da agressividade e doenças sérias. "Quando utilizado puramente para fins estéticos de ganho de massa muscular, devido às doses ingeridas, pode gerar até tumores, principalmente no fígado", avisa Souza. "Todo e qualquer medicamento só deve ser usado para as doenças de que trata, e nunca com finalidades estéticas - sempre que isso é feito, as chances de prejudicar o organismo são muito altas."

Mercado negro
Você deve estar se perguntando como é que, então, tanta gente tem conseguido a substância nos últimos meses. "O problema é o tráfico de medicamentos, que facilita o acesso à oxandrolona. A origem é duvidosa, ela pode ser falsificada e você nem saber exatamente o que está consumindo", alerta o nutricionista esportivo Rodolfo Peres, de São Paulo.

Saída saudável
Conquistar um corpo tonificado e definido exige dedicação e força de vontade. Mas, seguindo a receita tradicional, você terá a certeza de que os resultados obtidos serão saudáveis. "Para o atual desejo da maioria das mulheres, que é um físico com pouco teor de gordura corporal e ganho de massa muscular, uma dieta bem elaborada, acompanhada de um treino intenso, trará tal resultado", garante Peres. "Pelo menos 60% dos meus pacientes são mulheres, e conseguimos chegar lá apenas com dieta e suplementação alimentar e treinamento intenso."